quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Chorar ao teu ouvido

Sem sentido num vazio escuro,
escorrendo dos olhos a saudade
que inunda a alma... è tão duro,
ser vida e alma de verdade.


Pode até ser a chuva que cai,
ou os ventos fortes do inverno,
esta tempestade que me sai,
afogando torna a alma em inferno.


Se não fosse este canto, solitário,
onde cumpro a minha pena injusta,
diria que é de noite ou dia imaginário,
mas é verdade esta mágoa que custa.


E se na solidão de um olhar na multidão,
vier um frio quente que invade a alma,
sentir o teu corpo inerte cair ao chão...
pode ser o fim, pode ser finalmente a calma.


E tu meu anjo, se ouves o meu silêncio desalmado,
dá só mais este pedido, a mim que estou perdido,
exausto, amargurado, magoado e tão cansado,
deixa-me chorar, para sempre, ao teu ouvido.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Último Desejo

Pois tudo o que tem um começo terá o seu fim, e não há muito mais a dizer.
Quero deixar apenas um agradecimento, de carinho, a quem me leu neste blog, pedir desculpas pelas lágrimas que choraram e deixar-vos um último desojo em palavras que não são minhas...

"Façam o favor de serem felizes!"






E assim termina uma Alma de Verdade...

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Fim da Linha

Agora é o fim da linha, sim é o que sinto,
mas tenho um comboio para apanhar.
E nesta vida magoada, sei que não minto,
sofri muito apenas e só por te amar.


Embora doa tudo não será mais que um momento,
um perpetuar do parar de mundo, que sabes eterno.
Só tu sabes, todas manhãs e tardes o meu tormento,
na voz que ouves que sente o verdadeiro inferno.


De ti e de quem me ama quero apenas o perdão,
por de mim não ter horizonte, notícias, por desistir.
Mas tudo na vida tem um principio e uma razão,
e passa a ter um fim quando já nada nos faz sorrir.


Vou agora, o comboio não irá esperar.
Embora doa... Já não há como parar.
Tu e quem me ama que sorria para o ar,
onde estiver, verei e para sempre Vos vou amar.

Queda de uma pena...

Perdi, do sorriso, o doce cheiro
num dia de inverno do olhar.
Deixei fugir o horizonte primeiro,
e sem alma o coração não sabe amar.

Não sei como, nem tão pouco porquê,
baralho o barulho enlouquecido da luz,
como quem baralha o sabor do que não vê,
e mistura o que gosta com o que o seduz.

E assim tento imaginar a longa e calma
queda de uma pena que vem do céu,
até ao chão onde fica jaz inquieta a alma
envolta no sorriso de paz que serve de véu.

E aqui fecho os olhos, pela última vez por certo,
queria sentir de ti qualquer coisa pela última vez,
queri nem que fosse sentir-te agora aqui por perto,
só para com o olhar te dizer aquilo que tu nunca vês.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Um beijo


Foi mais que breve talvez pela vontade,
foi mais que avassalador pela verdade,
foi no silêncio de uma enorme cumplicidade,
o beijo que me deste preso na eternidade.


O mundo parou naquele segundo imortal,
o negro clareou como se morresse o mal,
num segundo breve que tantos teve igual,
um só beijo que soube a tudo o que é habitual.


E depois, uma frase presa, do que és em mim,
um querer muito mais que o que tens enfim...
"Esforço-me por estar bem" disseste-o assim.
Quando deverias esforçar-te por ser feliz no fim.


No beijo de ontem, deste-me meio mundo,
guardaste o restante, só tu sabes porquê.
È bom de ver que vives num tormento profundo,
só não o sente, quem não te conhece e a ti não te lê.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

FAÇA A SUA VIDA VALER A PENA

Enviaram-me este vídeo por e-mail e achei por bem publicá-lo.
Não tive qualquer interveniência neste trabalho sensacional a não ser publicá-lo para Vos dar a conhecer. Espero que gostem.

E já agora...

Façam a Vossa Vida Valer a Pena


domingo, 11 de outubro de 2009

Seis anos...

Seis anos...

Pela memória parece que foi ontem

que te abracei pela última vez.

Pela Saudade... Dói demais a tua ausência.

A verdade... É que sinto tanta falta tua...

Hoje parece que nem as rimas se conjugam,

tal é a tristeza que sinto.

As lágrimas... essas escorrem pela minha cara,

enquanto te escrevo. São apenas a saudade...

Sabes, nada dói mais que a tua ausência.

Desde que partiste nessa viagem infinita,

a minha vida deu mil voltas.

Perdi e deitei fora tanto de mim...

Se cá estivesses talvez me soubesses,

como ninguém, mostrar-me o caminho...

Talvez tivesse, naquele abraço que sempre tive,

um conforto na falta que o horizonte nos faz.

Mas já cá não estás, e desde que foste...

O meu mundo desabou...

Sinto tanto a tua falta... Só tu sabes quem tem,

um menino lindo...

Deves saber quantas vezes já pedi que me levasses contigo...

Também saberás que eu não sou capaz de ir...

Eu sei que deves pensar que aqui estou melhor,

pelo facto de não me quereres aí contigo...

Mas sabes Avô... Eu quero estar contigo...

Aqui já não há muito mais... E quem resta...

Ficará feliz se me vir em paz...

Avô... AMO-TE e sinto muito a tua falta em tudo.



Desculpem... mas precisei de desabafar.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Um agradecimento especial - Alma de Verdade na Rádio

Desta vez não vos escrevo em "texto enfeitado", se bem que o acontecido assim o merecia.


A Nayantara, locutora de rádio, na passada segunda-feira dia 5 de Outubro, declamou o texto "Minha eterna doença" no seu Programa de Rádio, "Boa Tarde Alentejo com Cristina Chalaça".


O meu enorme agradecimento.


Gostava que comentasses como aconteceu, como foi, o porquê do texto escolhido e já agora que deixasses uma forma de te ouvirmos na rádio.


Beijinho muiiiito grande amiga

O Meu mundo...

Já te deitaste na relva verda e húmida,
a ouvir suavemente o cheiro da flores
e a sentir o perfume do canto das cigarras?


Ou mesmo repousar o teu corpo no frio,
da areia numa praia quente de verão
e tocar o molhado que te deixam as estrelas?


É tão complexo o doce, amargo da utopia,
a leveza do insuportável peso que a alma carrega
quando do silêncio fazes o teu grito.


É tudo tão breve que dura uma eternidade,
tudo tão calmo nesta inquietude irrequieta
que no fundo é a humanidade.


É tão bom e especial ser apenas eu...
É tão verdade, o meu mundo, para mim...
É tão puro e transparente este céu...
É tudo tão único que nunca terá fim...

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Eterna Doença

Poder-te ia ter dado, do sol um raio de luz,
embrulhado numa gota de chuva ao luar.
Pensava ter tudo o que é verdade e seduz,
julgava que só assim se deveria amar.


Poder-te-ia ter dado mais um pouco de sorriso,
e choro porque não me ajudaste a conseguir.
Pensava que palavra era tudo o que era preciso,
e que, o que dizias, farias como eu a sorrir...


Podes até pensar que não te amo, ou amei...
Confesso-me confuso, magoado e esquecido.
E hoje ouvindo sons que um dia esquecerei,
sinto saudades de todo um sentimento perdido.


Podes até pensar que não mereço uma palavra tua,
ou dar-te apenas um abraço e um sorriso de amigo,
mas trago no peito, bem lá dentro está verdade nua,
de um dia poder ser feliz, olhando o silêncio contigo.


Porque a noite trás a calma inquieta da solidão,
por baixo dessa tua máscara de fuga e felicidade.
Eu sei que choras á noite perdida nessa emoção,
de ter ficado algures, só, perdida nesta cidade.


Talvez eu não te tenha sabido amar, como tu querias,
mas também não me soubeste fazer feliz como sonhava.
Podem passar mil anos que nã esqueço quando sorrias,
nem a lágrima que chorámos quando tudo acabava.


Dói demais... essa é a verdade.
Dói tanto essa tua indiferença.
Dói e não passará com a idade,
será a minha eterna doença.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Margarida... Muito mais que uma flor...

Não sei, se será desse teu nome de flor,
do perfume que emana em tua doce alma,
ou mesmo do teu sorriso ser sincero amor,
amizade, cumplicidade estranha que dá calma.

Não sei, se será dessa tua rebeldia natural,
que sai em marés vivas de bravura obstinada,
ou mesmo desse teu olhar maroto sem mal,
que faz sorrir e torna tudo num pequeno nada.

Não sei, se será deste estranho querer-te bem,
que trago no peito desde o dia em que te conheci,
ou mesmo deste sentimento bom de ser alguém,
para todos os que te amam e sobretudo para ti.

Mas sei, que és Tu, Única e Sensacional, sem explicação
que trazes no teu Ventre, fruto teu e de quem amas,
que és como eu, verdade, sinceridade e pureza de coração,
que estarei sempre aqui, voando sempre que me chamas.

Para ti Maggie com um beijinho enorme, um abraço ao Bruno e um beijinho muito grande para a princesa Inês. Espero que gostes, apesar da falta de inspiração, escrevi o que sinto e que para mim é verdade.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Um Desejo...

Que este sol de Outono,
Ilumine a tua alma de verão,
Seque o inverno dos teus olhos,
E se faça em Primavera no teu coração.

domingo, 13 de setembro de 2009

Mulher de Verdade

Pois é sorriso doce, é triste mas este mundo
rouba-nos a alma, por sermos Sinceridade.
Uns ignoram e dormem num sono profundo,
tu acordaste e viste que existe uma verdade.


E do nada foste lutadora, uma heroína sem igual,
disseste basta, viraste uma curva no teu caminho.
Talvez exista quem não te entenda e até ache mal,
eu, estou contigo, sem verdade vale mais estar sozinho.


Viste os erros e todo o mal, soubeste-os distinguir,
ficaste muito mais adulta nesse dia, os meus parabéns.
Hoje, já mais calma voltaste a ler o testemunho a sorrir,
publicaste-o porque hoje, és mulher em cada sonho que tens.


Talvez por isso, sinta uma estranha cumplicidade contigo,
talvez por seres verdade como eu, e quereres ser feliz.
Hoje, como ontem, te digo que desejo muito ser teu amigo,
porque me dás felicidade de cada vez que sorris.


Dedicado a Joana Neves Gonçalves. Nunca deixes de ser como és e não mudes nunca porque melhor seria impossível. Beijinho, espero que gostes.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Judiaria...



Como pode alguém enganar-se
ao ponto de a si mesmo mentir,
ter saudade e não poder chorar-se,
e obedecer mentindo a sorrir.


Como pode alguém que não é cego,
destruir um sonho sem querer ver,
fazendo a vida como se fosse de lego,
construindo, impondo tudo a seu prazer.


E em silêncio sofre uma alma magoada,
de medo infernal de um monstro como diz,
E mente todos os dias e noites angustiada,
sofrendo e chorando os dias em que foi feliz.


Em palavras muitas vezes a silêncio ditas e juradas,
juramos que um dia existirá uma enorme felicidade.
Mas como podem estas maldades ser perdoadas,
quando se oprime alguém que ama em verdade.


Poderias crucificar esse sonho como forma de o prender,
ou até fazê-lo como pena do mal que fazes a uma flor,
Podes até matar e fazer calar mas nunca hás-de ter,
toda a verdade e a pureza de um sincero e puro amor.

Divindade só tua...

Tinha a esperança tatuada em mim,
libertando perfume em ondas de calor,
sentia que a luz que emanava enfim,
sentia que este sorriso nunca traria dor.


Trazia nas mãos, o chão da luta da demora,
nos olhos um mar, doce e revolto em agonia.
Tremia do frio que o medo dá quando chora,
sentia aquela multidão que torna a noite vazia.


Pensei ser o fim, o real abismo sem fundo,
um salto no escuro sem rede e de peito aberto,
ou um olhar fugaz de alguém perdido no mundo,
onde querer ser feliz pode ser tudo menos o certo.


Mas tu, minha angustiada eterna saudade,
deste-me, na doença, a luz e a verdade,
deste a ver que partir jamais será felicidade,
tu só tu, único como sempre, na tua divindade.


E vi que dói, que talvez tenha sido errado,
vi que a obra nasce do sacrifício e do suor,
que não quero ir mesmo estando abandonado,
vi que em mim existe muito e puro amor.


E ainda que a dor exista e seja real como não imginam,
fizeste-me ver o que sinto agora que para mim sorris.
Que não quero que o coração me pare e os sonhos partam.
E tu se encontrares alguém melhor que eu... então sê feliz!

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Delicadamente

Delicadamente penso em ti,
como se fosses frágil e singela,
como água cristalina e transparente.
Uma flor perfumada a doce e olhar,
algo tão puro e sincero tão somente,
um ser único capaz de olhos inundar.


Delicadamente lembro como és,
como queres mostrar que não és,
lembro o teu sorriso e o teu olhar,
o toque da tua pele e o teu perfume ,
o dormir seguro no nosso amar,
o fogo quente que tinha o nosso lume.


Delicadamente, como esta lágrima,
que escorre sem destino... a minha vida.
Penso como será o teu amanhecer,
o teu dia e a tua noite... e choro.
Penso se como a mim te estará a doer,
lembro-te a ir como que a dizer... Não demoro.


Delicadamente, queria ver-te uma última vez,
é o meu último pedido estou a partir...sabias.
Talvez nunca te possa dizer tudo o que sei,
ou mesmo fazer sentir o que imaginas que sinto.
Queria dar-te o que pensava dar-te e nunca dei,
queria abraçar-te, é a verdade, eu não minto.


Delicadamente eu, tudo daria, é o meu último pedido,
antes de o meu coração, sucumbir e parar de novo.
Um abraço, um olhar... em verdade e pureza.
Um saber perdoar antes de eu, por fim, partir.
Porque é essa a nossa eterna e maior nobreza,
ver que os que partem, o fazem sempre a sorrir.


Delicadamente prometo por tudo o que quiseres,
que lá, onde esteja, te vou proteger e de ti cuidar.
Mesmo que não o sintas nem agradeças com gestos,
porque palavras não mais irás ouvir de mim.
E os sonhos e vontades que deixo aqui expressos,
são a expressão que a minha vida está a chegar ao fim.

Um gesto, um abraço, um carinho.
Porque tu és verdade em mim.
Um conforto para eu levar no caminho,
que vou ter agora que está a chegar o fim.

Prolapso


Um dia vou adormecer e não acordar mais,
talvez então seja feliz e descanse em paz.
Quem sabe as inquietações dos meus pais,
de as ouvir, felizmente, eu já não seja capaz.


Um dia vou sorrir, lá bem alto.
Porque tive o meu momento,
e por querer ser feliz dei o salto
que hoje já nem sei se lamento.


Por amigos lutei e fiz-me lutador,
por uma companhia doce sonhei
fui amigo, amante, um amor,
mas foi assim que acabei.


Quem dizia ter medo de me perder,
hoje, pode até parar o meu coração,
que não é problema, nem quererá saber.
Morreu toda aquela emoção.


Há quem escreva, fale e proteste,
mas não tem coragem de ser verdade,
não me sabe dar um sorriso daqueles,
que faz chorar pela cumplicidade.


Há até quem me ame e diga que não,
sofra por vontade e medo, falta de coragem.
Como será infeliz sem o meu pobre coração,
quando eu embarcar nesta última viagem.


Pois é, o coração está fraco.
De lutas e guerras que doiem,
a alma de verdade está um caco,
de tantos sofrimentos que moiem.


Talvez um dia te lembres de mim,
com o sorriso que todos gostavam.
Talvez um dia saibas chorar assim,
tu e todos os que me amavam.

domingo, 16 de agosto de 2009

Hoje

Ingénuo e inocente,
crente em tudo, todos
e na esperança de ser feliz.
Uma velha criança em dúvida,
cansada de luta e guerra,
incerteza e mentira sofrida.


Hoje, com medo da verdade,
abomina a mentira e nela
foi ensinado a viver.
Tem medo da solidão e da multidão
morre de susto da calridade da luz
e passa noites com medo da escuridão.


O perfume da verdade que nunca conheceu,
deambula moribundo á procura de um sorriso.
As palavras ditas, ao vento, fazem-no chorar.
Os sonhos insípidos que antes a doce sabiam,
esvoaçam na memória de quem so quer ser feliz,
e a dor veste traços facias, dos sorriso que mentiam.


Assim, cumpro a pena de querer ser feliz,
de acreditar que a verdade é sincera e pura,
que uma palavra é dita com honra e significado,
que um sentimento forte é algo sem cura.
E por mais que queiras pintar felciidade na tua vida,
a solidão será eternamente a tua companhia futura.

sábado, 8 de agosto de 2009

Eu não sei viver neste mundo...

Eu não sei viver neste mundo...
Ou então sou eu que ando errado.
O que é bom e verdade é tão profundo,
que parece jamais ser alcançado.


Oh Deus... Como podem existir seres assim.
Sim, imploro uma resposta, que me traga a luz,
Porque até posso nunca ter visto o erro em mim,
ou que a imposição e mentira é algo de bom que se produz.


Como pode um ser ser cobarde de aceitar,
que o sol se ponha todos os dias no mesmo local,
e esperá-lo de olhos inundados de um chorar,
por imposição de um execrável ser imoral.


Como pode ser chamado de homem um ser,
que prende a vida a quem quer ser feliz e amar,
apenas porque não sabe que é o erro, nem sabe perder,
e por isso prefere prender a deixar um tesouro voar.


Como pode alguém impor a sua vontade,
contra a debilidade de uma doce mulher,
sabendo que nunca lhe terá a verdade,
porque o amor não cresce quando alguém quiser.


Porque escrevem algumas pessoas,
palavras que sabem nunca farão.
Não percebem que as coisas boas,
não saiem dos dedos, saiem do coração?


E os desleais seres que se imaginam reis,
que fazem do mexerico a sua vida real.
Pensam que impõem normas e leis,
e que nunca erram ou fazem mal.


Oh Deus... Ouve a minha prece.
Eu não sei viver neste mundo...
Vê como o meu coração adoece,
e leva-me já ter contigo neste segundo.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

A melhor tarde

Um dia, todas as tardes serão assim,
amor e muito amor que partilhamos,
num tudo nada, num simples sim,
fazemos o sonho que hoje agarramos.


A entrega total sem porquê ou porque não?
Palavras ditas num momento que é loucura,
verdades só nossas, estendidas na nossa mão
e sentimento que prometemos ser a nossa cura.


Repartiste o sol que te trás linda e dourada,
Dei-te parte da minha areia para te deitar,
O teu olhar pára o meu mundo num quase nada,
fechas os olhos como se estivesses asonhar.


Como se nada mais existisse repartimos a refeição,
num momento só nosso sempre presente em nós.
Já na partida, de olhos nos olhos e mão na mão,
disseste que a tua vontade hoje tinha enorme voz.


E foste, feliz, como feliz fiquei na melhor tarde,
confiante e com vontade de sorrir sempre assim.
Porque o amor é chama enorme que me nós arde,
é algo que nunca imaginei que pudesse arder em mim.