Quem me dera que estivesses aqui bem perto,
nesta árida planicie onde o vento sopra incerto,
para acalmares a alma que segue só pelo deserto,
porque só contigo dos meus fantasmas me liberto.
Quem me dera, viesses regar de novo o meu jardim,
com carinho e doçura que só tu sabes pôr em mim,
dar-me o sorriso lindo que tens na alma de querubim,
apaziguar o fogo incauto que tantas vezes me leva ao fim.
Oh divino céu, quem me dera
que tu não fosses uma quimera,
uma fantasia que esta alma gera,
um anseio que de mim se apodera.
Quem me dera, que da minha felicidade fizesses obra-prima,
me obrigasses a ser feliz com o teu gesto singelo de menina,
que o teu olhar, doce, a cada segundo me passasse por cima,
que me levasses no teu sorriso ao paraíso que o teu ser ensina.
Quem me dera que esta alvorada não passasse de um sonho real,
que a tua voz me abraçasses os ouvidos calando tudo o que é mal,
me trouxesse de novo o tanto, tão pouco, que para nós era normal,
e explodisse em mim, de novo, aquele doce fogo louco fenomenal.















