terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Saudades tuas

Vou caminhando a recta sinuosa
que a vida se enarregar de me dar.
Sei que a noite é sempre perigosa,
que há alma prontas a nos enganar.
 
Mas sigo sorrindo, com a tua imagem,
sempre viva na minha alma solitária,
O teu sorriso, minha tão terna coragem,
dá força a esta vida dorida e precária.
 
Pora mais gente que encontre e sinta,
por mais almas que toque com o olhar,
verdade a menos que queiras que minta,
é que nenhuma se pode a ti comparar.
 
Foste uma dádiva que nunca soube cuidar,
um anjo na terra que a mim se entregou,
e se nunca deixaram que te pudesse amar,
saber-te feliz, basta-me, é assim que sou.
 
Tu sabes que penso em ti, todos os dias,
tu sabes que me preocupo e sinto saudade,
eu sei que te afastas mais que o que querias,
eu sei o que vai na tua alma e o que é verdade.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Fabulando

 
Escreves lento, a lápis de cera, a coragem
que se vai derreter com o calor da emoção.
Sabes que tudo não passa de uma miragem,
um sopro que te apaga a chama no coração.
 
Preferes semear ventos fortes na tua alma,
colher tempestades nesse terno sofrido olhar,
Sabes tão bem que esse esforço te espalma,
sufoca as palavras que mastigas sem paladar.
 
É tão breve esse prolongado momento eterno
num passo inalterado como relógio sem corda.
Dilacerante solestício que trava o teu inverno,
que trará a mais bela primavera que se recorda.
 
Entre sonhos e ilusões que aceitas como verdade,
vai-se o futuro que retardas erradamente assim...
E tu sabes... Só tu sabes que dói esta ambiguidade.
E tu sabes... Quanto mais lutas mais longe está o fim.
 

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

O que nunca te direi...


Custa tanto gostar de ti, sem te poder tocar,
sem te poder viver, sentir ou apenas abraçar.
Magoa cada lufada de ar que entra e mim,
por saber platónico este sentimento assim.
 
Custa trazer no peito presas todas as palavras do mundo,
que só te digo em sonhos e em olhares de um segundo.
Magoa sonhar um sonho que nunca existirá na verdade,
porque eu não existo para ti, sou um espectro da realidade.
 
Mas há uma dor nesta fantasia, que me corta a alma,
um medo presente de acção ausente que corta a calma.
É o medo de ter de e dizer toda a verdade, que não vês,
de todo o mal que permites que te façam por malvadez.
 
E choro... Aqui... Sózinho a ver este imenso revolto mar.
Porque me és tanto, mas tanto que nem consgues imaginar.
Sei que jamais te serei alguma coisa que te realize em mim,
mas prefiro magoar-te um dia para que sejas feliz no fim.







terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Longe...

 
Longe...
Longe é um lugar que não existe!
Quando descobrires a que sabe um abraço,
Qual o perfume de um sorriso,
Qual a cor de uma palavra doce...
Então saberás que sou Longe... E porquê...

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Reflexo... Em segredo


Um brilho tão singelo e tão suave... Delicado.
Uma luz que me invade, reflexo adocicado,
uma luminosidade de tom quente e delicado,
brilho de sonho... Sonho que é quase pecado.
 
Inunda-me a alma de sonhos que me fazem sorrir,
acorda a vontade de viver, o querer que quero sentir
meiga e carinhosa, sedutora e enlouquece só de ouvir,
sinto o reflexo deste brilho no que caminho a seguir.
 
Um raio de luz quente com um pefume indescritível,
o seu doce e quente abraço que tem um som inaudível,
brilho de um sorriso felexo em mim, quase invisível,
Um briho que traz a mim um sonho quase impossível.
 
Ser reflexo do brilho, dessa estrela maravilhosa,
é ser feliz, em silêncio, crer numa ideia auspiciosa,
e ter em todos os sentidos uma sensação deliciosa,
e ser senhor, sem saber, desta jóia rara e valiosa.
 
Brilhas e em mim se felecte esse teu brilho tão natural,
quero brilhar eternamente ainda que possa ser imoral,
quero contagiar com o reflexo desse brilho todo o mortal,
e um dia... Sentado ao pôr-do-sol sorrir porque és divinal.



quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Magia, pura magia...
Quando o teu olhar beija o meu
e em segredo paramos o mundo.

Nostalgia

Um pôr-do-sol, silencioso e lento, como deveria ser...
As cores alaranjadas adoçavam o momento, singelo.
O olhar ditava a promessa nada nunca mais iria doer,
nada... nunca mais... poderia ser tão único... Tão belo!

Esse momento parado no tempo que a alma fotografou,
Os nossos pés descalços na areia, o mar salpicava no ar,
a música que aquele nosso sentimento a uma voz cantou,
a doçura de um só anjo que pela última vez pude olhar.

Era o brilho do sol que reflectia nesses cabelos perfumados,
mas para mim eras tua que brilhavas, qual estrela do meu céu,
refugiei-me nesse ofuscar para disfarçar os olhos naufragados,
abracei-te e fiz dos teus cabelos a minha protecção, o meu véu,

Já passou algum tempo. Mais que o que na verdade decorreu.
A alma baralha-se porque o tempo voa e pára consome energia.
Parado no tempo, qual fotografia, ficou esse abraço teu... meu.
É saudade de um passado maravilhoso e um futuro de nostalgia.


domingo, 9 de dezembro de 2012

Quimera


No ar fica o pó de um futuro que passou,
aquele que sonhei, ou era real, não percebi,
entranha os póros do sorriso que se matou,
fingindo tapar o sol que lá fora se ocultou.
 
E esta alergia crónica, a cada espirro do olhar,
carrega a verdade que naufraga todo os dias,
e não me deixa ver, lá fora, o silencioso luar,
aquele que um dia ouviu o que tu prometias.
 
Em cada manhã, um acordar, uma nova esprança.
Um querer imortal, ressuscitado à base de sorrisos,
uma vida nova como se voltasse a ser criança,
com milhares de ilusões e querer tão imprecisos.
 
Mas a tarde, vem, sempre cansada, consumindo,
cada réstia de energia que em cada soriso se gera,
e de dia para dia, sinto que a vida se vai sumindo,
e que o meu querer, o meu sonho, é uma quimera.






quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Medo


 
 
 
 
 
 
 







Abri, cedo as janelas da minha alma,
Baixei dos sonhos que me protegem no escuro,
Cansado de acordar sempre no mesmo lugar,
Dúvido que estar vivo possa ser assim tão duro.
 
Estranha forma de sentir, este não sei o quê,
Fugazes sensações de segurança, puras ilusões,
Guardas nocturnos que me abandonam ao amanhecer,
Hoje, ontem, amanhã sempre sem explicações...
 
Invento, em mim, razões para ter este sentimento,
Julgo até saber, mas guardo-o para mim em segredo
Lá, onde nem os anjos chegam resides tu, só tu,
MEDO... Puro, fragilizante e doloroso MEDO.
 
Nunca antes, tinha ouvido falar de algo assim,
Oposto ao que sempre tinha sentido até aqui chegar,
Poderei algum dia voltar atrás, a um futuro passado,
Quando era sorriso, felicidade em cada longo abraçar.
 
Rio-me de mim, pobre coitado, insano que sou,
Será saudade, será apenas uma vontade indomável,
Talvez seja verdade, ou mentira, ou invenção,
Uma estranha forma de ser, uma nódoa não lavável.
 
Vivo assim, rezando aceitar o que sinto ou sentir diferente,
Xenofobia deste sentimento estrangeiro que me ataca cedo,
Zonzo sinto cada segundo do dia passar, afrontando por ti,
MEDO.... Puro, fragilizante e doloroso MEDO.

Serás Sempre Sonho


Serenamente... Sigo sonhando, solitário.
Saúdo-te... Sucessivamente.. secrectamente .
Saboreio... Sorrisos sinceros, seres santificados.
Sacrifíco... Segundos sagrados, sussurando silenciosamente.
Sacralizo... Semblantes, sonhando-os, sabendo-os sem sentir.
Sorrio... Sem sagacidade, saboreando sonhos sonhados.
Salvo-me... sacralizando, suaves sentimentos sentidos... segredados.
Salgados sabores, saiem-me, salivando sentindos, sorridos, sofridos, sabem serenar-me.
Sinceramente, sei-te sonho, sorrindo sincera, sorrisos safados.
Sorrindo... Sigo, sem saber sequer, se será saudade.
Sonhando-te... sorrio...sempre silenciosamente... sabendo-te... Sonho sempre serás.


sábado, 1 de dezembro de 2012

Quero que sejas feliz


Ontem, cairam duas ou três, talvez mais,
lágrimas tímidas e confusas deste olhar,
doces sentimentos, saudade e felicidade,
um misto de sentimentos fundamentais,
um sonho, que vivo, um doce puro amar,
um querer-te feliz que é pura verdade.
 
Fecho os olhos, e sinto na ponta dos dedos,
longe, mas tão perto que te sinto o calor,
a suavidade da tua pele, a doçura do teu ser,
a voz doce que me acalma todos os medos,
a tua amizade que para mim é puro amor,
que calado, de longe, vou para sempre viver.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Chuva Sorridente

Fez-se luz, na escuridão da minha alma,
não foi preciso um coração, nem um sorriso,
bastou mudar-me para conseguir a calma,
que anseio, amo e na verdade preciso.
 
Basto um sorriso irónico a cada adversidade,
sentir chuva o brilhar do sol no topo do mundo,
querer ser feliz, ser humano em total cuplicidade,
e não desistir ou desanimar em qualquer segundo.
 
Basta abrir a mão e deixar cair o vidro que nos corta,
cortar a sufocante amarra que trazemos ao pescoço,
puxar e sentir sempre a vida numa natureza morta,
fazer de um sorriso sincero o nosso pequeno almoço.
 
Tenta, tu também consegues, experimenta por um dia,
se o sonho não te bate à porta, constrói a tua porta,
aceita ser feliz, tudo o que te dão e que a vida te sorria,
porque a estrada leva-te sempre algures mesmo que seja torta.
 
Hoje chove, sim eu sei, e ainda assim eu sorrio,
porque estou vivo e amo tanto o meu puro eu,
porque só eu sou a corrente do meu próprio rio,
o destino sou eu que o faço, porque o futuro é meu.

domingo, 21 de outubro de 2012

Conforto de realizar um sonho

Talvez não tenha habilidade suficiente,
para desenhar com letras as emoções,
tudo aquilo que nos explode na mente
sai pelos olhos não cabe nos corações.
 
Um singelo gesto, um sim, um fugaz sorriso,
um simples realizar de um sonho tão pequeno,
coisas tão nada na nossa vida que nos é preciso,
aprender que nada em nós tem de ser veneno.
 
Um dia consegui realizar um sonho, a uma criança,
não precisei de muito, apenas dei um pouco de mim,
mas esse nada, para ela era tanto, era uma esperança,
que a sua vida invertesse e não tivesse de ter fim.
 
Chorei, sim os homens, na verdade, também choram,
e sem acreditar pedi tanto aos céus uma oportunidade,
fiz promessas sem querer saber sequer como se cobram,
dei de mim, para ele, para que pudesse sentir a felicidade.
 
Foi bom demais sentir o doce e delicado perfume do seu sorriso,
o sabor daquele abraço embrulhado num olhar em lágrimas lavado.
Hoje sou eu que peço um gesto, uma palavra, um nada que preciso,
para me reconfortar, acalmar, e poder dormir uma noite descansado
 
 
 
 
 
A Terra dos Sonhos é uma Organização de Solidariedade Portuguesa, sem fins lucrativos, fundada no dia 1 de Junho de 2007, Dia Mundial da Criança. Em termos jurídicos, a Associação Terra dos Sonhos é uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS), sob a forma de Associação de Solidariedade Social com fim de acção social.
A principal actividade da Terra dos Sonhos consiste na realização dos sonhos de crianças e jovens diagnosticados com doenças crónicas e/ou em estado avançado de doença, crianças e jovens carenciadas e idosos, como forma de transmitir uma mensagem de esperança na possibilidade de realização dos seus objectivos mais inspiradores, independentemente de circunstâncias, condicionamentos e limitações. A superação da impossibilidade através da criação da possibilidade é o resultado final pretendido.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Insónia

Deserto, um verdadeiro deserto,
sem vida, só uma visão lunar,
onde nada parece ficar perto,
onde sonho um dia ver o mar.
 
Perco-me no cheiro de um sorriso,
alucino o doce sabor de um abraço,
dormir é apenas tudo o que preciso,
dar um funeral a este imenso cansaço.
 
Na orla da memório uma só imagem,
um gesto fugaz perpetuado no infinito,
querer efémero de prestar vassalagem,
um sonhar que o mundo é lugar bonito.
 
Confesso, de joelhos prostrado no chão,
tiraram-me o sorriso, ser feliz e o viver,
tudo nunca passou de uma triste ilusão,
queria tudo menos o que está a acontecer.
 
Vivo na insónia ou em pesadelos atrozes,
a tormenta é tanta que me chego a habituar,
tenho em mim os fantasmas mais ferozes,
trago no peito algo que insiste em me rasgar.
 
Misturo-me nas cores do fumo que expiro,
em cigarros chorosos que se prendem a mim.
Bastava uma palavra ou então um só tiro,
algo que me levasse a um qualquer fim.


domingo, 14 de outubro de 2012

Mereces demais ser feliz

Sabes olhando para trás, os meus lábios sorriem,
inundado e perdido, o meu olhar ainda enternece,
sonhos perdidos apenas para que as almas aliviem,
o amor não morre e alguém como tu não se esquece.
 
È um sabor agri-doce, que passa-me pelo pensamento,
uma lagrima de felicidade e dor que atravessa o olhar,
um suspiro de incerteza e bem querer, um sentimento,
um bem querer, de amigo sincero, um singelo amar.
 
Sabes, na verdade, é uma ternura e felicidade que sinto,
quero muito que tenhas a felicidade que te é merecida,
queria ser eu, sim é a mais pura verdade, não te minto,
porque és a pessoa mais fantástica que tive na minha vida.
 
Mas hoje, sei o que sou e como serei eternamente,
Quero ser o teu melhor amigo em cada segundo,
alguém que confies e que te dê felicidade ternamente,
alguém que faça parte desse teu maravilhoso mundo.
 
O meu desejo é que Ele te faça sentir Deusa neste mundo,
que te sintas sempre amada, desejada, querida e protegida,
que te dê um amor eterno, doce, cumplice e profundo,
e que seja para ti o Homem e a Felicidade de toda a vida.
 
Tu mereces demais ser feliz!!!!
 
Para ti Arco-íris...

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Infinita Saudade

O tempo escorre pelas paredes do corpo,
gota que não resiste à força da gravidade,
e o fatídico momento que tornou tudo torto,
parece ser ontem mas dói porque é eternidade.
 
Dos teus lábios, sábios,vinha a pergunta açucarada,
"Quem tem um menino lindo?", sorrindo no olhar,
"È o avô!" gritava como o mundo fosse quase nada,
olhava-te feliz pela verdade que de estava a afirmar.
 
Eu era teu, tu meu, eramos o mundo, o tudo e o nada,
luz no escuro, porto de abrigo, resguardo, estrela guia,
uma doce querida possessividade por nós aceitada,
eramos um ano por inteiro em apenas um só dia.
 
Cada Carnaval, cada passeio ou queima das fitas,
era uma felicidade enorme ver-te feliz a viver.
Ouvir o teu passado, essas imensas horas aflitas,
que contavas sorrindo, porque soubeste sofrer.
 
È tão enorme, imensa e colossal esta tua falta,
avassala-me a alma inquieta por tanta maldade,
esta infinita dor grita sempre de forma mais alta,
por te querer tanto torna-se infinita esta saudade.

domingo, 7 de outubro de 2012

Alma em combate

O vento corta a alma quase morta,
o mar, em vagas cruéis, dilacera,
parte a pedra basilar que nos exorta,
o sol, essem tornou-se uma quimera.
 
A espada que corta o fumo do pensamento,
fina e aguçada, fere com as suas garras,
um corpo exausto em enorme sofrimento,
preso ao inferno por inquebráveis amarras.
 
No chão, imóvel, morre a utopia de um sonho,
soltam-se mordazes fantasmas maquiavélicos,
arrepia-se o pesadelo mais funesto e medonho,
ensaiam-se novas estratégias e recursos bélicos.
 
A luz, essa já se apagou, qual fraca chama extinta,
invocam-se deuses maliciosos do ódio e da guerra,
e certos de irmos perder tudo o que de bom se sinta,
jamais quereremos viver com gente assim nesta terra.
 
Eu, pobre soldado raso, numa guerra desconhecida,
choro por dentro enquanto ataco o inimigo aparente,
suplico silencioso que por sorte, um azar leve a vida,
e que a mágoa, dor e sofrimento partam no sol poente.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Bola de Sabão

São de espinhos as palavras que se sopram,
lufadas de nada tão vazio como o sentimento,
bolas de sabão, por fora lindas que encantam,
por dentro muito vazias sem qualquer alento.
 
Ondas de choque pelo rebentamento inesperado,
que chegam em vagas destruindo tudo à passagem,
não se vê, nem sente é um crime silencioso e calado,
é o quebrar da ponte que ligava o céu a outra margem.
 
Não há anjo neste inferno que mude o destino,
não há sol, luz que ilumine o caminhar solitário,
e se o maior desejo era voltar a ser pequenino,
jamais se consegue rezando infinitamente o rosário.
 
Sabias tu, bola de sabão de ar divinal e superior,
que no teu sopro trazias a vida a este pobre mortal.
no teu brilho, isngelo e frágil trazias um amor,
que fantasiava não ter fim feliz, por não crer haver final.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Tão frio este calor


Toco o teu rosto, quieto, imóvel e insensível,
toco e retoco cada milímetro da tua silhueta,
aclaro, escureço, recomeço, reponho o nível,
coloco cor mas a foto fica sempre branca e preta.
 
Vou trabalhando a minha obra prima, com amor,
com lágrimas tempero o cozinhado nesta tela,
mais luz, para te iluminar a beleza, mais calor,
com saudade tento embelezar a mulher mais bela.
 
Passo horas, fazendo e refazendo tudo ao pormenor,
fico mais perto de ti, que me afastas a cada segundo,
porque a saudade, a dor e mágoa também são amor,
porque seria tão fácil fazer brilhar o sol no meu mundo.
 
No brilho do teu olho vejo a luz de velas numa noite perfeita,
pelo canto do teu sorriso, vejo sonhos que demos com amor,
no teu cabelo rebelde, vejo um abraço único que se rejeita,
no teu corpo, vejo a saudade de ti. É tão frio este teu calor.
 
Fico assim, toda a vida, solitário a pensar que irás chegar,
subir as escadas, ao meu encontro, com querer e vontade
imagino o som da campaínha, fantasio um novo abraçar,
quero tanto e sei que este acontecer jamais será verdade.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Estranho mundo de afectos

Estranho mundo este em que se existe,
tira quando quer dar e omite para dizer,
abstem-se e baixa os braços quando resiste,
deduz uma verdade, sem ouvir nem ver.
 
Em cada nó que damos neste mundo,
desatamos o laço que une e dá vida,
e se o dizemos ligado, forte e profundo,
logo chega o personagem que duvida.
 
Neste astro, onde estamos teletransportados,
sem porta para sair porque as fecham com vigor,
somos mágoa sem perceber que fomos amados,
choramos a desilusão sem perceber o que é o amor.
 
Parem o mundo que eu quero sair, esperava ouvir,
esotu aqui de peito aberto e quero ser para ti poema,
vamos correr, voar, sonhar, dar vida sempre a sorrir,
vamos neste filme recomeçar uma nova cena.
 
A vida é só e apenas o que acontece,
e onde magoamos quem nos quer bem.
A vida é tudo o que a nossa alma tece,
é sermos de todos, do amor, e de ninguém.