terça-feira, 1 de junho de 2010

Para Ti Priminha. Parabéns

Hoje é o teu dia, sim até ao nascer foste especial.
Escolheste o dia da criança, como dia para nascer,
poderia ter sido num dia simples, normal e banal,
mas tu és única e este foi o dia que foste escolher.


Não sei quantos anos são, mas serão muitos mais,
pela tua coragem diria que fazes alguns milhares,
pela tua força e verdade seriam talvez ainda mais,
mas julgo ser só um pela forma de nos amares.


Forma doce e preocupada que te torna parte de nós,
Como se fosses alguém sem problemas, és amor.
Afugentas toda a mágoa com a força da tua voz,
acalmas a saudade com um abraço delicado de flor.


Hoje é dia da criança, é assim o teu dia, diferente,
e em ti vive essa criança linda que quero felicitar,
viverá uma Deusa única, adorada eternamente,
com a força de um vulcão e a verdade do amar.


Parabéns priminha... :)

domingo, 23 de maio de 2010

Vida...

Chama por mim no teu silêncio ensurdecedor,
diz com os teus olhos o que grita o teu coração,
vive em fuga, escondida de um verdadeiro amor,
vive a escravatura de uma vida sem emoção.


Chama pelo sonho que nos faz sorrir,
e virá de novo com todo o seu esplendor,
só tu sabes que ele nunca irá partir,
só tu sabes como é um verdadeiro amor.


Chama pelos Deuses e astros que conjugam a vida,
segue o caminho que sabes tão bem ser felicidade,
eu vou reencontrar-te em cada regresso ou ida,
porque é única e só nossa esta pura cumplicidade.


Sento-me na estrada para o infinito do horizonte,
espero por ti e por toda uma eternidade prometida,
exausto mas não desisto e subo esse enorem monte,
mais vale morrer a lutar que existir sem ter vida.


Chama-me vida, chama-me tesouro,
diz de novo o que calas por ser verdade,
para mim és ar, água, sol, fogo e ouro,
para mim és do que é feita a felicidade.


Nas ondas do mar revolto que é a minha existência,
espuma o querer quando bate nas rochas da solidão,
é um viver em sobressalto e uma luta em permanência,
é um querer que sabes, sentes e também trazes no coração.


Posso até ficar mudo, cego, surdo, imóvel e insensivél,
posso nunca mais ser ser, ser vida, sorriso ou sentir,
pode o desejo, o querer e o amar não masi ser possível,
mas a minha alma é tua e será feliz se te vir a sorrir.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

A hora marcada...

No Tic Tac regular dos ponteiros do meu relógio,
que marcam o tempo em cadência demorada,
passam réstias de memórias tão marcantes,
passam tudo e tanto que agora vale nada.


Sabes, está a chegar a hora
de limpar as lágrimas e partir,
porque o destino já não demora
e eu quero fazê-lo a sorrir.


Nestes últimos dolorosos e demorados segundos,
choro sofridamente não apenas o que aconteceu.
Choro sobretudo os sonhos maior que mundos,
os sentimentos do que não se fez e se prometeu.


Indico à alma o caminho que deve seguir,
ainda que saiba que é difícil de o percorrer.
Quero a companhia da determinação e sorrir,
mas faltaram ao encontro e sinto-me a morrer.


Sabes está a chegar a hora,
de limpar as lágrimas e partir,
porque o destino já não demora,
e eu quero fazê-lo a sorrir.


Fica no chão a bagagem carregada de promessas,
deixo espalhados sonhos e planos de um viver.
Deixo para trás palavras sinceras sempre expressas,
em sentimentos puros de ser feliz e poder te ter.


Rasgaste acordos e todos os contratos de verdade,
mataste o que dizias ser só nosso, doce e eterno,
quebraste o prometido e assassinaste a cumplicidade,
trocaste o céu pelo que sabes e dizes ser o inferno.


Sabes está a chegar a hora,
de limpar as lágrimas e partir,
porque o destino já não demora,
e eu quero fazê-lo a sorrir.


É da janela fechada deste avião,
a última imagem que levo comigo,
que me fere de morte o coração
porque um dia quis ficar contigo.


Sabes chegou finalmente a hora
de limpar a alma do sentir e partir
o destino não importa se demora,
e eu jamais vou fazê-lo a sorrir.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Naufragar...

Todos os dias navego num mar sem maré,
todos os dias sem um único deixar falhar,
sem embarcação, quase sem força, sem fé,
em todos os dias sinto este marago naufragar.


Todos os dias esta torrente me inunda a alma,
explode pelo olhar em força deixa-me a soluçar,
rebenta a poesia do silêncio, implode a calma,
todos os dias começam insistentemente a chorar.


Pudesse ser eu uma ave ao invés de naufragar,
que voasse livre riscando o céu até ao infinito,
levar-te-ia um sorriso e um abraço ao chegar,
secaria os olhos ao vento por tudo que acredito.


E dizia-te tudo o que sabes ser verdade,
porque ninguém o sentirá mais que eu,
mostrava como é sentir tal cumplicidade,
de seres minha e ser só e apenas teu.


Todas as noites ao fechar da porta cai
a mascára a que a sociedade me obriga
Levanta-se o silêncio e a solidão nunca sai,
aperta-se o olhar, aperta o peito e a barriga.


E tento sem sucesso levantar vôo da saudade,
mas as asas do desejo não chegam para sorrir,
e fico solitário escondido de toda a humanidade,
a lembrar que te vi nesta mesma lágrima a partir.


Se calhar não disseo quanto significas para mim,
ou talvez nunca com força suficiente para te mudar,
Se o fiz fui o maior louco e por isso tive este fim,
porque nada nem ninguém mais que eu te irá amar.

sábado, 1 de maio de 2010

Estranha forma de vida

Pelo escorrer de uma lágrima fria,
sabes que o corpo já não tem dor,
que já não há nada que te sorria,
e que nem o fogo te faz sentir calor.


Falas em silêncio de olhos fechados
com amigos imaginários que fantasias.
Desabafas entre soluços amargurados
os desejos, sonhos, sortes e melodias.


E fazes do teu saber o sentir que nãos tens,
prometes a ti vontades que sabes não ter,
dizes querer ir quando sabes que nunca vens,
queres sorrir mas não sabes deixar de sofrer.


Talvez um sorriso preso numa vontade
te embale num sonho que tarda acontecer,
que misture a diferença com cumplicidade,
e possas enfim no teu sonho poder adormecer.


Mas na ressaca de um passado que se repete
perdes o comboio na viagem do teu ser feliz,
e a cada inspiro que um sorriso te promete ,
fantasias o teu futuro mundo enquanto sorris.


Mas efémero dura tão pouco o estado de levitação
nesta magia ilusória que é a tua estranha vida.
E cais de novo ao chão frio onde te pára o coração,
sentes de novo tão profunda e tua enorme ferida.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Moranguinho Rosa

A melodia da tua voz doce e terna ,
condiz tanto com o sabor do teu ser,
uma loucura que poderia ser eterna,
uma amizade cúmplice que vou querer.

És rosa sonho doce, em cor de tesouro,
és pureza e coragem em tons de rosa,
és um ser que vale muito mais que ouro,
és poesia que rima até em simples prosa.

E sem saber, quem sabe sem querer,
no meio de uma lágrima te encontrei,
envolta em sorrisos de entardecer
que por jamais alguma vez esquecerei.

E como tu quero ser, quero aprender a ser feliz,
quero ser doçura na amargura magoada da vida.
Quero ser um motivo quando te oiço e sorris,
quero que saibas que para mim és muito querida.

Pode ser tarde, cedo nesta noite madrugadora,
pode ser agora o eternamente que te quero dar.
Mas vejo em ti uma doce mulher muito lutadora,
vejo em ti uma amiga que em mim quero cultivar.

Rosa és tu na tua beleza singela e pureza de cor,
nos teus sonhos, na tua amizade e fazer sorrir,
acredito que sejas Rosa a fazer sentir amor,
acredita és Rosa quando me ajudas a dormir...
Podes até ser fruto da imaginação e carinho,
ser vontade de existir tamanha amizade.
Se fruto Rosa fosses, eras por certo um moranguinho,
Mas és mulher, és única e sinto tanto que és verdade.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Medo de Viver



A vida bateu-me à porta,
espretei a medo pela janela,
e por ser eternamente torta,
tenho tanto medo de vivê-la.


Não abri, não a deixei entrar,
com medo de doer na solidão,
com receio de me magoar,
e que fosse essa a sua missão.


É um mundo estranho para mim,
com sentimentos que julguei não ter.
e ainda que isto possa ser o fim,
é triste e dilacerante o quanto faz doer.


A verdade é que tenho medo de viver,
tornei-me assim por mágoas dolorosas.
A vida cobre o sol sempre ao entardecer,
longe vão sorrisos e memórias saudosas.


Posso até nunca mais respirar, não importa,
jamais secar os olhos, sentir sempre esta dor forte.
Mas se a vida é assim eternamente torta,
então prefiro ir abraçar-te e ser levado pela morte.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Anjo Aprendiz

Quem te ensinou esse triste chorar?
será que também aprendeste a sorrir?
Quem te espera a lacrimejar no regresso,
será quem te viu um dia chorar a partir?

Os rios que correram para o mar,
As águas que não voltam a passar,
são lágrima que nada valem a chorar,
são sorriso de ilusão que não vais esboçar.

Precisas rasgar o passado, viver o presente,
sonhar outro futuro como mereces e queres,
precisas sorrir pelo bom que ainda sentes,
ser apenas tu enquanto por aqui estiveres.

Fazer do teu olhar o teu divino estandarte,
salvar uma vida que juraste sempre proteger,
talvez até mudar tudo ou sómente adaptar-te,
mas sobretudo aprender como é bom viver.

Um sonho é muito mas não é tudo na vida,
um abraço é bastante mas não te dá alimento,
uma palavra pode sem imensamente querida,
mas pode gerar um enorme e pesaroso lamento.

Crê em ti, só tu sentes o que sabes sentir,
Vive por ti e para ti, sabes bem ser feliz,
pelo menos a ti nunca soubeste mentir,
e na tua alma vive um anjo aprendiz.

Ès verdade e pureza, Anjo Aprendiz,
Trazes na alma felicidade e bondade,
o mundo brilha quando tu sorris,
éssa será eternamente a verdade.

Lição


Esqueceram na Vossa pressa
de me tornar homem adulto,
de que a mágoa volta expressa
no sorriso de cada insulto.


Esqueceram de me ensinar,
para que pudesse aguentar,
o que é ser, sentir e só estar,
como me posso a mim amar.


Saltaram etapas na boa vontade,
de me fazer mais humano e real,
mas sou sentimento e sou verdade,
e por isso me magoa tanto o mal.


Não vos recrimino, sou muito mais
ser, muito mais sonho e pureza,
muito mais do que os ditos normais,
e odeio-me mas amo a minha natureza.


Sou o que sou, para uns pobre e mal amado,
talvez para outros rico e quase idolatrado.
Sou eu apenas que vivo respirando sinceridade,
que apenas quis ser feliz e sem qualquer maldade.

domingo, 28 de março de 2010

Domingo de tarde

A voz presa na garganta, os olhos embargados,
a alma sofrida, inquieta, magoada e prisioneira,
os pensamentos tornam-se velhos e usados,
e a memória cansada não responde à primeira.


Imóvel e em silêncio um grito treme de medo,
a luz que já não ilumina torna vazio este espaço,
na companhia da solidão sai um desejo em segredo,
por aquele gesto enorme expresso num abraço.


Caberia ao mundo incauto ajudar nesta hora,
fazer nascer um sorriso de felicidade e alegria,
dar a mão a esta probre alma que tanto chora,
e dar-lhe um só motivo para que ao invés sorria.


É apenas mais uma tarde de domingo,
amanhã será dia e outra noite virá consigo,
talvez um dia voltes a correr sorrindo,
e queiras ser feliz eternamente comigo.

sábado, 27 de março de 2010

Batalha em ti

Vês pela janela o teu campo de batalha,
envolto na neblina húmida da manhã,
esta imagem que te aflige e baralha,
turva-te a alma que queres seja sã.


Começa o fadário de vestir a armadura,
as veste da luta que te magoam a alma,
beber o elixir da juventude que tudo cura,
diz na caixa mas, em a ti nada acalma.


Depois vem a fria dureza do sair,
puxar da espada e subir ao cavalo,
encarar o horizonte e fingir sorrir,
fingir que és forte, duro e com calo.


Dás o grito de guerra e o abismo te espera,
lutas incrédulo pela razão do teu próprio ser,
lutas a pulso sozinho por essa doce quimera,
por ser feliz por um final do teu enorme sofrer.


Ao cair do dia, páras e pensas na tua luta,
dás-te por vencido e entregas-te à loucura,
sonhas que és feliz que alguém te escuta,
vence-te o sono solitário que te amargura.


Talvez esta noite tenhas um doce sonho só teu,
o pesadelo do dia, na noite nem sempre se cala.
Lutas de dia, combates na noite o duro breu,
rasgas a alma para soltar o suspiro que te fala.


Depois vem a dura frieza do acordar,
olhar a solidão que dormiu a teu lado,
a imensidão que se perdeu no teu olhar,
pelo teu corpo dorido e tão cansado.


Dás o grito surdo de guerra para te surpreender,
queres sempre mais, queres ser feliz sem dor,
queres sentir em ti, para ti, um novo dia a nascer,
acreditar que há felicidade, que é bom sentir amor.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Donos do sentir

Com o brilho do teu sorriso
ilumino a noite e a tempestade,
a palavra, o gesto é o que preciso,
para provar a nossa cumplicidade.
E já passaram milénios nestes dias,
enquanto lágrimas lavam as fobias.


A simplicidade de um carinho em ti,
é muito mais singelo que um suspirar.
O teu perfume adoça tudo o que vivi,
e torna maior, melhor o que é amar.
Em cada segundo sinto anos a sofrer,
enquanto a solidão iniste em fazer doer.


Dá-me a mão, sente-me amor
Vamos correr livres no vazio,
Sente este eterno fogo e calor,
que jamais alguém sentiu.


Sejamos apenas donos do sentir,
pintemos em nós as cores do sorrir,
fecha os olhos sente o futuro a nascer,
como só nós sabemos olhar, sentir e ser.


Uma flor, um desejo a doce escrito,
um anel que transformas em aliança,
consegues fazer do feio tão único e bonito,
apenas com o teu maravilhoso ser de criança.
Espero um sinal, um desejo teu que demora,
um sim eterno que páre o mundo nessa hora.


Uma palavra tua, para mim é um desejo,
um gesto é muito mais que ser só teu,
o que vês no teu olhar é o que eu vejo,
o que sentes na tua pele sou apenas eu.
O tempo passa mas não dilui o sonho divinal,
somos verdade e o bem vence sempre o mal.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Será Loucura?


Relaxo nas lágrimas frias da música
Por entre os meus sonhos e medos.
Embalado em ilusões que anseio,
por tantas lutas e perfeitos segredos.


Quase toco o teu íntimo profundo,
ao lembrar o teu sorriso sincero,
nada há mais belo neste mundo
que o teu olhar que sonho e quero.


E falo, insanamente, com a solidão,
enquanto o fogo consome a tua imagem,
sinto, descompassado, o coração,
bater, querer, implorar uma paragem.


Será loucura?
Ou apenas o inferno?
Poderei sonhar e desejar,
que o meu sonho seja eterno?


Porque partir é uma alternativa,
desfaço a mala da ilusão que acalento,
sinto o corpono vazio riscado de dor,
sinto-me sem forças imóvel neste assento.


Um só abraço, seria a minha fantasia.
Um sorriso, uma palavra, um gesto teu.
Isto era tudo o que agora mais queria,
porque nunca morrerá o que um dia nasceu.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Fogo

Perco-me no arder desta lareira gelada
nos estalidos da madeira e no seu cheiro,
vejo ficar em cinzas o que já não era nada,
e sinto-me o último mas sei ser o primeiro.


Enquanto ardes falas comigo nesta loucura,
talvez insanidade ou verdadeira solidão,
ou quem sabe se não será provável cura,
mas a minha dúvida é se será só ilusão.


Lá fora chove parece que o mundo vai acabar,
os Deuses lamentam e choram a tua postura,
e tu sabes quanto é preciso seres tu e mudar,
entretanto nada muda na alma e tudo dura.


Mas esta lareira aquece-me a alma apenas,
o corpo jaz gelado e imóvel caído a seu lado,
e faço das guerras e crises coisas pequenas,
escuto na surdez por vezes o lado errado.


O silêncio, por fim, talvez seja o adormecer.
O fim do fogo em cinzas ardidas esquecidas.
Pela noite tudo voltará de novo ao seu doer,
vagueando na alma por imagens perdidas.


Talvez seja esta a eterna rotina da minha vida,
em voltas circulares que não mudam de sentido,
mas trago sempre em mim esta vontade sentida,
de um dia me sentir um pouco menos perdido.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Lutador

Seguro, com força, a réstia de esperança
deste tenebroso, escuro abismo me salvar.
Choro sózinho como amedontrada criança,
anseio uma mão que me consiga amparar.


Chamo abrigo a este fino galho que me segura,
e pelo meio das lágrimas frias nascem planos,
e sorrio, também mereço, enquanto tudo dura,
mas quebram-me o galho maldoso humanos.


E de novo caio gritando aflito por um socorro,
nada me ouve mas pelo menos desabafo a dor,
e se não doer pergunto porque não morrro,
porque é sempre negro o que outros vêm a cor.


Vem mais um galho, uma pedra, um abrigo,
uma voz que ajuda, um abraço, uma mão,
vem mais uma vez que penso ser um amigo,
e que me trará por fim a eterna salvação.


E tudo recomeça, como se a mágoa fosse circular,
ou como se o imenso abismo nunca tivesse um fim,
Quando penso que terminou, volta tudo a começar,
como que se não houvesse um perdão para mim.


Talvez seja isto viver, e então lutarei eternamente,
com todas as forças e armas que a vida me der,
lutarei sózinho por de todos eu sentir diferente,
lutarei por um sonho, um ideal por quem quiser.


Venham todos os males do mundo em conjunto,
libertem demónios que existirem que eu lutarei,
as forças que tenho jamais me deixaram defunto,
sou rebelde lutador com ideais e assim viverei.

Este enorme amar

No baloiço constante da vida,
cruzamos desejos a cada volta.
Desejamos a melodia querida,
que os sonhos deixam à solta.


E voamos com asas de papel,
em direcção ao sol nascente,
desenhamos sonhos a pincel,
que nascem pelo terno poente.


Falas e prometes o mundo ,
deixa-lo no teu corpo escrito,
entramos em êxtase profundo,
vemos tudo muito mais bonito.


Quisera eu contar o nosso segredo,
sussurando a toda a humanidade,
mas temo muito o teu colossal medo,
esse teu enorme pudor da profanidade.


E sigo-te, meu caminho por entre ilusões,
talvez sejam apenas sonhos para realizar.
E se existe um sentimento que une corações,
não poderá ser diferente deste enorme amar.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Vem...

De velas em riste sobe o negro da rua,
qual marcha fúnebre em campo de flores.
Pelos nevoeiros de uma alma que é tua,
nascem sonhos que acalmam tantas dores.


E vem uma forte maré, turbulenta e agitada,
derrotando árvores e doces desejos milenares,
como que a mostrar que tudo não vale nada,
ignora-a sempre que te permitirem sonhares.


O Mundo é injusto e a vida é muito cruel,
faz dos olhos cairem muitas lágrimas de dor,
mas acredita que um dia tudo te saberá a mel,
quando ao pôr-do-sol se afirmar de vez esse amor.


Vem em brandos sobressaltos de emoção,
abraça-me, acalma tudo o que estou a sentir.
Vem fazer sorrir, como tu sabes, o meu coração,
e viver a vida toda com um simples e terno sorrir.

È...

Porque me lês?
Vens na ânsia de saber que é verdade,
quando sabes que o é com simplicidade?


Porque vens aqui?
Vens para saber que é único e doce, maravilhoso,
ou apenas para passear esse teu ar presunçoso?


O que procuras neste canto?
Vens ver se ainda existe fecidade, amor e sorrir,
que tentas desesperadamente ignorar e destruir?


Sim existe, sim é único e só nosso, sim é verdade.
È sentimento que multiplicado mudaria a humanidade.
Ante-ontem... Se aconteceu, se o mundo parou, se ouvi e senti?
Sim... E mais te digo disse-me coisas que dúvido tenha dito para ti.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Enquanto espero a tua voz

Quis um dia poder voar,
ser talvez um ser diferente,
ter asas de sentir e amar,
e desaparecer ao poente.


Quis um dia poder sonhar,
dormindo calmo e sossegado,
pintar escrevendo um amar,
e um viver doce encantado.


Quis para sempre ser teu e tu minha,
fazer de ti a minha terna eterna Rainha.
Sei que o és, que o sou e que é enorme,
e quem não o aceitar que se conforme.


Quis um dia poder ser noite de luar,
no escuro um guia para te iluminar,
se cor do teu afável olhar sorrindo,
protector do teu doce sonho dormindo.


Quis um dia que eu e tu fossemos um só,
consegui e sorrio porque fizémos este nó,
que jamais se desatará porque é verdade,
é eterno, único, Nosso em cumplicidade.


Um eterno amor assim nunca existiu,
Sentimento igual nunca ninguém viu,
Uma emoção que pára o mundo para nós,
que escrevo enquanto espero a tua voz.

Quatro estações

A espuma das ondas de Inverno,
que desfaz o gelo quase eterno,
emana perfume que cala o inferno,
de um qualquer pesadelo moderno.


Na cor das flores da Primavera,
afirma-se sonho de vida sincera,
sendo mais do que talvez quisera,
um beijo qual realizável quimera.


Assim se faz calor e sorriso de Verão,
que seca lágrimas e faz sorrir o coração,
entre abraços e momentos de emoção,
surge silenciosamente uma boa sensação.


Inventa um novo cair da folha no Outono,
dá-se como se pudesse ser seu e seu dono,
deixa-se embalar, embalando neste sono,
que é viver sorrindo, ser rainha sem trono.


Misturas e reinventas as quatro estações,
juntas pedaçõs partidos unindo corações,
meu e teu plenos de verdadeiras emoções,
eternamente sem mentiras ou imposições.