domingo, 18 de julho de 2010

Dança da Lua...



Feliz exposto ao sol do sul,
onde a vida é doce e aquece,
onde o sorriso volta e acontece
no infinito deste enorme azul.


Bandas sonoras tão marcantes,
imagens da felicidade tão real,
dias e noites como foram antes,
e parece tudo tão natural.


Poderá ser do sal deste mar,
do calor desta quente praia,
poderá ser apenas do sonhar,
ou da dança que a lua ensaia.


É verdade, isso o admito,
è maravilhoso este dançar,
Quero que me leve ao infinito,
quero voltar a amar.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Sorrir na Despedida

Uma simples lágrima na despedida

É, tão-somente, um desejo de regresso.

Uma mensagem imensamente sentida,

Um desejo que a mensagem tenha sucesso.


E porquê de despedida a chamar,

Nome feio, áspero e tão definitivo

Porque temos sempre de chorar,

Quando sorrir seria mais acertivo.


A dor que sentimos pela falta de quem parte

Aparece em cada despedida, em cada adeus.

È um dizer silencioso de eu espero amar-te,

Eu quero ser os teus sonhos e tu dos meus.


Sentimos dor na despedida porque foi bom,

Porque não esquecemos cada marca dada,

Porque em silêncio iremos gritar sem som,

A saudade, a falta de uma presença amada.


A despedida apesar de muito doer,

É um registo de bom sentimento,

É um mostrar de imenso bem querer,

É apenas mais uma marca, um momento…


E na volta tudo será sorriso doce e permanente,

Será abraço apertado e beijo tão demorado,

Será uma felicidade que crescerá eternamente,

Será o fim da despedida e do pesadelo chorado.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Dados lançados



Há dias assim, vazios e cinzentos,
em que nos sentimos a flutuar,
balançamos ao sabor de momentos,
e vamos-nos deixando ir e levar.


Nada está mal, mas nada está bem,
temos companhia e sentimos a solidão,
vemos o mundo sem querer ver ninguém,
temos vida mas não sentimos o coração.


Há dias em que o silêncio é barulho infernal,
em que o sol é escuridão, e o calor é frio,
não destinguimos o tudo do nada, o bem do mal,
e confundimos o mar com um pequeno rio.


Sentamo-nos a ouvir o vento cantar,
fechamos os olhos e vemos a lua bailar,
sentimos na pele um sonho a chamar,
e sonhamos um novo e diferente acordar.


Há um dia que metemos a mochila às costas,
arrumamos o passado e esquecemos o futuro,
lançamos os dados mesmo sem termos apostas,
e fazemo-nos ao caminho ainda que seja duro.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Sabes tão bem o meu eu

O silêncio que te faz o olhar falar,
diz tanto de noite na escuridão,
e faz o sopro de vida em ti gritar,
é por isso que sentes a solidão.


Vamos correr na praia descalços,
ser crianças de novo, ser felizes.
Esquece os prometedores falsos,
que te enganam como tu dizes.


E tu que sabes tão bem o meu eu,
deixa que sinta a tua vida em mim,
deixa que seja para sempre só teu,
que um dia sorria ao chegar o meu fim.


Vamos ver o sol nascer e se deitar,
vamos perder-nos os dois a viver,
encontrar o que sabemos guardar,
vamos sentir, sorrir este doce ser.


Não é uma ilusão fugaz, este sentir,
que faz um sonho ser tão único e real.
É tão somente, uma vontade de sorrir,
ao abrir uma face de sorriso tão igual.


E tu que sabes tão bem o meu eu,
deixa que sinta a tua vida em mim,
deixa que seja para sempre só teu,
que um dia sorria ao chegar o meu fim.


Vem guia-me com a tua aura radiante,
leva-me ao vale da felicidade ver a lua,
mostra-me o teu ser doce e brilhante,
faz da minha vida toda e somente tua.


Anda, vamos mergulhar neste oceano bonito,
dá-me um beijo salgado, dá-me o teu doce olhar.
Leva-me, faz-me acreditar, voar até ao infinito,
ensina-me de novo simplesmente a amar.


E tu que sabes tão bem o meu eu,
deixa que sinta a tua vida em mim,
deixa que seja para sempre só teu,
que um dia sorria ao chegar o meu fim.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Sentimento...

O tempo que passa e se mistura,
no peso das palavras do que se diz,
e o teu olhar, verdade doce e pura,
que fala em silêncio quando sorris.


São momentos que não esqueces,
não esqueço. Serão nossos e eternos.
É a felicidade que tanto mereces,
e gestos de amor sempre tão ternos.


És a estrela guia que me ilumina a vida,
o ar, água, sal e loucura que preciso.
É paz e querer, só tu sabes ser querida,
e o ressuscitar de novo do meu sorriso.


Será o horizonte mais breve que imagino?
Ou apenas uma miragem neste deserto?
Será que volto a ser de novo pequenino?
Não sei... mas é único ter-te por perto.


Um rio que se inunda no inverno,
e se enche de calmia no verão.
Um sofrimento maior que o inferno,
uma calma que me trazes ao coração.


Uma flor delicada com tanta indecisão,
num jardim de imensas ervas daninhas,
mas ouve a tua alma e o teu coração,
eentão saberás porque ainda caminhas.


E no silêncio dos nossos olhares digo,
em surdina o que sinto e chamo-te.
Sabes que sou o teu melhor amigo,
e que na nossa verdade eu AMO-TE.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Hipnose do bem querer..

Poderia não ser mais que um sonho,
ou ilusão que eternamente me guia,
poderia até trazer um frio medonho,
mas traria uma luz sempre que sorria.


Embarco na hipnose tão doce do querer ,
guiado na noite por estrelas brilhantes,
e faço do sonho a vida e do sonhar o ser,
do nada tudo e do futuro o sorriso do antes.


Não te vejo, não te sinto, só te ouço ao longe,
imagino aqui a felicidade que te é querida,
serei para sempre neste refúgio um monge,
a idolatrar-te neste teu altar que é a vida.


Pelas tuas palavras, entregas-me a tua alma,
eu aceito porque te quero e de ti vou cuidar.
Com a tua voz trazes-me de novo uma calma,
que sinto apenas e tão somente por te amar.

Para Ti Priminha. Parabéns

Hoje é o teu dia, sim até ao nascer foste especial.
Escolheste o dia da criança, como dia para nascer,
poderia ter sido num dia simples, normal e banal,
mas tu és única e este foi o dia que foste escolher.


Não sei quantos anos são, mas serão muitos mais,
pela tua coragem diria que fazes alguns milhares,
pela tua força e verdade seriam talvez ainda mais,
mas julgo ser só um pela forma de nos amares.


Forma doce e preocupada que te torna parte de nós,
Como se fosses alguém sem problemas, és amor.
Afugentas toda a mágoa com a força da tua voz,
acalmas a saudade com um abraço delicado de flor.


Hoje é dia da criança, é assim o teu dia, diferente,
e em ti vive essa criança linda que quero felicitar,
viverá uma Deusa única, adorada eternamente,
com a força de um vulcão e a verdade do amar.


Parabéns priminha... :)

domingo, 23 de maio de 2010

Vida...

Chama por mim no teu silêncio ensurdecedor,
diz com os teus olhos o que grita o teu coração,
vive em fuga, escondida de um verdadeiro amor,
vive a escravatura de uma vida sem emoção.


Chama pelo sonho que nos faz sorrir,
e virá de novo com todo o seu esplendor,
só tu sabes que ele nunca irá partir,
só tu sabes como é um verdadeiro amor.


Chama pelos Deuses e astros que conjugam a vida,
segue o caminho que sabes tão bem ser felicidade,
eu vou reencontrar-te em cada regresso ou ida,
porque é única e só nossa esta pura cumplicidade.


Sento-me na estrada para o infinito do horizonte,
espero por ti e por toda uma eternidade prometida,
exausto mas não desisto e subo esse enorem monte,
mais vale morrer a lutar que existir sem ter vida.


Chama-me vida, chama-me tesouro,
diz de novo o que calas por ser verdade,
para mim és ar, água, sol, fogo e ouro,
para mim és do que é feita a felicidade.


Nas ondas do mar revolto que é a minha existência,
espuma o querer quando bate nas rochas da solidão,
é um viver em sobressalto e uma luta em permanência,
é um querer que sabes, sentes e também trazes no coração.


Posso até ficar mudo, cego, surdo, imóvel e insensivél,
posso nunca mais ser ser, ser vida, sorriso ou sentir,
pode o desejo, o querer e o amar não masi ser possível,
mas a minha alma é tua e será feliz se te vir a sorrir.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

A hora marcada...

No Tic Tac regular dos ponteiros do meu relógio,
que marcam o tempo em cadência demorada,
passam réstias de memórias tão marcantes,
passam tudo e tanto que agora vale nada.


Sabes, está a chegar a hora
de limpar as lágrimas e partir,
porque o destino já não demora
e eu quero fazê-lo a sorrir.


Nestes últimos dolorosos e demorados segundos,
choro sofridamente não apenas o que aconteceu.
Choro sobretudo os sonhos maior que mundos,
os sentimentos do que não se fez e se prometeu.


Indico à alma o caminho que deve seguir,
ainda que saiba que é difícil de o percorrer.
Quero a companhia da determinação e sorrir,
mas faltaram ao encontro e sinto-me a morrer.


Sabes está a chegar a hora,
de limpar as lágrimas e partir,
porque o destino já não demora,
e eu quero fazê-lo a sorrir.


Fica no chão a bagagem carregada de promessas,
deixo espalhados sonhos e planos de um viver.
Deixo para trás palavras sinceras sempre expressas,
em sentimentos puros de ser feliz e poder te ter.


Rasgaste acordos e todos os contratos de verdade,
mataste o que dizias ser só nosso, doce e eterno,
quebraste o prometido e assassinaste a cumplicidade,
trocaste o céu pelo que sabes e dizes ser o inferno.


Sabes está a chegar a hora,
de limpar as lágrimas e partir,
porque o destino já não demora,
e eu quero fazê-lo a sorrir.


É da janela fechada deste avião,
a última imagem que levo comigo,
que me fere de morte o coração
porque um dia quis ficar contigo.


Sabes chegou finalmente a hora
de limpar a alma do sentir e partir
o destino não importa se demora,
e eu jamais vou fazê-lo a sorrir.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Naufragar...

Todos os dias navego num mar sem maré,
todos os dias sem um único deixar falhar,
sem embarcação, quase sem força, sem fé,
em todos os dias sinto este marago naufragar.


Todos os dias esta torrente me inunda a alma,
explode pelo olhar em força deixa-me a soluçar,
rebenta a poesia do silêncio, implode a calma,
todos os dias começam insistentemente a chorar.


Pudesse ser eu uma ave ao invés de naufragar,
que voasse livre riscando o céu até ao infinito,
levar-te-ia um sorriso e um abraço ao chegar,
secaria os olhos ao vento por tudo que acredito.


E dizia-te tudo o que sabes ser verdade,
porque ninguém o sentirá mais que eu,
mostrava como é sentir tal cumplicidade,
de seres minha e ser só e apenas teu.


Todas as noites ao fechar da porta cai
a mascára a que a sociedade me obriga
Levanta-se o silêncio e a solidão nunca sai,
aperta-se o olhar, aperta o peito e a barriga.


E tento sem sucesso levantar vôo da saudade,
mas as asas do desejo não chegam para sorrir,
e fico solitário escondido de toda a humanidade,
a lembrar que te vi nesta mesma lágrima a partir.


Se calhar não disseo quanto significas para mim,
ou talvez nunca com força suficiente para te mudar,
Se o fiz fui o maior louco e por isso tive este fim,
porque nada nem ninguém mais que eu te irá amar.

sábado, 1 de maio de 2010

Estranha forma de vida

Pelo escorrer de uma lágrima fria,
sabes que o corpo já não tem dor,
que já não há nada que te sorria,
e que nem o fogo te faz sentir calor.


Falas em silêncio de olhos fechados
com amigos imaginários que fantasias.
Desabafas entre soluços amargurados
os desejos, sonhos, sortes e melodias.


E fazes do teu saber o sentir que nãos tens,
prometes a ti vontades que sabes não ter,
dizes querer ir quando sabes que nunca vens,
queres sorrir mas não sabes deixar de sofrer.


Talvez um sorriso preso numa vontade
te embale num sonho que tarda acontecer,
que misture a diferença com cumplicidade,
e possas enfim no teu sonho poder adormecer.


Mas na ressaca de um passado que se repete
perdes o comboio na viagem do teu ser feliz,
e a cada inspiro que um sorriso te promete ,
fantasias o teu futuro mundo enquanto sorris.


Mas efémero dura tão pouco o estado de levitação
nesta magia ilusória que é a tua estranha vida.
E cais de novo ao chão frio onde te pára o coração,
sentes de novo tão profunda e tua enorme ferida.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Moranguinho Rosa

A melodia da tua voz doce e terna ,
condiz tanto com o sabor do teu ser,
uma loucura que poderia ser eterna,
uma amizade cúmplice que vou querer.

És rosa sonho doce, em cor de tesouro,
és pureza e coragem em tons de rosa,
és um ser que vale muito mais que ouro,
és poesia que rima até em simples prosa.

E sem saber, quem sabe sem querer,
no meio de uma lágrima te encontrei,
envolta em sorrisos de entardecer
que por jamais alguma vez esquecerei.

E como tu quero ser, quero aprender a ser feliz,
quero ser doçura na amargura magoada da vida.
Quero ser um motivo quando te oiço e sorris,
quero que saibas que para mim és muito querida.

Pode ser tarde, cedo nesta noite madrugadora,
pode ser agora o eternamente que te quero dar.
Mas vejo em ti uma doce mulher muito lutadora,
vejo em ti uma amiga que em mim quero cultivar.

Rosa és tu na tua beleza singela e pureza de cor,
nos teus sonhos, na tua amizade e fazer sorrir,
acredito que sejas Rosa a fazer sentir amor,
acredita és Rosa quando me ajudas a dormir...
Podes até ser fruto da imaginação e carinho,
ser vontade de existir tamanha amizade.
Se fruto Rosa fosses, eras por certo um moranguinho,
Mas és mulher, és única e sinto tanto que és verdade.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Medo de Viver



A vida bateu-me à porta,
espretei a medo pela janela,
e por ser eternamente torta,
tenho tanto medo de vivê-la.


Não abri, não a deixei entrar,
com medo de doer na solidão,
com receio de me magoar,
e que fosse essa a sua missão.


É um mundo estranho para mim,
com sentimentos que julguei não ter.
e ainda que isto possa ser o fim,
é triste e dilacerante o quanto faz doer.


A verdade é que tenho medo de viver,
tornei-me assim por mágoas dolorosas.
A vida cobre o sol sempre ao entardecer,
longe vão sorrisos e memórias saudosas.


Posso até nunca mais respirar, não importa,
jamais secar os olhos, sentir sempre esta dor forte.
Mas se a vida é assim eternamente torta,
então prefiro ir abraçar-te e ser levado pela morte.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Anjo Aprendiz

Quem te ensinou esse triste chorar?
será que também aprendeste a sorrir?
Quem te espera a lacrimejar no regresso,
será quem te viu um dia chorar a partir?

Os rios que correram para o mar,
As águas que não voltam a passar,
são lágrima que nada valem a chorar,
são sorriso de ilusão que não vais esboçar.

Precisas rasgar o passado, viver o presente,
sonhar outro futuro como mereces e queres,
precisas sorrir pelo bom que ainda sentes,
ser apenas tu enquanto por aqui estiveres.

Fazer do teu olhar o teu divino estandarte,
salvar uma vida que juraste sempre proteger,
talvez até mudar tudo ou sómente adaptar-te,
mas sobretudo aprender como é bom viver.

Um sonho é muito mas não é tudo na vida,
um abraço é bastante mas não te dá alimento,
uma palavra pode sem imensamente querida,
mas pode gerar um enorme e pesaroso lamento.

Crê em ti, só tu sentes o que sabes sentir,
Vive por ti e para ti, sabes bem ser feliz,
pelo menos a ti nunca soubeste mentir,
e na tua alma vive um anjo aprendiz.

Ès verdade e pureza, Anjo Aprendiz,
Trazes na alma felicidade e bondade,
o mundo brilha quando tu sorris,
éssa será eternamente a verdade.

Lição


Esqueceram na Vossa pressa
de me tornar homem adulto,
de que a mágoa volta expressa
no sorriso de cada insulto.


Esqueceram de me ensinar,
para que pudesse aguentar,
o que é ser, sentir e só estar,
como me posso a mim amar.


Saltaram etapas na boa vontade,
de me fazer mais humano e real,
mas sou sentimento e sou verdade,
e por isso me magoa tanto o mal.


Não vos recrimino, sou muito mais
ser, muito mais sonho e pureza,
muito mais do que os ditos normais,
e odeio-me mas amo a minha natureza.


Sou o que sou, para uns pobre e mal amado,
talvez para outros rico e quase idolatrado.
Sou eu apenas que vivo respirando sinceridade,
que apenas quis ser feliz e sem qualquer maldade.

domingo, 28 de março de 2010

Domingo de tarde

A voz presa na garganta, os olhos embargados,
a alma sofrida, inquieta, magoada e prisioneira,
os pensamentos tornam-se velhos e usados,
e a memória cansada não responde à primeira.


Imóvel e em silêncio um grito treme de medo,
a luz que já não ilumina torna vazio este espaço,
na companhia da solidão sai um desejo em segredo,
por aquele gesto enorme expresso num abraço.


Caberia ao mundo incauto ajudar nesta hora,
fazer nascer um sorriso de felicidade e alegria,
dar a mão a esta probre alma que tanto chora,
e dar-lhe um só motivo para que ao invés sorria.


É apenas mais uma tarde de domingo,
amanhã será dia e outra noite virá consigo,
talvez um dia voltes a correr sorrindo,
e queiras ser feliz eternamente comigo.

sábado, 27 de março de 2010

Batalha em ti

Vês pela janela o teu campo de batalha,
envolto na neblina húmida da manhã,
esta imagem que te aflige e baralha,
turva-te a alma que queres seja sã.


Começa o fadário de vestir a armadura,
as veste da luta que te magoam a alma,
beber o elixir da juventude que tudo cura,
diz na caixa mas, em a ti nada acalma.


Depois vem a fria dureza do sair,
puxar da espada e subir ao cavalo,
encarar o horizonte e fingir sorrir,
fingir que és forte, duro e com calo.


Dás o grito de guerra e o abismo te espera,
lutas incrédulo pela razão do teu próprio ser,
lutas a pulso sozinho por essa doce quimera,
por ser feliz por um final do teu enorme sofrer.


Ao cair do dia, páras e pensas na tua luta,
dás-te por vencido e entregas-te à loucura,
sonhas que és feliz que alguém te escuta,
vence-te o sono solitário que te amargura.


Talvez esta noite tenhas um doce sonho só teu,
o pesadelo do dia, na noite nem sempre se cala.
Lutas de dia, combates na noite o duro breu,
rasgas a alma para soltar o suspiro que te fala.


Depois vem a dura frieza do acordar,
olhar a solidão que dormiu a teu lado,
a imensidão que se perdeu no teu olhar,
pelo teu corpo dorido e tão cansado.


Dás o grito surdo de guerra para te surpreender,
queres sempre mais, queres ser feliz sem dor,
queres sentir em ti, para ti, um novo dia a nascer,
acreditar que há felicidade, que é bom sentir amor.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Donos do sentir

Com o brilho do teu sorriso
ilumino a noite e a tempestade,
a palavra, o gesto é o que preciso,
para provar a nossa cumplicidade.
E já passaram milénios nestes dias,
enquanto lágrimas lavam as fobias.


A simplicidade de um carinho em ti,
é muito mais singelo que um suspirar.
O teu perfume adoça tudo o que vivi,
e torna maior, melhor o que é amar.
Em cada segundo sinto anos a sofrer,
enquanto a solidão iniste em fazer doer.


Dá-me a mão, sente-me amor
Vamos correr livres no vazio,
Sente este eterno fogo e calor,
que jamais alguém sentiu.


Sejamos apenas donos do sentir,
pintemos em nós as cores do sorrir,
fecha os olhos sente o futuro a nascer,
como só nós sabemos olhar, sentir e ser.


Uma flor, um desejo a doce escrito,
um anel que transformas em aliança,
consegues fazer do feio tão único e bonito,
apenas com o teu maravilhoso ser de criança.
Espero um sinal, um desejo teu que demora,
um sim eterno que páre o mundo nessa hora.


Uma palavra tua, para mim é um desejo,
um gesto é muito mais que ser só teu,
o que vês no teu olhar é o que eu vejo,
o que sentes na tua pele sou apenas eu.
O tempo passa mas não dilui o sonho divinal,
somos verdade e o bem vence sempre o mal.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Será Loucura?


Relaxo nas lágrimas frias da música
Por entre os meus sonhos e medos.
Embalado em ilusões que anseio,
por tantas lutas e perfeitos segredos.


Quase toco o teu íntimo profundo,
ao lembrar o teu sorriso sincero,
nada há mais belo neste mundo
que o teu olhar que sonho e quero.


E falo, insanamente, com a solidão,
enquanto o fogo consome a tua imagem,
sinto, descompassado, o coração,
bater, querer, implorar uma paragem.


Será loucura?
Ou apenas o inferno?
Poderei sonhar e desejar,
que o meu sonho seja eterno?


Porque partir é uma alternativa,
desfaço a mala da ilusão que acalento,
sinto o corpono vazio riscado de dor,
sinto-me sem forças imóvel neste assento.


Um só abraço, seria a minha fantasia.
Um sorriso, uma palavra, um gesto teu.
Isto era tudo o que agora mais queria,
porque nunca morrerá o que um dia nasceu.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Fogo

Perco-me no arder desta lareira gelada
nos estalidos da madeira e no seu cheiro,
vejo ficar em cinzas o que já não era nada,
e sinto-me o último mas sei ser o primeiro.


Enquanto ardes falas comigo nesta loucura,
talvez insanidade ou verdadeira solidão,
ou quem sabe se não será provável cura,
mas a minha dúvida é se será só ilusão.


Lá fora chove parece que o mundo vai acabar,
os Deuses lamentam e choram a tua postura,
e tu sabes quanto é preciso seres tu e mudar,
entretanto nada muda na alma e tudo dura.


Mas esta lareira aquece-me a alma apenas,
o corpo jaz gelado e imóvel caído a seu lado,
e faço das guerras e crises coisas pequenas,
escuto na surdez por vezes o lado errado.


O silêncio, por fim, talvez seja o adormecer.
O fim do fogo em cinzas ardidas esquecidas.
Pela noite tudo voltará de novo ao seu doer,
vagueando na alma por imagens perdidas.


Talvez seja esta a eterna rotina da minha vida,
em voltas circulares que não mudam de sentido,
mas trago sempre em mim esta vontade sentida,
de um dia me sentir um pouco menos perdido.