Custa tanto gostar de ti, sem te poder tocar,
sem te poder viver, sentir ou apenas abraçar.
Magoa cada lufada de ar que entra e mim,
por saber platónico este sentimento assim.
Custa trazer no peito presas todas as palavras do mundo,
que só te digo em sonhos e em olhares de um segundo.
Magoa sonhar um sonho que nunca existirá na verdade,
porque eu não existo para ti, sou um espectro da realidade.
Mas há uma dor nesta fantasia, que me corta a alma,
um medo presente de acção ausente que corta a calma.
É o medo de ter de e dizer toda a verdade, que não vês,
de todo o mal que permites que te façam por malvadez.
E choro... Aqui... Sózinho a ver este imenso revolto mar.
Porque me és tanto, mas tanto que nem consgues imaginar.
Sei que jamais te serei alguma coisa que te realize em mim,
mas prefiro magoar-te um dia para que sejas feliz no fim.
















