sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Sorrir de Novo

No redondo desta vida quadrada,
em que tento fazer do escuro luz,
em que faço do quase tudo um nada,
apareces tu, um sonho que me seduz.


E se o silêncio dizia tanto, agora diz muito mais,
e quando falas de amor sinto arrepios na alma,
falas de sentimentos enormes quase irreais,
e transmites uma imensa e doce calma.


Serás eternamente responsável pelo que cativas,
por tudo o que crias, dizes e me fazes sentir.
Se em nós nascem sensações tão doces e emotivas,
é porque existes e me voltaste a fazer sorrir.


Se te amo, sim, mas é muitopouco para o que sinto.
Tu és feita da matéria de que os sonhos são feitos,
e por mais que o diga, faltam palavras, parece que minto,
porque amores assim são simplesmente perfeitos.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Tu... Não existes!



Os olhos encheram-se de abril
e puxaram o agosto nos lábios
mal olhei o teu saudoso perfil,
e senti os teus carinhos sábios.


Estas ruas nunca foram tão nossas,
até o Sol veio fazer-nos companhia,
sente como cheiram bem as rosas,
só porque me fizeste sorrir um dia.


Se um dia tiver de deixar o mundo
só imploro para que contigo seja ,
que nos embale num sono profundo,
e nos deixe sonhar sem que se veja.


Encontrei a paz e a calma nos teus braços,
o sorriso na felicidade das minhas lágrimas.
Um infância adulta e todos os seus embaraços,
que me dá prazer a escrever estas rimas.


Porque teremos de viver a vida ás prestações,
se iremos pagar a pronto quando chegar a hora?
Porque nos privamos de todas estas emoções,
e não vivemos a felicidade eterna do agora?

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Apaixonado por uma música...

Apaixonei-me por uma música... loucura dirão...
a mim parece-me tão bela que era capaz de a ouvir
vezes sem conta...
Eu ouço-a vezes sem conta... tenho medo que risque... ou me canse...
Mas jamais um anjo fará cansar quem o idolatra.
È um som doce, com acordes ternos, melodia suave e envolve-me
numa dança de alma que me confunde entre o real e a fantasia.
Fecho os olhos e embalo-me nos teus braços imaginários,
que me afagam o cabelo e acariciam a pele...
E a música essa embala-me para um beijo onde de olhos fechados,
fecho os olhos e os meus lábios tocam os teus...
Parece magia, eu sinto-te...aqui comigo... mas real só mesmo a música.
Eu estou apaixonado por esta música... "Eternamente te amo"...

Deixa ver o teu sorriso...

Se o meu sorriso sincero é tua felicidade,
não imaginas quanta saudade ele tem,
de sentir o vento quente nesta cidade,
de sentir o perfume da pele de um alguém.


Pode até ser infantilidade, estupidez, não quero saber,
mas na verdade passo os meus silêncios a ouvir-te,
ecoam na minha cabeça momentos de um querer,
e sinto as tuas palavras como se estivesse a ver-te.


E assim a noite chega, para a mim tudo é igual.
O silêncio é o mesmo, a solidão faz companhia,
falo calado contigo, no silêncio do meu sonho real,
enquanto a noite finge que passa eu sorria.


Ao chegar a manhã repete-se do crepúsculo a saudade,
o lado frio da cama que nunca mudou dói por fim.
Um lágrima, talvez mais que uma, cai e dói de verdade,
ali, imóvel, incapaz de ser mundo, fico sozinho em mim.



E assim passam dias, semanas, meses, infinitos anos,
assim se vão lavando olhos que só querem sorrir,
perdidos em faltas de coragem e gestos profanos,
que rasgam o peito desde o dia em que te vi partir.


Serei, um dia, merecedor de ver o teu sorriso?
Nem que seja antes do antes do meu suspiro final,
dá-me só um sorriso antes de ir, é tudo o que preciso,
e irei sorrindo porque te dei uma felicidade colossal.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

O menino que não realizava os seus sonhos

Ao querer substituir as dúvidas por afirmações,
deparou-se com uma sombra persistente e real.
Colossal como a fúria das dívinas maldições,
o seu destino deixava-o muito perto do mal.


Nunca realizar os seus sonhos, era seu destino.
Procurou a vida inteira como isso se mudava.
Lutava de dia, chorava de dia este menino,
Sem nunca conseguir mudar o que o magoava.


De feitiços, a vontades, de hipnoses a ilusões,
mudar o que lhe dava mágoa, fez sua missão,
experimentou tudo e todas as invenções,
mas nunca aguentou um sorriso no coração.


Já cansado, sentou-se a beira do abismo,
procurando um fundo que não existe,
chorou aflito um louco grito de nervosismo,
e aceitou que se não dá, nunca se insiste.


E foi assim, que finalmente, ele se resignou.
O menino que nunca um seu sonho tornou real
um dia adormeceu e então o seu sonho começou,
descansou eternamente numa paz infinita sem igual.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Sem Fim

A luz já foi, um rasgo de céu,
enquanto esticaste a tua mão,
para levantar esse leve véu,
que nos fez deixar o chão.


A música surda, em silêncio canta
prosa simples em forma de rima.
E o desejo doce que se agiganta
leva-me sempre mais para cima.


O tecto do mundo é sempre tão alto,
e a vida tão dura, árdua, curta e singela,
um sorriso é só o princípio do salto,
que te faz parecer tão doce e bela.


Leva-me contigo, em sonho voar baixinho,
razando as ondas do mar, sentir o teu sal,
deixa que do teu sonho eu seja vizinho,
vamos ser de todos um ser desigual.


Vamos revelar todos os segredos,
extinguir todos os nossos medos,
Usa a força que fazes nascer em mim,
para podermos sorrir no fim.


Anda comigo, fazer parar o mundo,
desenhar no chão o sonho encantado,
fecha os olhos e vê por um segundo,
como fala tanto este sentimento calado.


Só um minuto que é uma eternidade feliz,
um doce incomparável e sem semelhança,
um brilho tão forte e suave quando sorris,
uma balada inventada na tua alma de criança.


Essa lágrima de felicidade
é fruto do sentimento de cumplicidade.
Dá-me a mão e sente,
que a alma de verdade nunca mente.
Abre os olhos e vê a verdade,
abraça-me e mata esta saudade.
Beija-me num segundo assim,
e sabes que nunca chegará o Fim.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

10 minutos de escuridão



E acordas...

Para trás ficava um tempo
perdido na tua memória,
o rumo da vida que queres
ver no fumo eterno da tua glória
onde o nada existe mas
o tudo se torna tão mais intenso real,
onde na verdade somos julgados
por todo bem e todo o mal.


Tudo tão longe e tão perto,
como se o fino fio que nos segura,
fosse julgado por quem o teceu,
se mão correcta ou incerta por ventura,
julgam o que somos, sentimos e vivemos,
indiferentes ao qualquer sofrimento
como se apenas as imagens fossem verdade,
e não houvesse direito a argumento.


Enquanto flutuas no nada que és
á tua volta labora um corropio de gente,
tudo para que rasgues com querer a escuridão
e na tua pela seja verdade tudo o que se sente.
Mas lá dentro, o julgamento prossegue mostrando
que és muito mais que um simples mortal
que tens valores, verdades e honras,
que tens missão, coragem e uma enorme moral.


Então, termina o julgamento.
Agora é contigo, és livre de voltar,
nada pelo nada que é o espaço onde estás
e volta a sentir como é bom sentir o ar.
Abre os olhos, lentamente,
vais ver o mundo com outra cor,
vais sentir tudo tão bem, tão melhor,
terás outro sentido, finalmente saberás que és amor.


E acordas...

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

O que fazemos em vida ecoará na eternidade



No vôo desta noite fria, deixei-me levar,
embalado pela música das letras singelas.
Fingindo um crer eterno ao te ouvir falar,
flutuei em águas tão límpidas e belas.


Mas se tivesses atenção, ao meu olhar,
saberias que é dúvida o que sinto em mim,
podes complexamente até saber voar,
mas é impossível saberes sorrir no fim.


Porque o faço, não sei, sou guiado pela verdade,
Se é engano, podes até acreditar que seja,
Porque o sinto, talvez por uma cumplicidade,
Se é de noite então que o sentimento nos proteja.


Um dia verás, por entre a tua mágoa e desilusão,
que tudo o que fazes em vida ecoará na eternidade.
Talvez os céus carreguem o teu pobre coração,
e te deixem ser feliz onde jamais existe idade.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Os espinhos florescem

Mostraram-me uma doce flor,
disseram-me ser uma rosa,
eu vi o que vê um sonhador,
sonhei em verso, vivi em prosa.


Pintei sozinho nos meus sonhos a cores,
mundos imensos e sorrisos de felicidade.
Voei, sorri, senti e curei todas as dores,
com a sua beleza e a nossa cumplicidade.


Olhei tantas vezes ao pôr-do-sol quente,
a delicada e doce beleza que tinha tão sua,
sorri com o carinho que o coração sente,
sentir parar o mundo singelo á luz da lua.


Piquei-me, feri-me, doeu vezes a fio,
não vi que tinha espinhos, a doce flor,
vi-a espinhos a florescer a beira rio,
vi que a dor é curável com o seu amor.


O frio do inverno, seca a doçura do amor,
então guardei-a onde se guarda um tesouro,
no coração dorme aquela divina e bela flor,
é preciosa e vale muito mais que ouro.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Âncorado

Ao rasgar o presente sentes
que no fundo mentes,
que o passado se confunde com o futuro,
apesar de ser duro e imaturo,
sentes o frio do sol e do gelo o calor,
confundes a saudade com a dor,
imaginas que a vida é sonho
e que o sonho não é mais que uma ilusão.


E no fim...
no fim, a música continua igual,
sempre fútil e banal,
sempre os mesmos acordes,
com o mesmo ritmo descompassado,
talvez certamente errado,
em compassos silenciosos
que o mundo te dá
e por mais que corras,
te magoes ou morras,
nunca consegues sair do mesmo lugar...


Talvez um dia o mundo gire ao contrário
e a vontade te faça voar em todos os oceamos,
talvez navegues nos céus pintados a violeta
num final de tarde como nunca existiu.


E se quando esse dia chegar,
suspiras profundamente,
libertas a alma e a mente
de tudo o que a enferruja,
a mata e a torna suja,
e voltas a sorrir
no teu caminho de regresso a casa...


Um dia, rosa será apenas uma flor
laranja apenas uma fruta...
Um dia chegará ao fim a tua luta.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

A razão de te amar...

Percebes agora porque te amo?



Serias talvez a pessoa mais sensata
se deixasses morrer esta serenata,
esta música doce que por vezes dói,
esta saudade infinita que tanto mói.


Mas tu és sonho, és amor de verdade,
és um tesouro até em pura generosidade.
Perdoas o que é imperdoável sem razão,
em vez de afastares consegues dar a mão.


Sou o homem mais sortudo do universo,
por ter quem faz a minha vida um verso.
Nunca compensarei o sorriso que me deste,
é impossível ser como tu flor silvestre.


No amor que me deste, carnal e sentimental,
neaquela tarde tão marcante, foi tão doce e real.
Posso viver mil anos e outros mil por mim passarem,
que nunca existirá almas capazes de te igualarem.


Só tu sabes tanto de mim,
só tu sabes que não há fim,
Só tu sabes o mundo parar,
só tu me ensinas a amar.

A minha imperfeição...

Fui torto, infeliz e imperfeito,
fiz o impossível na loucura,
quero esquecer o que está feito,
quero esquecer aquela tortura.


Fui o pior de mim que conheço,
fui a vergonha que amargura,
sei que nem um olhar mereço,
já não sei se tenho qualquer cura.


Peguei os passados e dei-te a destruir,
a cada pedaço de felicidade que rasgavas
eu sentia uma dor imensa me consumir,
senti que te doia e ainda assim me matavas.


Sei que me perdoas, mas eu não o faço a mim,
sei que não o esqueces e eu como tu também não,
chorei com medo que fosse o princípio do fim,
chorei porque fui um monstro sem qualquer perdão.


Mas tu, única como tão bem o sabes ser,
perdoas a sorrir este meu louco desespero.
Vou lembrá-lo até ao dia em que morrer,
como a noite que nunca mais quero.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Caminho do coração...

Seguia o caminho longo de olhos feridos inundados,
solitário de alma e companhia, leva a sua alma
por entre curvas rectas que não levam a lado algum,
uns dias impaciente, alguns ansios e outos com calma.

Segue a sua viagem peregrina, ao calvário do seu destino,
na cabeça imagens do que fora a sua origem e criação,
na vontade apenas o querer imenso de voltar a ser menino,
na telefonia avariada ecoavam os gritos mudos do coração.

E segue, sem destino definido
com rumo ao tangível infinito,
sem medos ou receios,
sem curvas nem passeios,
porque viver é sempre sentir
e para amar tem de saber sorrir.

Procura na luz da noite, ofuscada pelo negro de alguns dias,
a vontade persistente do querer que se um dia se perdeu,
passa cortadas, caminhos, cruzamentos e iluminadas vias,
ninguém tem destino se não souber onde vai e o que é seu.

Nesta viagem vale tudo e não vai faltar combustível para mim,
a única regra, imposta pelo destino é nunca poder voltar atrás,
pode aceitar parar, prosseguir, virar e até determinar o fim,
mas para trás fica a utopia do que nunca foi, do que nunca se faz.

E segue, sem destino definido
com rumo ao tangível destino,
sem medos ou receios,
sem curvas nem passeios,
porque viver é sempre sentir,
e para amar tem de saber sorrir.

Apenas sabe respirar e isso serve-lhe como vida,
para si uma flor murcha é mais uma vida sofrida.
Faz do seu silêncio um monólogo do seu sofrimento,
imagina a audiência estarrecida no seu depoimento.

Mas acorda sozinho, no seu mundo sempre inquieto,
onde um abraço ou um sorriso são sinais de afecto.
E traça a sua vida ao sabor do seu caminho em solidão,
canta a sua música ritmada ao sabor apenas do coração.

Pode um dia ter um porto de abrigo,
um sorriso, um coração que toque consigo,
nesse dia fará dessa música um dueto perfeito,
um ser que o faça feliz ao partilhar o seu leito.

E segue, sem destino definifido,
com rumo ao tangível destino,
sem medos ou receios,
sem curvas nem passeios,
porque viver é sempre sentir,
e para amar tem de saber sorrir.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Realizador de pesadelos...

Parado no pontão da realidade,
onde a vida é mais silenciosa,
e acontece com uma naturalidade,
paz, solidão e calma tão deliciosa.
Devoras sonhos na espuma do mar,
como se o seu bater fosse coragem,
como se os elementos se pudessem amar,
e pudesse dormir sempre com esta imagem.
Fecho os olhos e vivo este quadro só meu,
lá longe, numa longíqua outra margem,
ficaram sons alegres do que se viveu,
ficaram sonhos presos a uma imagem...


E choro em silêncio o meu destino, em vão,
de sonhar e nunca acontecer... é destino,
realizo os pesadelos que magoam o coração,
choro porque ninguém entende este menino.
Será simplesmente feitiço ou eterna sina?
Acabará um dia ou resistirá eternamente?
Diz-me com o teu olhar silencioso de menina,
diz-me e adormece-me doce e calmamente.
Só tu o sabes fazer, só tu tens esse poder,
vem e com um gesto traz-me o acalmar,
deixa no teu colo vir o meu adormecer,
vamos voar, sonhar, ser felizes e amar.


Só em mim os pesadelos se realizam
Vivo em sonhos e sonho a verdade,
desenrolo a vida sempre em ilusão,
sonhos um tesouro e uma cumplicidade.

domingo, 18 de julho de 2010

Dança da Lua...



Feliz exposto ao sol do sul,
onde a vida é doce e aquece,
onde o sorriso volta e acontece
no infinito deste enorme azul.


Bandas sonoras tão marcantes,
imagens da felicidade tão real,
dias e noites como foram antes,
e parece tudo tão natural.


Poderá ser do sal deste mar,
do calor desta quente praia,
poderá ser apenas do sonhar,
ou da dança que a lua ensaia.


É verdade, isso o admito,
è maravilhoso este dançar,
Quero que me leve ao infinito,
quero voltar a amar.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Sorrir na Despedida

Uma simples lágrima na despedida

É, tão-somente, um desejo de regresso.

Uma mensagem imensamente sentida,

Um desejo que a mensagem tenha sucesso.


E porquê de despedida a chamar,

Nome feio, áspero e tão definitivo

Porque temos sempre de chorar,

Quando sorrir seria mais acertivo.


A dor que sentimos pela falta de quem parte

Aparece em cada despedida, em cada adeus.

È um dizer silencioso de eu espero amar-te,

Eu quero ser os teus sonhos e tu dos meus.


Sentimos dor na despedida porque foi bom,

Porque não esquecemos cada marca dada,

Porque em silêncio iremos gritar sem som,

A saudade, a falta de uma presença amada.


A despedida apesar de muito doer,

É um registo de bom sentimento,

É um mostrar de imenso bem querer,

É apenas mais uma marca, um momento…


E na volta tudo será sorriso doce e permanente,

Será abraço apertado e beijo tão demorado,

Será uma felicidade que crescerá eternamente,

Será o fim da despedida e do pesadelo chorado.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Dados lançados



Há dias assim, vazios e cinzentos,
em que nos sentimos a flutuar,
balançamos ao sabor de momentos,
e vamos-nos deixando ir e levar.


Nada está mal, mas nada está bem,
temos companhia e sentimos a solidão,
vemos o mundo sem querer ver ninguém,
temos vida mas não sentimos o coração.


Há dias em que o silêncio é barulho infernal,
em que o sol é escuridão, e o calor é frio,
não destinguimos o tudo do nada, o bem do mal,
e confundimos o mar com um pequeno rio.


Sentamo-nos a ouvir o vento cantar,
fechamos os olhos e vemos a lua bailar,
sentimos na pele um sonho a chamar,
e sonhamos um novo e diferente acordar.


Há um dia que metemos a mochila às costas,
arrumamos o passado e esquecemos o futuro,
lançamos os dados mesmo sem termos apostas,
e fazemo-nos ao caminho ainda que seja duro.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Sabes tão bem o meu eu

O silêncio que te faz o olhar falar,
diz tanto de noite na escuridão,
e faz o sopro de vida em ti gritar,
é por isso que sentes a solidão.


Vamos correr na praia descalços,
ser crianças de novo, ser felizes.
Esquece os prometedores falsos,
que te enganam como tu dizes.


E tu que sabes tão bem o meu eu,
deixa que sinta a tua vida em mim,
deixa que seja para sempre só teu,
que um dia sorria ao chegar o meu fim.


Vamos ver o sol nascer e se deitar,
vamos perder-nos os dois a viver,
encontrar o que sabemos guardar,
vamos sentir, sorrir este doce ser.


Não é uma ilusão fugaz, este sentir,
que faz um sonho ser tão único e real.
É tão somente, uma vontade de sorrir,
ao abrir uma face de sorriso tão igual.


E tu que sabes tão bem o meu eu,
deixa que sinta a tua vida em mim,
deixa que seja para sempre só teu,
que um dia sorria ao chegar o meu fim.


Vem guia-me com a tua aura radiante,
leva-me ao vale da felicidade ver a lua,
mostra-me o teu ser doce e brilhante,
faz da minha vida toda e somente tua.


Anda, vamos mergulhar neste oceano bonito,
dá-me um beijo salgado, dá-me o teu doce olhar.
Leva-me, faz-me acreditar, voar até ao infinito,
ensina-me de novo simplesmente a amar.


E tu que sabes tão bem o meu eu,
deixa que sinta a tua vida em mim,
deixa que seja para sempre só teu,
que um dia sorria ao chegar o meu fim.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Sentimento...

O tempo que passa e se mistura,
no peso das palavras do que se diz,
e o teu olhar, verdade doce e pura,
que fala em silêncio quando sorris.


São momentos que não esqueces,
não esqueço. Serão nossos e eternos.
É a felicidade que tanto mereces,
e gestos de amor sempre tão ternos.


És a estrela guia que me ilumina a vida,
o ar, água, sal e loucura que preciso.
É paz e querer, só tu sabes ser querida,
e o ressuscitar de novo do meu sorriso.


Será o horizonte mais breve que imagino?
Ou apenas uma miragem neste deserto?
Será que volto a ser de novo pequenino?
Não sei... mas é único ter-te por perto.


Um rio que se inunda no inverno,
e se enche de calmia no verão.
Um sofrimento maior que o inferno,
uma calma que me trazes ao coração.


Uma flor delicada com tanta indecisão,
num jardim de imensas ervas daninhas,
mas ouve a tua alma e o teu coração,
eentão saberás porque ainda caminhas.


E no silêncio dos nossos olhares digo,
em surdina o que sinto e chamo-te.
Sabes que sou o teu melhor amigo,
e que na nossa verdade eu AMO-TE.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Hipnose do bem querer..

Poderia não ser mais que um sonho,
ou ilusão que eternamente me guia,
poderia até trazer um frio medonho,
mas traria uma luz sempre que sorria.


Embarco na hipnose tão doce do querer ,
guiado na noite por estrelas brilhantes,
e faço do sonho a vida e do sonhar o ser,
do nada tudo e do futuro o sorriso do antes.


Não te vejo, não te sinto, só te ouço ao longe,
imagino aqui a felicidade que te é querida,
serei para sempre neste refúgio um monge,
a idolatrar-te neste teu altar que é a vida.


Pelas tuas palavras, entregas-me a tua alma,
eu aceito porque te quero e de ti vou cuidar.
Com a tua voz trazes-me de novo uma calma,
que sinto apenas e tão somente por te amar.