segunda-feira, 13 de maio de 2013

Talvez um dia seja tarde demais...

Só tu sabes parar o tempo com o olhar,
com a magia que tens em ti, no teu ser.
Mas descobri que a vida sabe mandar,
e impor, tão injustamente, o seu querer.
 
Nunca como agora o tempo demora,
magoa com um silêncio ensurdecedor,
faz um segundo padecer uma hora,
torna gélido o que antes era tanto calor.
 
 
E as cicatrizes abrem ao sol primaveril,
ardem como se alcoól escorresse por elas,
torna em louca solidão este silêncio senil,
rasga em mim as cores loucas das tuas telas.
 
Sim máscaro de sorriso, a dor que hoje carrego,
porque só tu tens a cura desta doença mortal,
ninguém tem de ver a lágrima com que me cego,
só tu e a tua culpa aceite, podem tratar este mal.
 
Mas hoje é um dia qualquer, que já perdi a conta,
parece que foi apenas ontem mas a demora é imensa,
seguro esforçado a alma magoada que se diz pronta,
e a vontade que torna a vida ansiosa e sempre tensa.
 
Um dia, eu sei que vais saber, como foste tão insensivél,
vais perceber como dói a dor que soubeste dar na mentira,
vais entender que ser gente é ter uma felicidade incrível,
que o amor partilhado é a solução para toda e qualquer ira.
 
Talvez nesse dia... Seja tarde demais...
Talvez eu... Nesse dia... Seja apenas ar...
Talvez hoje eu não sinta nem exista mais,
talvez agora seja hora de apenas chorar.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Um Sonho...

Oiço os teus passos, ao lento compasso do vazio,
és Tu Princesa, menina, que ao meu sonho vens,
em cada passo sonhado, o meu sorriso mata o frio,
a minha alma ganhar a cor da cor que no sorriso tens.
 
Sentas-te a meu lado, no escuro silencioso da alma,
onde tudo é nada e nada preenche tudo o que não existe,
transformas as ágrimas em sorriso e a solidão em calma,
com lábios de veludo apaziguas a ferida profunda subsiste.
 
A tua voz, diz palavras em dialectos que só nós entedemos,
tem doce sabor a mel, cor de céu e perfume de paraíso real.
O teu abraço é um longo querer quente que só nós sabemos,
e termina num olhar de felicidade e lágrima de saudade total.
 
Submisso aceito-me a mais este acordar que a razão me obriga,
mas sorrio, sonhei e por horas fui feliz de novo a teu lado.
És feliz, a tua felicidade faz viver e sorrir o mais que consiga,
mesmo sem ti, sinto um infinito no peito por um sonho amado.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Na verdade...


Dias cansados passam tão lentamente,
abrindo de novo cicatrizes antes saradas,
lágrimas que cortam a alma dormente,
saudades de sorrisos e pequenos nadas.
 
Noites escuras que passo em claro,
esperando ouvir o som da tua voz,
harmonioso sabor, doce e tão caro,
saudade do silêncio cantado por nós.
 
E sigo só, mascarando, tudo o que magoa,
fingindo tantos sorrisos e certezas duvidosas,
pintando flores e cores no que me abalroa,
fantasiando carícias das tuas mão carinhosas.
 
Sim é mentira, admito que sorrio a chorar,
olho o horizonte na incerteza de o querer,
sorrio apenas para não me veres a afundar,
porque para mim a tua felicidade é viver.
 
Saudade é apenas o que os sonhos desenham,
pintando forte a falta imensa que sentimos.
Sonhos são simples desejos que se empenham,
em dar-nos o sorriso enquanto dormimos.
 
Vou contando silêncios profundos e  infinitos,
a tentar esconder do sorriso o que só a alma sabe,
a chorar imagino em mim os gestos mais bonitos,
sentindo toda a saudade que numa lágrima cabe.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Insegurança

 
Frágil a incerteza  que te embarga a obra,
que trazes na tua alma em jeito de sonho,
silêncioso tormento que te sufoca e dobra,
e te leva de viagem num pesadelo medonho.
 
São os sonhos que nos fazem voar livremente,
nada é tão nosso quanto os sonhos que temos,
pedaços de uma alma magoada e tão descrente,
com cicatrizes profundas dadas pelo que vivemos.
 
E se na noite a matéria embarca num vôo sonhador,
com asas imateriais e espaço para além do infinito.
É pelo dia que mascáras com o sorriso essa tua dor,
da verdade, ou mentira, que estremece e cala o grito.
 
Por mais que tentes ver para além do horizonte turvo,
temes a queda imensa que a maldade te pode oferecer.
Frágil a insana insegurança, de que me escondo e curvo,
com medo que depois de hoje a alma nunca deixe de doer.

domingo, 7 de abril de 2013

Desabafo

Tenho medo que vejas o dentro 
magoado  triste que o fora oculta,
escondo-o com vergonha de mostrar
como é frágil e tímido o meu ser.
Máscaras que ostento como forma
de protecção, guarda e salvação,
do naufrágio do olhar que teima
em fustigar o doce ver quem se quer bem.
Há qualquer coisa coisa inquieta
que se revolta sempre contra mim,
uma força estranha e extrema,
que leva para longe de mim sempre
quem mais de mim tem, a quem mais me dou...
Será destino, ou falham sempre os sonhos
a quem muito sonha, deseja e quer?
Será eterno ou alguma vez irei aprender
que devo dar apenas o que recebo?
Um dia talvez encontre quem veja em mim,
o que muitos conseguem ver sem que dê nada...
Ou então perceba que o mundo não quer receber,
prefere sempre quem nunca se dá...

Ilusão Insana

Falo aqui, contigo, no meu silêncio insano,
digo-te a solidão que arrasa e atrasa a ser feliz,
sinto como uma ilusão do meu mundo profano,
a doce sensação que me olhas terna e me sorris.
 
Sabes como é mais fácil, para mim escrever,
tudo sai tão simples e não me fazes perguntas.
Não tenho medo delas, sei os erros do meu ser,
admito-os, assumo-os e aceito as ilusões defuntas.
 
Mas este teu silêncio, conforta tanto e apaga a solidão,
é fácil chorar contigo, sabes, não me olhas com desdém,
faz bem abrir-te o peito dar-te o meu magoado coração,
é muito mais simples contigo do que com outro alguém.
 
Pode ser loucura, eu sei, pode até ser mal entendido,
mas se me acalmas não nego que adoro falar contigo,
e sem te dizer tu sabes como me sinto tão perdido,
e tudo o que preciso é apenas de um verdadeiro amigo.
 
Tu que entras na minha alma e fazes sair pelos meus dedos,
todos os fantasmas, traumas, desilusões e dolorosos medos.
Vai no vento, em silêncio e entra por uma vez na sua alma,
pede que me dê uma palavra que seja e me devolva a calma.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Quem me dera

Quem me dera que estivesses aqui bem perto,
nesta árida planicie onde o vento sopra incerto,
para acalmares a alma que segue só pelo deserto,
porque só contigo dos meus fantasmas me liberto.
 
Quem me dera, viesses regar de novo o meu jardim,
com carinho e doçura que só tu sabes pôr em mim,
dar-me o sorriso lindo que tens na alma de querubim,
apaziguar o fogo incauto que tantas vezes me leva ao fim.
 
Oh divino céu, quem me dera
que tu não fosses uma quimera,
uma fantasia que esta alma gera,
um anseio que de mim se apodera.
 
Quem me dera, que da minha felicidade fizesses obra-prima,
me obrigasses a ser feliz com o teu gesto singelo de menina,
que o teu olhar, doce, a cada segundo me passasse por cima,
que me levasses no teu sorriso ao paraíso que o teu ser ensina.
 
Quem me dera que esta alvorada não passasse de um sonho real,
que a tua voz me abraçasses os ouvidos calando tudo o que é mal,
me trouxesse de novo o tanto, tão pouco, que para nós era normal,
e explodisse em mim, de novo, aquele doce fogo louco fenomenal.

sábado, 2 de março de 2013

Gladiadora de Cristal

Simples complexidade essa que se traduz,
nesse teu olhar, brilhante, doce e radioso,
sonho este, que me amedronta e me seduz,
de um futuro tão ansiado como saudoso.
 
Misto de fogo ardente e leveza do vento,
com águas calmas e o peso do passado.
és ave que rasteja alto num momento,
e sonho que voa na alma sem pecado.
 
 
Pintas leve na tua vida, a pastel, o teu angelical ser,
o que és, um ser sensível, único, especial e divinal.
Mas és irreverente ao mostrar ao mundo o teu poder,
a tua força, que disfarça o teu medo fora do normal.
 
És gladiadora com a fragilidade e a beleza do cristal,
com essa robustez singela de um frágil dente de leão.
Cheguei para te proteger, ninguém mais te fará mal,
escondi-te em mim, aqui bem dentro do meu coração.
 
 
 

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Saudades tuas

Vou caminhando a recta sinuosa
que a vida se enarregar de me dar.
Sei que a noite é sempre perigosa,
que há alma prontas a nos enganar.
 
Mas sigo sorrindo, com a tua imagem,
sempre viva na minha alma solitária,
O teu sorriso, minha tão terna coragem,
dá força a esta vida dorida e precária.
 
Pora mais gente que encontre e sinta,
por mais almas que toque com o olhar,
verdade a menos que queiras que minta,
é que nenhuma se pode a ti comparar.
 
Foste uma dádiva que nunca soube cuidar,
um anjo na terra que a mim se entregou,
e se nunca deixaram que te pudesse amar,
saber-te feliz, basta-me, é assim que sou.
 
Tu sabes que penso em ti, todos os dias,
tu sabes que me preocupo e sinto saudade,
eu sei que te afastas mais que o que querias,
eu sei o que vai na tua alma e o que é verdade.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Fabulando

 
Escreves lento, a lápis de cera, a coragem
que se vai derreter com o calor da emoção.
Sabes que tudo não passa de uma miragem,
um sopro que te apaga a chama no coração.
 
Preferes semear ventos fortes na tua alma,
colher tempestades nesse terno sofrido olhar,
Sabes tão bem que esse esforço te espalma,
sufoca as palavras que mastigas sem paladar.
 
É tão breve esse prolongado momento eterno
num passo inalterado como relógio sem corda.
Dilacerante solestício que trava o teu inverno,
que trará a mais bela primavera que se recorda.
 
Entre sonhos e ilusões que aceitas como verdade,
vai-se o futuro que retardas erradamente assim...
E tu sabes... Só tu sabes que dói esta ambiguidade.
E tu sabes... Quanto mais lutas mais longe está o fim.
 

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

O que nunca te direi...


Custa tanto gostar de ti, sem te poder tocar,
sem te poder viver, sentir ou apenas abraçar.
Magoa cada lufada de ar que entra e mim,
por saber platónico este sentimento assim.
 
Custa trazer no peito presas todas as palavras do mundo,
que só te digo em sonhos e em olhares de um segundo.
Magoa sonhar um sonho que nunca existirá na verdade,
porque eu não existo para ti, sou um espectro da realidade.
 
Mas há uma dor nesta fantasia, que me corta a alma,
um medo presente de acção ausente que corta a calma.
É o medo de ter de e dizer toda a verdade, que não vês,
de todo o mal que permites que te façam por malvadez.
 
E choro... Aqui... Sózinho a ver este imenso revolto mar.
Porque me és tanto, mas tanto que nem consgues imaginar.
Sei que jamais te serei alguma coisa que te realize em mim,
mas prefiro magoar-te um dia para que sejas feliz no fim.







terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Longe...

 
Longe...
Longe é um lugar que não existe!
Quando descobrires a que sabe um abraço,
Qual o perfume de um sorriso,
Qual a cor de uma palavra doce...
Então saberás que sou Longe... E porquê...

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Reflexo... Em segredo


Um brilho tão singelo e tão suave... Delicado.
Uma luz que me invade, reflexo adocicado,
uma luminosidade de tom quente e delicado,
brilho de sonho... Sonho que é quase pecado.
 
Inunda-me a alma de sonhos que me fazem sorrir,
acorda a vontade de viver, o querer que quero sentir
meiga e carinhosa, sedutora e enlouquece só de ouvir,
sinto o reflexo deste brilho no que caminho a seguir.
 
Um raio de luz quente com um pefume indescritível,
o seu doce e quente abraço que tem um som inaudível,
brilho de um sorriso felexo em mim, quase invisível,
Um briho que traz a mim um sonho quase impossível.
 
Ser reflexo do brilho, dessa estrela maravilhosa,
é ser feliz, em silêncio, crer numa ideia auspiciosa,
e ter em todos os sentidos uma sensação deliciosa,
e ser senhor, sem saber, desta jóia rara e valiosa.
 
Brilhas e em mim se felecte esse teu brilho tão natural,
quero brilhar eternamente ainda que possa ser imoral,
quero contagiar com o reflexo desse brilho todo o mortal,
e um dia... Sentado ao pôr-do-sol sorrir porque és divinal.



quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Magia, pura magia...
Quando o teu olhar beija o meu
e em segredo paramos o mundo.

Nostalgia

Um pôr-do-sol, silencioso e lento, como deveria ser...
As cores alaranjadas adoçavam o momento, singelo.
O olhar ditava a promessa nada nunca mais iria doer,
nada... nunca mais... poderia ser tão único... Tão belo!

Esse momento parado no tempo que a alma fotografou,
Os nossos pés descalços na areia, o mar salpicava no ar,
a música que aquele nosso sentimento a uma voz cantou,
a doçura de um só anjo que pela última vez pude olhar.

Era o brilho do sol que reflectia nesses cabelos perfumados,
mas para mim eras tua que brilhavas, qual estrela do meu céu,
refugiei-me nesse ofuscar para disfarçar os olhos naufragados,
abracei-te e fiz dos teus cabelos a minha protecção, o meu véu,

Já passou algum tempo. Mais que o que na verdade decorreu.
A alma baralha-se porque o tempo voa e pára consome energia.
Parado no tempo, qual fotografia, ficou esse abraço teu... meu.
É saudade de um passado maravilhoso e um futuro de nostalgia.


domingo, 9 de dezembro de 2012

Quimera


No ar fica o pó de um futuro que passou,
aquele que sonhei, ou era real, não percebi,
entranha os póros do sorriso que se matou,
fingindo tapar o sol que lá fora se ocultou.
 
E esta alergia crónica, a cada espirro do olhar,
carrega a verdade que naufraga todo os dias,
e não me deixa ver, lá fora, o silencioso luar,
aquele que um dia ouviu o que tu prometias.
 
Em cada manhã, um acordar, uma nova esprança.
Um querer imortal, ressuscitado à base de sorrisos,
uma vida nova como se voltasse a ser criança,
com milhares de ilusões e querer tão imprecisos.
 
Mas a tarde, vem, sempre cansada, consumindo,
cada réstia de energia que em cada soriso se gera,
e de dia para dia, sinto que a vida se vai sumindo,
e que o meu querer, o meu sonho, é uma quimera.






quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Medo


 
 
 
 
 
 
 







Abri, cedo as janelas da minha alma,
Baixei dos sonhos que me protegem no escuro,
Cansado de acordar sempre no mesmo lugar,
Dúvido que estar vivo possa ser assim tão duro.
 
Estranha forma de sentir, este não sei o quê,
Fugazes sensações de segurança, puras ilusões,
Guardas nocturnos que me abandonam ao amanhecer,
Hoje, ontem, amanhã sempre sem explicações...
 
Invento, em mim, razões para ter este sentimento,
Julgo até saber, mas guardo-o para mim em segredo
Lá, onde nem os anjos chegam resides tu, só tu,
MEDO... Puro, fragilizante e doloroso MEDO.
 
Nunca antes, tinha ouvido falar de algo assim,
Oposto ao que sempre tinha sentido até aqui chegar,
Poderei algum dia voltar atrás, a um futuro passado,
Quando era sorriso, felicidade em cada longo abraçar.
 
Rio-me de mim, pobre coitado, insano que sou,
Será saudade, será apenas uma vontade indomável,
Talvez seja verdade, ou mentira, ou invenção,
Uma estranha forma de ser, uma nódoa não lavável.
 
Vivo assim, rezando aceitar o que sinto ou sentir diferente,
Xenofobia deste sentimento estrangeiro que me ataca cedo,
Zonzo sinto cada segundo do dia passar, afrontando por ti,
MEDO.... Puro, fragilizante e doloroso MEDO.

Serás Sempre Sonho


Serenamente... Sigo sonhando, solitário.
Saúdo-te... Sucessivamente.. secrectamente .
Saboreio... Sorrisos sinceros, seres santificados.
Sacrifíco... Segundos sagrados, sussurando silenciosamente.
Sacralizo... Semblantes, sonhando-os, sabendo-os sem sentir.
Sorrio... Sem sagacidade, saboreando sonhos sonhados.
Salvo-me... sacralizando, suaves sentimentos sentidos... segredados.
Salgados sabores, saiem-me, salivando sentindos, sorridos, sofridos, sabem serenar-me.
Sinceramente, sei-te sonho, sorrindo sincera, sorrisos safados.
Sorrindo... Sigo, sem saber sequer, se será saudade.
Sonhando-te... sorrio...sempre silenciosamente... sabendo-te... Sonho sempre serás.


sábado, 1 de dezembro de 2012

Quero que sejas feliz


Ontem, cairam duas ou três, talvez mais,
lágrimas tímidas e confusas deste olhar,
doces sentimentos, saudade e felicidade,
um misto de sentimentos fundamentais,
um sonho, que vivo, um doce puro amar,
um querer-te feliz que é pura verdade.
 
Fecho os olhos, e sinto na ponta dos dedos,
longe, mas tão perto que te sinto o calor,
a suavidade da tua pele, a doçura do teu ser,
a voz doce que me acalma todos os medos,
a tua amizade que para mim é puro amor,
que calado, de longe, vou para sempre viver.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Chuva Sorridente

Fez-se luz, na escuridão da minha alma,
não foi preciso um coração, nem um sorriso,
bastou mudar-me para conseguir a calma,
que anseio, amo e na verdade preciso.
 
Basto um sorriso irónico a cada adversidade,
sentir chuva o brilhar do sol no topo do mundo,
querer ser feliz, ser humano em total cuplicidade,
e não desistir ou desanimar em qualquer segundo.
 
Basta abrir a mão e deixar cair o vidro que nos corta,
cortar a sufocante amarra que trazemos ao pescoço,
puxar e sentir sempre a vida numa natureza morta,
fazer de um sorriso sincero o nosso pequeno almoço.
 
Tenta, tu também consegues, experimenta por um dia,
se o sonho não te bate à porta, constrói a tua porta,
aceita ser feliz, tudo o que te dão e que a vida te sorria,
porque a estrada leva-te sempre algures mesmo que seja torta.
 
Hoje chove, sim eu sei, e ainda assim eu sorrio,
porque estou vivo e amo tanto o meu puro eu,
porque só eu sou a corrente do meu próprio rio,
o destino sou eu que o faço, porque o futuro é meu.