sábado, 22 de setembro de 2012

Alucinação ou realidade

 
 
O corpo dormente de tantas batalhas fustigado,
alimenta, a custo, a alma que atravessa o deserto.
Injustiça imensa, que se torna colossal pecado,
que se mostra longe quando deseja estar tão perto.
 
A cama, essa pobre abandonada, chora solitária,
por tantas noite de desprezo que o corpo tem dado.
A vida, objecto estranho de tez frágil e precária,
lamenta o pensamento vazio e o olhar naufragado.
 
Poderá ser finalmente um prenúncio de morte,
o caminho árduo e sinuoso para a eternidade?
Ou será só mais um capítulo da infeliz sorte,
uma malvadez dos Deuses em cumplicidade?
 
Na penumbra, surge um anjo qual miragem,
uma ténue silhueta, real mas pela vista turvada.
Num momento cai a máscara e a camuflagem,
num abraço, a dor fica apenas um pequeno nada.
 
Junta os pedaços espalhados pelo chão, salvando,
a separação definitiva de matéria e abstracto.
Deixa os lábios, olhos, voz e pensar fermentando,
porque como ser divino pretende mais um acto.


Tu não gostas que te identifique, mas obrigado por seres a pessoa mais maravilhosa que o universo alguma vez pôde criar. Obrigado por esxistires e apenas com uma palavra conseguires o que tantos se esforçam sem sucesso por fazer. Obrigado porque és uma amiga de verdade. Obrigado, é tão pouco para te oferecer mas é tudo o que tenho.





sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Está escrito nas estrelas

Enchemos o peito de ar, sentimos a vida em nós
percorremos todo um mundo num simples segundo,
um olhar brilhante ilumina-nos e faz-nos vibrar a voz,
e sonhamos acordados em até em sonos profundos.
 
Pudesse eu guardar isto que chamam de felicidade,
pudesse fechá-la eu, a sete chaves no meu coração ,
só para que deixasse de ser tão efémera em mim,
só para não sofrer dolorosamente pela sua privação.
 
Há quem veja entrar em mim tal sentimento,
acompanhado de um sorriso sempre oferecido,
mas invariávelmente chega aquele momento,
que me leva ao chão e me me deixa deprimido.
 
E todas as vezes levam de mim um pedaço de vida,
mais um pouco do que sonhei, dei, senti  e sorri.
E por menor que seja a dor deixa sermpre a ferida,
a mágoa e a saudade de uma ausência nunca querida.
 
Está escrito nas estrelas e apagá-lo é uma utopia,
e digo isto de olhos molhados prostados no chão,
há imenso tempo que a lei somente m dizia,
"Há quem nasça para ser feliz, mas tu não".
 
Obrigado Sonia pela inspiração e por toda a ajuda que tens dado.


quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Dava a vida por um segundo



Injustiça, essa palavra que agora me fere e mata,
aliada a uma extrema incompreensão para comigo,
um nó tão apertado na garganta que não se desata,
uma dor impossível de passar com qualquer amigo.
 
As lágrimas incessantemente, afogam-me a alma,
o pensamento não foge, arde, arranha e arrepia,
o silêncio já não me dá o sorriso e a minha calma,
vejo felicidade doce quando ela simplesmente sorria.
 
Um dia morri, por dois segundos e tornei-me ansioso,
porque agora estamos vivos e agora já podemos não estar,
também por isso neste momento sofro calado e choroso,
e cresce a dor porque não soube o meu sentimento mostrar.
 
Dava o meu olhar por uma conversa calma, adulta e civilizada,
dava as minhas pernas para que me ouvisse e falasse por fim,
dava o meu coração para que se soubesse colossalmente amada,
Dava a minha vida para que, por um segundo, se abraçasse a mim.

sábado, 25 de agosto de 2012

Muda tudo num segundo...

Brisa leve, forte tempestade, muda tudo num segundo,
como se naquele preciso momento tudo se conjugasse,
num alinhamento milimétricamente preciso e profundo,
os mais enormes desejos, sonhos e vontades afogasse.
 
Montanha Russa, turbilhão imparável na vida inquieta,
ora devagar em esforço, ou em plano calmo e agravável,
de repente desce numa velocidade furiosa até à meta,
onde não sabemos se teremos, ou não, um sorriso afável.
 
Roleta Russa, em que nem sabemos quantos balas jogam,
em que o simples tilintar de cada linguete nos amedronta,
e quando premir, assustado, o gatilho à  sorte se lançam,
a vida e o medo sem saber se vence quem se confronta.
 
Será pedir muito apenas um segundo de paz e calma,
Uma mão de anjo que limpe estas lágrimas em mim,
Um segundo de relaxamento e paragem na minha alma,
Um qualquer segundo que me trago por favor o Fim?

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Para ti...





Anda comigo, vamos ser felizes. Imploro aos Deuses a sonhar contigo.
Nada como tu me faz sorrir, ser feliz, nem mesmo qualquer um amigo.
Ama-me como só tu sabes, meu sonho, minha vida meu único abrigo.

Cresce em mim uma vontade de ser feliz, fazendo-te feliz.
Urge a hora de podermos ser um e sorrir toda a nossa vida em comum.
Rasgar passados, planear futuros felizes a dois, como sempre quis.
Tornar a viver o que um dia sentimos quando queríamos ser apenas um.
Onda de amor que invadiste a minha vida e que jamais quero largar.


Para ti.

Máscara



É chegada a hora de levantar a máscara, sorridente,
a porta fecha-se atrás de ti, aqui já ninguém te vê...
Podes agora explodir e deixar-te cair lentamente,
Calma que aqui neste canto ninguém sequer te lê.

Em cada lágrima que deixas fluir do teu incrédulo olhar,
vejo um mar de mágoas a rebentar no areal da tua alma.
E tarda que venha a ti a baixa-mar num ansiado abraçar,
que reponha o teu mundo, o teu sorriso e a tua calma.

Desabafas comigo, em gritos mudos reclamas o que dói,
deixas-me a pensar quanto tempo e mágoas aguentas mais,
insistes em deixar-te em ti tudo quanto dilacera e mói,
e assumes tudo como dores e fases passageiras e normais.

Chega de dor, chega de quereres o pior para ti... Grita.
Rebenta a corrente que em ti te oprime, sufoca e limita,
Erras muito mas não mereces tanta rejeição e mentira,
Sê feliz ainda que tudo comece por um sentimento de ira.

Tu sabes o quanto és e o que vales, só tu podes acreditar.
Só tu tens direito de te magoar não permitas que o façam.
Relaxa agora que tiraste a máscara, e podes enfim chorar,
Deixa que venham os anjos e sonhos que felizes te abraçam.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Uma noite...


E a noite,s erena e  dolorosa vai chegando,
enquanto a tarde sem pressa vai caindo,
arrefece lentamente matéria desmaiando,
enquanto o sufoco vai aos poucos emergindo. 

Entre quatro paredes, e umas poucas portas,
por entre sonhos solúveis e lágrimas de dor,
resta a alma perdida, resto de matéria morta,
cansada de sentir, triste e descrente no amor.

As horas voam alto para quem quer ser feliz,
e demoram muito a passar para quem espera.
Estranho esta forma como o tempo se rediz,
oculto em mim fechada mais uma quimera.

E a noite avança, com a sua foice dilacerante,
com o seu silêncio solitário, amargo e frio,
com emoção tristemente molhada e galopante,
transformando o olhar num largo e imenso rio.

Por fim, tudo termina, longe do dia começar.
O corpo desiste mas a alma acaba por renegar,
em separação absoluta o corpo há-de acordar,
mas a alma, essa chora dia e noite, por querer sonhar.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Ès a matéria de que são feitos os sonhos




É quente e açucarada a brisa que sai dos teus lábios
quando em sussurros dizes em palavras este amor.
Fazes magias sem saber com gestos suaves e sábios,
trazes de voltar um sorrir enorme e sonhador.

Quando os olhos precisam de ver a tua presença,
quando a mão anseia tocar a tua pele de veludo,
tu sabes como guiar a minha alma, dando licença
aos meus pés que voem neste mundo sobre tudo.

O tua alma é muito mais que um tesouro precioso.
Um sorriso teu faz parar todos os males enfadonhos.
O teu olhar é estrela, doce de um ser maravilhoso.
Porque tu és a matéria mais nobre de que são feitos os sonhos.

Para ti Ana...  

Tanto, muito, tão pouco e imenso que é só amor



Esta falta imensa que me leva a escrever,
forma de gritar calado o nó que me sufoca.
Sentimento imenso e único este querer,
que com lágrimas de dor a visão me desfoca.

É saudade, é mágoa de querer muito e não ter,
é turbilhao de emoções que se exprimem em dor.
Se por um segundo o mundo parasse para poder ver,
o tanto, muito, tão pouco e imenso que é tao só amor.

Queria a lâmpada de Aladino e chamar a mim o génio,
ter para te oferecer dois dos três desejos concedidos.
Que fosses a mulher mais feliz no próximo milénio,
que todas as tuas dores e pesadelos ficassem esquecidos.

Para mim, guardava um desejo. Um apenas me chega,
Queria ser e fazer-te feliz. Esse sorisso faz-me sonhar.
Sim é contigo que quero ter o sonho que me aconchega,
é contigo que quero ter futuro e aprender a voar...

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

O meu próprio chão



Uma e outra vez, e ainda outra vez mais,
só o silêncio se conserva neste deserto,
nunca há maré que me leve deste cais,
nunca para mim o longe se torna perto.

É neste chão que foge permanentemente,
que me sento, sinto e refugio da solidão
de olhos fechados, inundados, descrente,
a ouvir o tumultuoso bater do coração.

Dizem que a vida é dura para quem é mole,
mas sou a confirmação da lei contrariando-a,
quando vôo as minhas asas agitam o fole,
que consome a minha felicidade matando-a.

E assim sigo, o longo caminho que a vida é,
sorrindo, ou aceitando o meu choro perdido,
uma vez ao cólo outras pelo meu próprio pé,
mas consciente que nada  mais faz sentido.

Quanto mais te procuro mais me perco em mim,
quero te agarrar mas largas-me sempre a mão,
tantas vezes que te peço mas parece não haver fim,
e eu que queria apenas ter o meu próprio chão...

terça-feira, 3 de julho de 2012

Malmequer



Frágeis pétalas amarelas, pelo sol doiradas,
finos pedaços de vida quase que inertes,
pequenos colossos que são quase nadas,
sonhos meus imortais por mais que apertes.

A cada pétala que retiro numa crescente emoção,
vou simulando sorrisos e lágrimas esperando o fim,
umas vezes sim, outras tantas vezes apenas não,
uma alma que espera e desespera alojada em mim.

As frágeis pétalas, que o vento primaveril sacode,
esvoaçam dos meus dedos como penas no ar,
e num grito silencioso aguardo a alma que me acode,
quando o chão me foge e, sem asas, não sei voar.

Em palco antes do pano cair e se fechar,
dizem os livros, devemos dar a moral,
E se podemos aprender até mesmo a voar,
nunca saberemos suportar a dor do mal.

Mas desta vez, talvez apenas desta vez,
ao se nome a última pétala contrariou,
e entreguei-me sem dúvidas e porquês,
um dia o homem tem de ser o que sonhou.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

My Latin Soul: verbo...ser

My Latin Soul: verbo...ser: Exige! Pergunta! Reclama! Fala! Provoca! Mexe! Vai! Sente Voa! Procura! Ama! Desesperadamente... * Só assim sei ser

Simples, Conciso e Concreto :) Adorei

My Latin Soul: verbo...ser

Simplesmente único... Simples, conciso e concreto :) Adorei.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

A vida é um lugar estranho



Existe uma nuvem onde fizeste a tua casa,
onde o sol chega, mas gelado como brasa,
deserto de alma sem ter qualquer cor nos sonhos,
e onde os pensamentos são fugazes sons medonhos,
o silêncio grita mudo em ti, o mundo, ensurdece,
por uma inqualificável razão que teus lábios emudece.
Nuvem negra que se aclara onde teus passos tocam,
anjo sem asas no paraíso onde os deuses te invocam,
dorme em paz o sonho que trazes só em ti plantado,
jaz-me no peito o desejo que impões mantenha calado.
Um dia vou ter asas de papel e voarei até esse castelo,
e se me beijares, prometo, não hverá dia mais belo.
Até lá... Solitáriamente...Recolho-me no meu canto taciturno,
pensando na, em ti... vida... e nas horas em que não durmo.
Procuro respostas para as mais elementares questões existentes,
sem sucesso, de forma contínua até ficar com ideias dormentes.
A que sabe um teu sorriso?
De que cor é uma tua Lágrima?
A que sabe esse teu doce perfume?
Qual a força de um beijo teu?
Quantos anos dá um abraço teu?
A vida... É um lugar estranho.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Confusão do amanhecer


Jaz a noite serenamente no acordar da madrugada,
os naufragos da solidão que sobreviveram impunes
e confusos a mais uma dolorosa e violenta caminhada,
sorrirem e choram juntando as imagens que desunes.

Pobres olhos que miram o vazio amendrontados,
Indecisos em sorrir por mais um dia a levantar,
ou chorar por todos os sonhos efémeros derrotados,
numa luta sem quaisquer vitórias para vanglorizar.

Na alma, uma prece aparece renovada insistentemente,
um querer tão forte quanto a fragilidade de um sonho,
uma verdade que se anseia ser traduzida a toda a gente,
uma imagem transformada em pesadelo medonho.

No corpo inerte corre o sangue que teima em não parar,
bombeado por ti que és culpado desta existência infeliz.
A alma insana com desejo de sentir o que se sente ao amar,
grita silenciosamente palavras deliceradoras que nunca diz.

É imensa, avassaladora, crónica, eterna e mortal,
a mágoa que sufoca sob esta máscara que sorri,
se o fumo dos tempos não dissolve a imagem fatal,
nunca conseguirei deixar de sofrer por tudo o que sofri.

E a noite... Jaz... Serena... Sorrindo...
Foi um dia que acabou... É um dia a começar...
E o passado que não me deixou diz mentindo,
Está na hora de viver... Começa por te levantar.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Se te perco, nunca me encontro


Eu queria que hoje pudesse ser dia
de sorrir ou nem que fosse só sentir.
Mudar as luzes com que tu seduzes
e esse perfume que me leva ao ciúme.
Eu gostava do sorriso que me levava
ao céu quando te tirava esse suave véu,
quando a manhã era vista do teu divã,
e o mundo tinha um sentido profundo.
Estou a sonhar que um dia me vais amar,
e faço deste sorriso tudo o que preciso
para viver, sózinho, sem lutar, sem sofrer,
até o sol raiar e aos teus olhos eu me entregar.

Porque se te perco eu nunca me encontro...




domingo, 26 de fevereiro de 2012

Sabias...


Sabias...
Pode haver mais sede que no deserto,
mais solidão do que na lua,
mas espaço do que esta rua,
mais calor quando estás por perto.
Pode haver mais kilómetros que esta estrada,
mais frio que na serrada mais fria,
um novo fechar quando se abria,
um tudo que é um quase nada.
Sabias...
Pode haver uma escrita de luz,
um simples desejo em um gesto,
uma vontade em cada manifesto,
um perfume doce que te seduz.
Pode haver um soneto feito em prosa,
uma cor que te deixe mudo,
um quase nada que é mais que tudo,
um novo nome para esta rosa.
Sabias..
Se me fizesses viver, também poderias viver,
Se me fizesses sorrir, por certo sorririas também,
Se me fizesses ser pai, tu serias a melhor mãe,
Se me fizesses feliz, bastava-te um só querer.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Desabafo solitário


Quando o nó aperta e os olhos se inundam,
cai-se por terra enfim cansado, de desalento.
Os olhos sufocados de dores que não acabam,
anseia-se que venha a luz que se faça momento.
E se são essas feridas que te ferem e te matam,
fecha os olhos e muda para preto deixa o cinzento.

Se o sono acalma a mágoa, porque não dormes?
Se a música anima, porque não danças?
Se o sorriso ilumina o caminho, porque não corres?
Se a correr chegas mais depressa, porque te cansas?

É sina que se repete e sucedede incessantemente,
qual maré agitada que vai e volta sem mais parar.
Acordas e vestes a máscara, qual actor que mente,
impões o escudo qual gladiador ferido para lutar.
Sobra-te a alma fraca, ferida, cansada e dormente,
o coração que já não bate parou de cicratizar.

Se partir é solução, porque não vais mesmo agora?
Se no fim tudo recomeça, porque não termina neste segundo?
Se é na vida que te magoam, porque não tentas ir embora?
Se aqui não és feliz, porque não partes deste mundo?

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Insanamente


Chego a ouvir aqui no escuro os meus próprios pensamentos,
misturado com esse perfume que trago eternamente na alma,
gritos mudos sem cura mesmo com terapias e medicamentos,
perfume inexplicável que me dava tanta felicidade e calma.

Estupendo, dirias em castelhano, com o teu sotaque perfeito,
talvez me dissesses que apenas o escrevo, que é mentira,
ou apenas sorrises, envergonhada contra o meu peito,
mas tudo não passa de silêncio colossal que não expira.

Loucura, demência.. Talvez... Sinto-me incapaz de me encontrar,
percorro caminhos, invento alegrias, pinto felicidades imensas.
Sabes, chego mesmo a querer adormecer e não mais acordar,
escondo as dores, falando apenas das menores e menos intensas.

E quando durmo, sonho, nas poucas vezes que isso acontece,
lá tudo é pôr-do-sol e sorrisos, verão ou primavera florida...
Um abraço, sim o teu abraço, é o desejo em cada prece..
Um beijo, sim um beijo teu, é só tudo o que mais quero na vida.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Um homem só


Vejo sons em imagens que ouço enquanto choro,
arrumo a um quanto a máscara que me esconde,
deixo que a alma disfrute deste perfume inodoro,
atiro fora o sorriso que escondo sem saber onde.

Sento-me no sofá que tantas vezes serve de cama,
ligo a companhia da solidão mesmo que não a olhe,
fecho os olhos e sinto que longe o céu me chama,
sinto a alma escorrer sem saber se lá alguém me acolhe.

Perco-me nas horas olhando o vazio que há em mim,
adormeço já tarde, como se quisesse sentir mais o doer,
acordo e tudo é igual, dor e mais dor, há muito que é assim,
na minha alma é um frio inverno e nos olhos sempre a chover.

Dizem que um dia vou sorrir.
Dizem que estar assim mete dó.
Dizem que o sorriso há-de vir.
Dizem que sou um homem só.