É chegada a hora de levantar a máscara, sorridente,
a porta fecha-se atrás de ti, aqui já ninguém te vê...
Podes agora explodir e deixar-te cair lentamente,
Calma que aqui neste canto ninguém sequer te lê.
Em cada lágrima que deixas fluir do teu incrédulo olhar,
vejo um mar de mágoas a rebentar no areal da tua alma.
E tarda que venha a ti a baixa-mar num ansiado abraçar,
que reponha o teu mundo, o teu sorriso e a tua calma.
Desabafas comigo, em gritos mudos reclamas o que dói,
deixas-me a pensar quanto tempo e mágoas aguentas mais,
insistes em deixar-te em ti tudo quanto dilacera e mói,
e assumes tudo como dores e fases passageiras e normais.
Chega de dor, chega de quereres o pior para ti... Grita.
Rebenta a corrente que em ti te oprime, sufoca e limita,
Erras muito mas não mereces tanta rejeição e mentira,
Sê feliz ainda que tudo comece por um sentimento de ira.
Tu sabes o quanto és e o que vales, só tu podes acreditar.
Só tu tens direito de te magoar não permitas que o façam.
Relaxa agora que tiraste a máscara, e podes enfim chorar,
Deixa que venham os anjos e sonhos que felizes te abraçam.















