segunda-feira, 25 de julho de 2011

Se a vista se cansa a alma não é diferente,
no lado escuro vive a noite mais escura,
e se por mais que nesta luta se enfrente,
é sempre uma ferida maior e mais dura.
A cada gota que pela minha face escorre,
em cada aperto no coração que sinto,
uma parte de mim esvai-se e morre,
mas nunca ouvirão dizer que eu minto.
Podem dar-me a mais dura das torturas,
ate obrigar do mais azedo fel a beber,
acusar-me de todas as maiores loucuras
mas serei sempre eu, só, até morrer.
Posso ser de tudo e fazer tudo errado,
posso não ter nada e valer muit pouco,
Há quem minta dizendo ter-me amado,
mas nunca me acusem

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Uma Imensa Falta


Sim, sinto falta, uma falta imensa...
Perguntas-me de quem, de quê, porquê...
Eu respondo...
Depois de limpar as lágrimas do dia,

que é de mim que sinto falta,

do sorriso que me envelhecia,

porque era viver o que tive

e agora é ver como se sobrevive

dolorosamente ao dia-a-dia.

Voltas à carga, anjo sem sexo,

fazendo perguntas para mim sem nexo,

com a tua colossal preocupação,

e o teu imenso querer em ter-me de volta.

Se tens tudo para ser feliz,

quanta alma se irá dissolver pelos teus olhos?

Afirmo consciente da minha dúvida,

que não sei, e na verdade não o sei,

se for até ao fim que seja breve,

prefiro não mais um dia assim que mil anos desta forma...

Fica áspero o teu ar inquieto,

que não condeno porque me queres bem, sou teu neto,

mas é a verdade do que sinto no momento,

e toda a amargura que floresce em cada sentimento...

E tento, talvez sem sucesso,

mostrar tudo o que perdi enumerando,

cuidadosamente o cuidado que nem sempre foi expresso,

e tão dura que tem sido a estrada pela qual vou caminhando...

Tudo começa onde a vida termina, digo-te,

como se o fim de ti, de mim, se confundisse,

como se o mundo tivesse virado contra mim,

e tudo o que construí ruísse...

Quando apenas auguro ser feliz,

são lágrimas a refeição que me condiz.

Desde essa hora da tua partida,

desabou enfim para mim este mundo,

num abismo tão escuro e profundo,

que a queda parece não mais ter uma saída.

Temo não mais encontrar o caminho,

nem ter coragem de o fazer sozinho.

Tu foste... Eu fiquei...

Será que esta divisão será prémio porque algum dia errei?

As lágrimas que te dou,

são o muito amor que ficou por dar,

e se nunca este sentimento se esgotou,

acredita que não mais írá findar.

Depois vieram guerras e desilusões,

tristezas e frustrações,

lágrimas e agressões,

um viver tantas vezes sem sequer ter razões.

Foram discussões, separações,

afastamentos e divisões,

foram sonhos desfeitos e tantos gestos mal feitos,

foram dúvidas nunca tiradas

e viveres que agora valem enormes nadas.

Foram amizades destruídas,

relações nunca por nunca conseguidas,

foram anos de mentira e mágoa,

um amor que era ar... era água,

mas que nunca foi verdade,

e desapareceu na sombra de uma saudade.

Depois veio de novo a solidão,

os que partem e nunca mais voltam,

de novo um sozinho sentir,

um perder de novo o sorrir.

Sem razão nem explicação,

aconteceu... Voltei a sorrir...

Mas se há quem nasça para ser feliz...

Eu não... e Isso voltou-me a ferir.

Fui julgado por querer ser feliz,

fui afastado, empurrado...

Apenas porque sou velho, triste e divorciado.

E ainda que aguentasse todos os maus tratos,

pintaram-me de monstro e rasgaram-me os fatos.

E tudo volta ao príncipio nesta espiral

neste abismo amargurador e colossal,

que parece nunca ter fim,

onde o mundo se desprende de mim...

Sinto uma imensa falta...

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Uma Imensa Falta


Sim, sinto falta, uma falta imensa...
Perguntas-me de quem, de quê, porquê...
Eu respondo...
Depois de limpar as lágrimas do dia,
que é de mim que sinto falta,
do sorriso que me envelhecia,
porque era viver o que tive
e agora é ver como se sobrevive
dolorosamente ao dia-a-dia.
Voltas à carga, anjo sem sexo,
fazendo perguntas para mim sem nexo,
com a tua colossal preocupação,
e o teu imenso querer em ter-me de volta.
Se tens tudo para ser feliz,
quanta alma se irá dissolver pelos teus olhos?
Afirmo consciente da minha dúvida,
que não sei, e na verdade não o sei,
se for até ao fim que seja breve,
prefiro não mais um dia assim que mil anos desta forma...
Fica áspero o teu ar inquieto,
que não condeno porque me queres bem, sou teu neto,
mas é a verdade do que sinto no momento,
e toda a amargura que floresce em cada sentimento...
E tento, talvez sem sucesso,
mostrar tudo o que perdi enumerando,
cuidadosamente o cuidado que nem sempre foi expresso,
e tão dura que tem sido a estrada pela qual vou caminhando...
Tudo começa onde a vida termina, digo-te,
como se o fim de ti, de mim, se confundisse,
como se o mundo tivesse virado contra mim,
e tudo o que construí ruísse...
Quando apenas auguro ser feliz,
são lágrimas a refeição que me condiz.
Desde essa hora da tua partida,
desabou enfim para mim este mundo,
num abismo tão escuro e profundo,
que a queda parece não mais ter uma saída.
Temo não mais encontrar o caminho,
nem ter coragem de o fazer sozinho.
Tu foste... Eu fiquei...
Será que esta divisão será prémio porque algum dia errei?
As lágrimas que te dou,
são o muito amor que ficou por dar,
e se nunca este sentimento se esgotou,
acredita que não mais írá findar.
Depois vieram guerras e desilusões,
tristezas e frustrações,
lágrimas e agressões,
um viver tantas vezes sem sequer ter razões.
Foram discussões, separações,
afastamentos e divisões,
foram sonhos desfeitos e tantos gestos mal feitos,
foram dúvidas nunca tiradas
e viveres que agora valem enormes nadas.
Foram amizades destruídas,
relações nunca por nunca conseguidas,
foram anos de mentira e mágoa,
um amor que era ar... era água,
mas que nunca foi verdade,
e desapareceu na sombra de uma saudade.
Depois veio de novo a solidão,
os que partem e nunca mais voltam,
de novo um sozinho sentir,
um perder de novo o sorrir.
Sem razão nem explicação,
aconteceu... Voltei a sorrir...
Mas se há quem nasça para ser feliz...
Eu não... e Isso voltou-me a ferir.
Fui julgado por querer ser feliz,
fui afastado, empurrado...
Apenas porque sou velho, triste e divorciado.
E ainda que aguentasse todos os maus tratos,
pintaram-me de monstro e rasgaram-me os fatos.
E tudo volta ao príncipio nesta espiral
neste abismo amargurador e colossal,
que parece nunca ter fim,
onde o mundo se desprende de mim...
Sinto uma imensa falta...

sábado, 12 de março de 2011

Vou roubar um Raio de Sol

Vou roubar um raio de sol, neste entardecer,
vou embrulhá-lo em papel de noite e veludo,
coberto de estrelas e amor eterno a arder,
e com um laço que nos une e para mim é tudo.


Quero, perfumá-lo e dar-te de presente,
comemorar o sentir que me faz feliz,
e tudo o que o meu, teu, coração sente
cada vez que nesse doce olhar sorris.


Vou mandar, por telepatia, um sentimento
e um abraço daqueles que só nós sabemos.
Dizer, Amo-Te porque para mim é alimento,
para esta alma lutar contra o que sofremos.


Um dia o sol sorrirá só para nós, com tanto calor,
desde o seu nascer até no horizonte encontrar a lua,
desse dia em diante festejaremos o nosso puro amor,
e a razão desta verdade ser só minha e tua.


Para ti... Parabéns sonho :) Amo-te

domingo, 6 de março de 2011

Não quero ser mais que apenas teu

Parece irreal de tão doce, único e verdadeiro,
este simples doce sentimento colossal no seu ser,
e se o quero gritar bem alto ao mundo inteiro,
é só para não haver dúvidas que o quero viver.


Consigo sonhar acordado e os meus sonhos tocar,
perco sempre os sentidos ao sentir o teu querer,
e se isto não é simplesmente um doce amar,
se for for doença... É assim que quero morrer.


Baralhas-me os sentidos numa dança sem som,
sorris-me e eu vôo, olhas-me e eu derreto,
é incrível, e maravilhoso, esse teu poderoso dom,
que quero fazer-te feliz eternamente, prometo.


Em cada lágrima nossa existe vida, querer e amar,
em cada sorriso, um carinho, ternura e imenso calor,
existe um desejo enorme no nosso simples abraçar,
existe um futuro brilhante e lindo no nosso amor.


E quando der o último suspiro, quero-te ao meu lado,
para no último carinho, no último olhar te agradecer,
por ter sido o teu amor e me teres feito sentir amado,
por me teres ensinado a amar e a gostar de viver.


Hoje, não quero ser mais do que apenas teu,
é um sonho que queremos ambos alcançar.
Tu és fundamental, para mim és o céu,
para mim és tudo o que é o puro amar.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

De hoje até ao fim...

Contigo a meu lado é tudo tão iluminado,
como se o ar custasse menos a respirar,
como se de todos os males estivesse curado,
e a calma do sorriso fosse apenas um amar.


Porque demoraste tanto a chegar ao meu canto,
Andei pelo deserto da alma, procurando esconder,
até que, finalmente, me rendi ao teu tão doce encanto,
onde aprendi de novo a sorrir e a viver.


Limpaste o pó que tinha e ocultava as formas de vida,
fizeste sorrir os meus lábios que procuram os teus,
fizeste com que a felicidade fosse de novo querida,
e que os meus olhos, nos teus, tocassem os céus.


Quero sentir tudo isto até ao último segundo,
e deixar-te a sorrir no suspiro final sem dor,
e quando ficar no meu sono eterno e profundo,
quero que sintas que foste um verdadeiro amor.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Sorrir de Novo

No redondo desta vida quadrada,
em que tento fazer do escuro luz,
em que faço do quase tudo um nada,
apareces tu, um sonho que me seduz.


E se o silêncio dizia tanto, agora diz muito mais,
e quando falas de amor sinto arrepios na alma,
falas de sentimentos enormes quase irreais,
e transmites uma imensa e doce calma.


Serás eternamente responsável pelo que cativas,
por tudo o que crias, dizes e me fazes sentir.
Se em nós nascem sensações tão doces e emotivas,
é porque existes e me voltaste a fazer sorrir.


Se te amo, sim, mas é muitopouco para o que sinto.
Tu és feita da matéria de que os sonhos são feitos,
e por mais que o diga, faltam palavras, parece que minto,
porque amores assim são simplesmente perfeitos.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Tu... Não existes!



Os olhos encheram-se de abril
e puxaram o agosto nos lábios
mal olhei o teu saudoso perfil,
e senti os teus carinhos sábios.


Estas ruas nunca foram tão nossas,
até o Sol veio fazer-nos companhia,
sente como cheiram bem as rosas,
só porque me fizeste sorrir um dia.


Se um dia tiver de deixar o mundo
só imploro para que contigo seja ,
que nos embale num sono profundo,
e nos deixe sonhar sem que se veja.


Encontrei a paz e a calma nos teus braços,
o sorriso na felicidade das minhas lágrimas.
Um infância adulta e todos os seus embaraços,
que me dá prazer a escrever estas rimas.


Porque teremos de viver a vida ás prestações,
se iremos pagar a pronto quando chegar a hora?
Porque nos privamos de todas estas emoções,
e não vivemos a felicidade eterna do agora?

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Apaixonado por uma música...

Apaixonei-me por uma música... loucura dirão...
a mim parece-me tão bela que era capaz de a ouvir
vezes sem conta...
Eu ouço-a vezes sem conta... tenho medo que risque... ou me canse...
Mas jamais um anjo fará cansar quem o idolatra.
È um som doce, com acordes ternos, melodia suave e envolve-me
numa dança de alma que me confunde entre o real e a fantasia.
Fecho os olhos e embalo-me nos teus braços imaginários,
que me afagam o cabelo e acariciam a pele...
E a música essa embala-me para um beijo onde de olhos fechados,
fecho os olhos e os meus lábios tocam os teus...
Parece magia, eu sinto-te...aqui comigo... mas real só mesmo a música.
Eu estou apaixonado por esta música... "Eternamente te amo"...

Deixa ver o teu sorriso...

Se o meu sorriso sincero é tua felicidade,
não imaginas quanta saudade ele tem,
de sentir o vento quente nesta cidade,
de sentir o perfume da pele de um alguém.


Pode até ser infantilidade, estupidez, não quero saber,
mas na verdade passo os meus silêncios a ouvir-te,
ecoam na minha cabeça momentos de um querer,
e sinto as tuas palavras como se estivesse a ver-te.


E assim a noite chega, para a mim tudo é igual.
O silêncio é o mesmo, a solidão faz companhia,
falo calado contigo, no silêncio do meu sonho real,
enquanto a noite finge que passa eu sorria.


Ao chegar a manhã repete-se do crepúsculo a saudade,
o lado frio da cama que nunca mudou dói por fim.
Um lágrima, talvez mais que uma, cai e dói de verdade,
ali, imóvel, incapaz de ser mundo, fico sozinho em mim.



E assim passam dias, semanas, meses, infinitos anos,
assim se vão lavando olhos que só querem sorrir,
perdidos em faltas de coragem e gestos profanos,
que rasgam o peito desde o dia em que te vi partir.


Serei, um dia, merecedor de ver o teu sorriso?
Nem que seja antes do antes do meu suspiro final,
dá-me só um sorriso antes de ir, é tudo o que preciso,
e irei sorrindo porque te dei uma felicidade colossal.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

O menino que não realizava os seus sonhos

Ao querer substituir as dúvidas por afirmações,
deparou-se com uma sombra persistente e real.
Colossal como a fúria das dívinas maldições,
o seu destino deixava-o muito perto do mal.


Nunca realizar os seus sonhos, era seu destino.
Procurou a vida inteira como isso se mudava.
Lutava de dia, chorava de dia este menino,
Sem nunca conseguir mudar o que o magoava.


De feitiços, a vontades, de hipnoses a ilusões,
mudar o que lhe dava mágoa, fez sua missão,
experimentou tudo e todas as invenções,
mas nunca aguentou um sorriso no coração.


Já cansado, sentou-se a beira do abismo,
procurando um fundo que não existe,
chorou aflito um louco grito de nervosismo,
e aceitou que se não dá, nunca se insiste.


E foi assim, que finalmente, ele se resignou.
O menino que nunca um seu sonho tornou real
um dia adormeceu e então o seu sonho começou,
descansou eternamente numa paz infinita sem igual.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Sem Fim

A luz já foi, um rasgo de céu,
enquanto esticaste a tua mão,
para levantar esse leve véu,
que nos fez deixar o chão.


A música surda, em silêncio canta
prosa simples em forma de rima.
E o desejo doce que se agiganta
leva-me sempre mais para cima.


O tecto do mundo é sempre tão alto,
e a vida tão dura, árdua, curta e singela,
um sorriso é só o princípio do salto,
que te faz parecer tão doce e bela.


Leva-me contigo, em sonho voar baixinho,
razando as ondas do mar, sentir o teu sal,
deixa que do teu sonho eu seja vizinho,
vamos ser de todos um ser desigual.


Vamos revelar todos os segredos,
extinguir todos os nossos medos,
Usa a força que fazes nascer em mim,
para podermos sorrir no fim.


Anda comigo, fazer parar o mundo,
desenhar no chão o sonho encantado,
fecha os olhos e vê por um segundo,
como fala tanto este sentimento calado.


Só um minuto que é uma eternidade feliz,
um doce incomparável e sem semelhança,
um brilho tão forte e suave quando sorris,
uma balada inventada na tua alma de criança.


Essa lágrima de felicidade
é fruto do sentimento de cumplicidade.
Dá-me a mão e sente,
que a alma de verdade nunca mente.
Abre os olhos e vê a verdade,
abraça-me e mata esta saudade.
Beija-me num segundo assim,
e sabes que nunca chegará o Fim.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

10 minutos de escuridão



E acordas...

Para trás ficava um tempo
perdido na tua memória,
o rumo da vida que queres
ver no fumo eterno da tua glória
onde o nada existe mas
o tudo se torna tão mais intenso real,
onde na verdade somos julgados
por todo bem e todo o mal.


Tudo tão longe e tão perto,
como se o fino fio que nos segura,
fosse julgado por quem o teceu,
se mão correcta ou incerta por ventura,
julgam o que somos, sentimos e vivemos,
indiferentes ao qualquer sofrimento
como se apenas as imagens fossem verdade,
e não houvesse direito a argumento.


Enquanto flutuas no nada que és
á tua volta labora um corropio de gente,
tudo para que rasgues com querer a escuridão
e na tua pela seja verdade tudo o que se sente.
Mas lá dentro, o julgamento prossegue mostrando
que és muito mais que um simples mortal
que tens valores, verdades e honras,
que tens missão, coragem e uma enorme moral.


Então, termina o julgamento.
Agora é contigo, és livre de voltar,
nada pelo nada que é o espaço onde estás
e volta a sentir como é bom sentir o ar.
Abre os olhos, lentamente,
vais ver o mundo com outra cor,
vais sentir tudo tão bem, tão melhor,
terás outro sentido, finalmente saberás que és amor.


E acordas...

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

O que fazemos em vida ecoará na eternidade



No vôo desta noite fria, deixei-me levar,
embalado pela música das letras singelas.
Fingindo um crer eterno ao te ouvir falar,
flutuei em águas tão límpidas e belas.


Mas se tivesses atenção, ao meu olhar,
saberias que é dúvida o que sinto em mim,
podes complexamente até saber voar,
mas é impossível saberes sorrir no fim.


Porque o faço, não sei, sou guiado pela verdade,
Se é engano, podes até acreditar que seja,
Porque o sinto, talvez por uma cumplicidade,
Se é de noite então que o sentimento nos proteja.


Um dia verás, por entre a tua mágoa e desilusão,
que tudo o que fazes em vida ecoará na eternidade.
Talvez os céus carreguem o teu pobre coração,
e te deixem ser feliz onde jamais existe idade.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Os espinhos florescem

Mostraram-me uma doce flor,
disseram-me ser uma rosa,
eu vi o que vê um sonhador,
sonhei em verso, vivi em prosa.


Pintei sozinho nos meus sonhos a cores,
mundos imensos e sorrisos de felicidade.
Voei, sorri, senti e curei todas as dores,
com a sua beleza e a nossa cumplicidade.


Olhei tantas vezes ao pôr-do-sol quente,
a delicada e doce beleza que tinha tão sua,
sorri com o carinho que o coração sente,
sentir parar o mundo singelo á luz da lua.


Piquei-me, feri-me, doeu vezes a fio,
não vi que tinha espinhos, a doce flor,
vi-a espinhos a florescer a beira rio,
vi que a dor é curável com o seu amor.


O frio do inverno, seca a doçura do amor,
então guardei-a onde se guarda um tesouro,
no coração dorme aquela divina e bela flor,
é preciosa e vale muito mais que ouro.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Âncorado

Ao rasgar o presente sentes
que no fundo mentes,
que o passado se confunde com o futuro,
apesar de ser duro e imaturo,
sentes o frio do sol e do gelo o calor,
confundes a saudade com a dor,
imaginas que a vida é sonho
e que o sonho não é mais que uma ilusão.


E no fim...
no fim, a música continua igual,
sempre fútil e banal,
sempre os mesmos acordes,
com o mesmo ritmo descompassado,
talvez certamente errado,
em compassos silenciosos
que o mundo te dá
e por mais que corras,
te magoes ou morras,
nunca consegues sair do mesmo lugar...


Talvez um dia o mundo gire ao contrário
e a vontade te faça voar em todos os oceamos,
talvez navegues nos céus pintados a violeta
num final de tarde como nunca existiu.


E se quando esse dia chegar,
suspiras profundamente,
libertas a alma e a mente
de tudo o que a enferruja,
a mata e a torna suja,
e voltas a sorrir
no teu caminho de regresso a casa...


Um dia, rosa será apenas uma flor
laranja apenas uma fruta...
Um dia chegará ao fim a tua luta.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

A razão de te amar...

Percebes agora porque te amo?



Serias talvez a pessoa mais sensata
se deixasses morrer esta serenata,
esta música doce que por vezes dói,
esta saudade infinita que tanto mói.


Mas tu és sonho, és amor de verdade,
és um tesouro até em pura generosidade.
Perdoas o que é imperdoável sem razão,
em vez de afastares consegues dar a mão.


Sou o homem mais sortudo do universo,
por ter quem faz a minha vida um verso.
Nunca compensarei o sorriso que me deste,
é impossível ser como tu flor silvestre.


No amor que me deste, carnal e sentimental,
neaquela tarde tão marcante, foi tão doce e real.
Posso viver mil anos e outros mil por mim passarem,
que nunca existirá almas capazes de te igualarem.


Só tu sabes tanto de mim,
só tu sabes que não há fim,
Só tu sabes o mundo parar,
só tu me ensinas a amar.

A minha imperfeição...

Fui torto, infeliz e imperfeito,
fiz o impossível na loucura,
quero esquecer o que está feito,
quero esquecer aquela tortura.


Fui o pior de mim que conheço,
fui a vergonha que amargura,
sei que nem um olhar mereço,
já não sei se tenho qualquer cura.


Peguei os passados e dei-te a destruir,
a cada pedaço de felicidade que rasgavas
eu sentia uma dor imensa me consumir,
senti que te doia e ainda assim me matavas.


Sei que me perdoas, mas eu não o faço a mim,
sei que não o esqueces e eu como tu também não,
chorei com medo que fosse o princípio do fim,
chorei porque fui um monstro sem qualquer perdão.


Mas tu, única como tão bem o sabes ser,
perdoas a sorrir este meu louco desespero.
Vou lembrá-lo até ao dia em que morrer,
como a noite que nunca mais quero.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Caminho do coração...

Seguia o caminho longo de olhos feridos inundados,
solitário de alma e companhia, leva a sua alma
por entre curvas rectas que não levam a lado algum,
uns dias impaciente, alguns ansios e outos com calma.

Segue a sua viagem peregrina, ao calvário do seu destino,
na cabeça imagens do que fora a sua origem e criação,
na vontade apenas o querer imenso de voltar a ser menino,
na telefonia avariada ecoavam os gritos mudos do coração.

E segue, sem destino definido
com rumo ao tangível infinito,
sem medos ou receios,
sem curvas nem passeios,
porque viver é sempre sentir
e para amar tem de saber sorrir.

Procura na luz da noite, ofuscada pelo negro de alguns dias,
a vontade persistente do querer que se um dia se perdeu,
passa cortadas, caminhos, cruzamentos e iluminadas vias,
ninguém tem destino se não souber onde vai e o que é seu.

Nesta viagem vale tudo e não vai faltar combustível para mim,
a única regra, imposta pelo destino é nunca poder voltar atrás,
pode aceitar parar, prosseguir, virar e até determinar o fim,
mas para trás fica a utopia do que nunca foi, do que nunca se faz.

E segue, sem destino definido
com rumo ao tangível destino,
sem medos ou receios,
sem curvas nem passeios,
porque viver é sempre sentir,
e para amar tem de saber sorrir.

Apenas sabe respirar e isso serve-lhe como vida,
para si uma flor murcha é mais uma vida sofrida.
Faz do seu silêncio um monólogo do seu sofrimento,
imagina a audiência estarrecida no seu depoimento.

Mas acorda sozinho, no seu mundo sempre inquieto,
onde um abraço ou um sorriso são sinais de afecto.
E traça a sua vida ao sabor do seu caminho em solidão,
canta a sua música ritmada ao sabor apenas do coração.

Pode um dia ter um porto de abrigo,
um sorriso, um coração que toque consigo,
nesse dia fará dessa música um dueto perfeito,
um ser que o faça feliz ao partilhar o seu leito.

E segue, sem destino definifido,
com rumo ao tangível destino,
sem medos ou receios,
sem curvas nem passeios,
porque viver é sempre sentir,
e para amar tem de saber sorrir.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Realizador de pesadelos...

Parado no pontão da realidade,
onde a vida é mais silenciosa,
e acontece com uma naturalidade,
paz, solidão e calma tão deliciosa.
Devoras sonhos na espuma do mar,
como se o seu bater fosse coragem,
como se os elementos se pudessem amar,
e pudesse dormir sempre com esta imagem.
Fecho os olhos e vivo este quadro só meu,
lá longe, numa longíqua outra margem,
ficaram sons alegres do que se viveu,
ficaram sonhos presos a uma imagem...


E choro em silêncio o meu destino, em vão,
de sonhar e nunca acontecer... é destino,
realizo os pesadelos que magoam o coração,
choro porque ninguém entende este menino.
Será simplesmente feitiço ou eterna sina?
Acabará um dia ou resistirá eternamente?
Diz-me com o teu olhar silencioso de menina,
diz-me e adormece-me doce e calmamente.
Só tu o sabes fazer, só tu tens esse poder,
vem e com um gesto traz-me o acalmar,
deixa no teu colo vir o meu adormecer,
vamos voar, sonhar, ser felizes e amar.


Só em mim os pesadelos se realizam
Vivo em sonhos e sonho a verdade,
desenrolo a vida sempre em ilusão,
sonhos um tesouro e uma cumplicidade.