sexta-feira, 12 de junho de 2009

Grito da Verdade

Enquanto houve sorrisos,
ainda que mesmo forçados,
enquanto eu te dei os precisos,
tu deste gestos educados.


Enquanto eu tive para dar,
sem nada de volta querer,
tu soubeste sempre agradar,
soubeste um sorriso oferecer.


Enquanto andei a sabor do vento,
bailando em sorriso de mentira,
souberam me dar o momento,
souberam controlar a minha ira.


Mas um dia a alma acordou,
quis ter uma personalidade,
quis ser sentimento e gritou,
o grito da sua verdade.


E nesse dia, uns fugiram,
outros iniciaram a rebelião,
outros ainda mentiram,
palavras sem coração.


Porque amigos podem não te fazer rir quando não estás triste,
mas far-te-ão sorrir quando sentires que a dor e tristeza existe.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Abre a tua mão

Abre, generosa, a tua mão,
quero apenas e só a ti dar,
o meu muito ferido coração,
para que o possas guardar.
Por favor não digas que não,
sabes que só a ti o posso confiar.


Vivemos em mundos diferentes,
apesar de sermos carne igual,
seguimos rumos divergentes,
saímos ambos da vida mal.


Talvez por seres mais que eu,
ou sentires menos do que sinto.
Talvez apenas por sonhares menos,
muito menos que o que sonho e pinto.


Mas foste, vives em outro mundo,
numa baía perdida de noite ao luar
ou num mar longínquo e profundo,
num banco, um muro a naufragar.


Abre, generosa, a tua mão,
quero apenas e só a ti dar,
o meu muito ferido coração,
para que o possas guardar.
Por favor não digas que não,
sabes que só a ti o posso confiar.


E vocês que se acham supremos,
não vêm como erram na vida?
Dizem menos que queremos,
aprofundam sempre mais a ferida.


Nem em sonhos imaginam o doer,
o chorar que provacam em cada olhar.
Talvez achem que são a razão e o viver,
e que cada um vos tem de adorar.


Talvez por serem mais que eu,
ou sentirem menos do que sinto.
Talvez apenas por sonharem menos,
muito menos que o que sonho e pinto.


Abre, generosa, a tua mão,
quero apenas e só a ti dar,
o meu muito ferido coração,
para que o possas guardar.
Por favor não digas que não,
sabes que só a ti o posso confiar.


Até tu em quem confiei a vida cegamente,
foste capaz de fazer ruir este nosso castelo,
e continuas certo que és verdade erradamente,
que tudo o que fazes e bom, supremo e belo.


Atenta nas palavras que professas,
que dizes ler intimamente no teu ser,
por uma vez abre-te e diz que confessas,
o teu errar, o teu vitorioso perder.


Talvez por seres mais que eu,
ou sentires menos do que sinto.
Talvez apenas por sonhares menos,
muito menos que o que sonho e pinto.

Abre, generosa, a tua mão,
quero apenas e só a ti dar,
o meu muito ferido coração,
para que o possas guardar.
Por favor não digas que não,
sabes que só a ti o posso confiar.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Monólogo

Queres ficar, mas não vês como a espera dói,
por entre esquecimentos que queres lembrar,
para não te doer o olhar triste que mata e mói,
enquanto se rasga um louco presente a acabar.


Prendes o fumo entre beijos em cigarros acesos,
que te trazem sons, imagens e doces perfumes,
caricías suave nos teus rebeldes cabelos presos,
que vais fazendo e reacendendo antigos lumes.


E lá fora a noite é escura, já não há luar,
é frio, agreste o jantar que comes a sós,
tão frio que te faz suar ou talvez chorar
conversando só, com a tua monótona voz,


vês cada segundo passar na brisa que não corre,
parado no espaço, no tempo, na tua memória,
imagens, palavras do tempo que nunca morre,
de um luar que jamais abandonará a tua história.


É frio o quente de outrora,
é amargo o doce que sentes,
vai doer mas já não demora,
a saudade que ainda mentes.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Senil

Para que serve ter todo o tempo do mundo,
se o desejo se revela apenas em um segundo.
Para quê desejar toda a água que há no mar,
se a vontade só quer um canto para aguardar.
De que serve almas a fazer juras de amor,
se a humanidade desse sentimento sente pudor.


Já sei, quero ficar senil, louco,
quero ter aquele olhar vazio,
quero ser menos um a contar.
Ser feliz mesmo com muito pouco,
nunca sentir este amargo frio,
e nunca, jamais voltar a chorar.


Eu só por mim, gostava apenas de te ter,
de sentir como é doce o teu feitio de mulher.
Poder perder-me no teu olhar distante e louco,
sentir-me feliz por na vida ter tão pouco.
Poder sorrir, acordado, durante a noite escura,
por te ver dormir, a meu lado, tão segura.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

No meio da multidão

E de repente, ali estava eu,
ao centro no meio da multidão,
num palco, isolado, só meu,
onde era o centro da atenção.


Todos me olhavam, ansiosamente esperando,
que uma palavra, qualquer, se soltasse em mim,
mas mudo, cego e imóvel, soltei... brando...
A palavra que termina tudo... Disse chegámos ao Fim.


É estranho sentir uma imensa solidão,
vontade de chorar em dia que é de festa,
mesmo quando estamos no meio da multidão,
e as lágrimas são a expressão do que nos resta.

Aquela Musica


Hoje não me apetece passear o cão,
quero ficar aqui ao escuro, nesta sala.
Quero ouvir aquela musica com emoção,
quero sorrir feliz, e contigo cantá-la.


Vou dançar, nos teus braços, a noite inteira,
vou escolher outra música daquelas nossas,
vou ficar louco e entrar na nossa brincadeira,
vou ficar assim até que queiras e possas.


Vamos rodopiar em passos estranhos,
inventar coreografias só para nós os dois.
Vamos trocar os negros para castanhos,
seremos um para o outro, imortais, heróis.


MAs quando vir a mim, saindo do meu céu,
quando o sono, doce, leve me atraiçoar,
tirando-me do sonho que é, pelo menos, meu...
Então, vou fechar os olhos e acredita...hei-de chorar.

Partida da vida...

Quero dizer que te amo,
que és o meu único poema.
Mas sempre que te chamo,
surge esta dor suprema.


Arranho a pele, misturando sentimentos,
inundam-se os olhos, vem o desespero.
Fecho os olhos e vejo-me por momentos,
a pairar, planando sem as asas que quero.


E vem de novo todas as imagens da vida,
as boas e más que me confundem a alma.
Vem toda a alegria que sempre foi querida,
vem esta raiva que me extingue a calma.


Quero dizer que te amo,
que és o meu único poema.
Mas sempre que te chamo,
surge esta dor suprema.


Bate forte o coração, descompassado,
os olhos já navegam na sua nascente,
os cabelos é entre os dedos puxado,
porque hoje até a verdade já mente.


Salto no ar, caindo no abismo sem rede,
solto um grito mudo que ninguém sente.
Vem o sorriso de que ainda tenho sede,
vem a imagem de quem magoa e mente.


Quero dizer que te amo,
que és o meu único poema.
Mas sempre que te chamo,
surge esta dor suprema.


E ainda que tudo seja um estúpida ilusão,
mesmo que ingénuamente queira acreditar,
hoje já não há, ninguém sente, o coração,
já é tarde, o comboio partiu, não dá para voltar.


Quero dizer que te amo,
que és o meu único poema.
Mas sempre que te chamo,
surge esta dor suprema.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Suspirinhos de Felicidade

É este ar fresco matinal no rosto ensonado,
brisa marinha, intensa, perfumada a orvalho,
o simples querer de um ser triste e cansado,
que tantas vezes tem por companhia o trabalho.


Pode até ser apenas a ilusão de um bem querer,
ou até um sonho que não se quer mais acordar,
seja o que for, porque o destino o manda fazer,
quero senti-lo em mim e poder voltar a sonhar.


Suspirinhos de felicidade,
doce sorriso que faz sonhar,
alegria que carrega a saudade
da vontade de querer acordar.


Antagonia irónica entre o dentro e o fora na alma,
ou mesmo o desejo, preso e reprimido de um grito.
A certeza da dúvida que nem assim abala a calma
de um coração que para ser feliz luta ferido e aflito.


Ainda que carregue no seu íntimo mais secreto,
toda uma vida em mágoa, de um triste não saber,
lança, por fora, suspirinho de um amor discreto,
lança por dentro, em festa, todo o seu bem querer.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

O momento... O Mundo Parou

Anda... Vem... Nem por um segundo hesites
Quero sentir, no meu pescoço, o teu respirar,
arrepiar-me ao senti-lo por sentir que existes,
e de olhos fechados sentir o mundo a parar.


Sinto o toque suave, da tua pele. no meu rosto,
sinto o perfume do teu cabelo a envolver-me,
sinto que sentes em mim este enorme fogo posto,
que é desejo e um amor enorme a prender-me.


Chegas com os teus lábios finos em felicidade,
onde saiem as palavras doces que sei para ti,
digo-as todas sempre puras e na maior verdade,
porque sou assim para ti em tudo o que já senti.


E beijas-me, loucamente, como se fosse já amanhã
o fim do mundo e tudo terminasse naquele segundo.
Deixas-me sem norte, baralhado numa doença sã,
em desejo, em delirío em amor enorme e profundo.


E assim, quase sem me tocar, levas-me à loucura,
desatas o desejo e com palavras ditas em surdina,
fazes-me voar maus alto e ficar a pairar em ternura,
abraçado a ti e ao teu sorriso terno e doce de menina.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Terra do Nunca

Bem vindo à minha casa,
ao meu espaço ilimitado,
onde o silêncio me arrasa,
e tudo está sempre inacabado.


Aqui o sorriso não tem perfume,
o olhar jamais consegue horizonte,
a lenha nunca se consome em lume,
e a água já não cai da mesma fonte.


A luz, é sombria, fraca e triste,
o calor é frio e húmido e cortante,
aqui jaz a vontade que ainda resiste,
de um imenso sonho sempre distante.


Sê, a esta Terra do Nunca, Bem Vindo,
Aqui onde não há árvores nem florestas.
Acomoda-te neste espaço antes lindo,
onde agora até os círculos têm arestas.


Bem vindo ao espaço que é utopia,
sendo a maior de toda a verdade.
Aqui, onde antes reinou a alegria,
vive solidão que já nem sabe a idade.


As cores já não têm nenhum vigor,
as imagens estas sêcas e gastas.
Nesta sala onde um dia se fez calor,
hoje correm ventanias madrastas.


Pelos corredores cheios de passos perdidos,
ainda vagueiam vultos sem alma nem rosto.
Aqui perdem-se sonhos por outros esquecidos,
e nada jamais se fará com o mesmo gosto.


Sê, a esta Terra do Nunca, Bem Vindo,
Aqui onde não há árvores nem florestas.
Acomoda-te neste espaço antes lindo,
onde agora até os círculos têm arestas.


Talvez alguém se lembre e traga um dia,
a vontade desvairada de voltar sorrir.
O bater na porta e ao abrir que sorria,
para depois todas a minhas janelas abrir.


Sê, a esta Terra do Nunca, Bem Vindo,
Aqui onde não há árvores nem florestas.
Acomoda-te neste espaço antes lindo,
onde agora até os círculos têm arestas.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Sociedade Hipócrita

Começo a acreditar que a hipocrisía é dom,
que o cinismo e a ironia são boas qualidades,
esquecer o que somos é sempre de bom tom,
e as mentiras são sempre superiores às verdades.


Começo a ver como prevalecem os seres superiores,
que é enorme e voraz a sua vontade de mentir,
que é sempre bem melhor os seus pareceres exteriores,
do que ter por dentro a sua alma a sorrir.


Ohhh Sociedadesinha hípócrita e de mentira,
que compras os corpos e sorrisos por milhares,
mas que respondes com toda a tua enorme ira
às almas que tentas enganar para depois pilhares.


Mas ainda acredito que um dia a verdade será maior,
que um sim será sim, e o não terá a verdade da razão.
Ainda quero acreditar que apesar de causar dor,
se diga com franqueza, porque é a verdade, um não.


Quero muito poder ver, ainda, talvezpor ser sonhador,
que o mundo é verdadeiro e transparente no seu ser.
Senão de que vale ao Homem jurar puro e sentido amor,
se ninguém saberá se é a verdade o que ele está a dizer.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Todas as noites

Todas as noites passo naquele banco,
todas as noites volto á baía sozinho,
sem deixar passar uma noite em branco,
vejo sempre o horizonte daquele cabo sozinho.


Todas as noites, calado, falo aqui contigo,
fico sem resposta mas imagino o que dirias,
sinto tudo como sente qualquer amigo,
sinto tudo como nas noites em que sorrias.


Percorro cada centímetro de uma vida,
que tento levar ao cabo do mundo,
uns dias feliz outras um tanto sofrida,
mas o caminho é frio por ser escuro e profundo.


Uma vezes penso ser tarde, outras ser cedo demais.
Há dias em que está frio, outros o calor é abrasador.
Mas no fundo os dias têm sido todos sempre iguais,
e cada dia passado é simplesmente aterrador.


Todas as noites o sonho é sempre igual, doce...
Todas as noite o vazio é enorme, intenso...
Como que se a existência já não o fosse...
Mas a verdade é que a saudade é um sentimento imenso.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Uma Gota

Uma gota... Simples, singela...
Uma pequena gota de mundo,
enorme o que carrega nela,
esse imenso sentimento profundo.


Uma gota... não é mais que uma gota.
que não pode, nem consegue contrariar
as leis impostas pela gravidade,
e que escorre pela vida fora...
Talvez por ter o peso de um sentimento,
Talvez por apenas ser obra do momento.


Uma gota... igual a tantas outras mais,
uns dias em enchorradas de inverno,
noutros apenas escorre imóvel solitária
por ter inundado um olhar em silêncio.
Talvez por ser o gesto visívél do coração,
Talvez por ser a minha única oração.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Versos fáceis...Sentimentos dificeis...

No perfume de um vazio e frio olhar,
aquele que temos antes de os olhos fechar,
jazem moribundas ilusões por realizar,
esvoaça a felicidade solitária no ar.


Mesmo num doce e meigo querer,
jamais poderás um dia vir a saber,
que há algo que dói mais que morrer
quando sabes e sentes e deixas de ver.


E ainda que queiras um dia voltar e vir,
que tenhas um vontade de saber sorrir,
que tudo de bom te faça de novo sentir,
é tarde para tudo isto agarrar e conseguir.


Já não és mais um feliz e criativo sonhador,
as tuas mãos amparam e não desfazem a dor,
não serás capaz de regenerar em ti o calor,
e deixarás de acreditar no puro e sincero Amor.


O tempo leva tudo sem que nada dure...


sexta-feira, 1 de maio de 2009

Calar o Silêncio

Sim é o silêncio que te grita no escuro do dia,
que desmonta todo o sonho que solitarário queria.
Um clamor surdo que invade e rasga a tua alma,
uma tempestade que se abate em ti com imensa calma.
Um abismo que se abre aos teus pés que não têm chão,
como se uma lágrima fosse nada e um sim fosse não.

Sim, um inodor cheiro intenso a nada que te deixa assim,
que faz de ti, incerto, aquilo que há muito fizeste de mim.
Uma onda avassaladora dominada por um não querer,
que te puxa ao chão por mais que queiras deixar de sofrer.
Sofres em silêncio por trás de um sorriso de mentira,
que mascára a tua dor mas jamais calará a tua ira.

Tu e eu sabemos como tudo isto mói,
sabemos o frio que faz num verão que dói.
Calamos estúpidamente a pura verdade,
presa livremente numa falta de vontade.
E choramos longe, a sós no meio da multidão,
dizendo com o olhar o que não fala o coração.

E o relógio imparável dá horas inquietamente paradas no tempo,
ouves músicas no silêncio da noite, sons calados a cada momento.
Pintas a dor umas vezes a cores berrantes outras em tons claros,
E o calor de um abraço, de um carinho tornam-se momentos raros.
Como se a vinda ao mundo, e toda a tua vida não tivesse sentido,
como se nada nem nunca, o amor e a felicidade te tivesses sorrido.

Mas o tempo não pára e é imensamente doloroso,
faz do veludo da vida um tecido áspero e rugoso.
E por mais que inundes o teus olhos ternos e doces,
jamais lavarás a alma de todas as mágoas precoces.
E mesmo calando ouvirão a tua voz chorar de saudade,
porque é nela que está a única e solitária verdade.

Sonhar um sorriso

Pedes-me um sorriso,
eu dou-te o meu.
Pede-me um olhar,
tu sabes que é teu.


Pedes-me um momento,
para fazer parar o mundo,
Dou-te a minha vida inteira,
em troca desse segundo.


Pedes-me um toque de carinho,
dou-te a minha trémula mão,
que se move ansiosa por a ti chegar,
e poder levantar-se do frio chão.


Pedes-me o beijo que ficou preso,
numa lágrima voadora ainda a cair.
Esse é o sonho doce por realizar,
e o único que me faria sorrir.


È apenas, mais um incólume delirío.
porque tudo não passa de um sonho.
A moléstia da vida vive no coração,
e o meu sorriso tornou-se medonho.

terça-feira, 21 de abril de 2009

O fim do dia

Só queria mesmo ver a lua,
aquela que vem mudar o dia,
que trás a solidão a esta rua,
o fim do dia era tudo o que queria.


Cada palavra que leio e ouço dita
tantas vezes por amigos sensacionais,
trás-me uma dor à garganta aflita,
trás aos meus olhos invernos brutais.


E eu que só queria ter um dia sozinho,
vou ter de passar cínico por todo o dia,
vou ter de fingir em cada sorrisinho,
vou ter de dizer que sou feliz como queria.


Mas talvez o dia possa até ser curto e fugaz,
talvez possa um sonho ser quente, abrasador,
talvez uma vez, um olhar possa ser capaz,
de me fazer sorrir e sentir um grande amor.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Sê bem vinda


Olá, sê bem vinda a este mundo que é teu.
Se um dia chorei por ti hoje quero sorrir contigo,
hoje que contigo tocar uma estrela no céu,
hoje quero ser muito mais que teu amigo.


Hoje, que desde ontem, é um dia novo,
é um natal feliz que há muito ansiávamos.
Eu, ele e ela, toda esta gente, este povo,
que por ti, contigo no silêncio chorávamos.


Quando contigo estive, perguntaste como estava.
Disse-te a verdade do que sentia, sem mentira.
Disse que comparado, no céu me encontrava,
e que assim era desde que a sorte me fugira.


Hoje de volta, aqui comigo, longe mas sempre perto,
o meu, teu, nosso, céu ficou um pouco, muito melhor.
E sei que a verdade, porque ela existe, vingará por certo,
e o pesadelo não mais fará crescer a enorme dor.


Sê bem vinda, tu que fazes parte de mim, do meu mundo.
Do mundo de todos nós que te amamos e te queremos bem.
Sê bem vinda onde não devias ter saída sequer um segundo,
mas que a vida levou por momentos que não agradaram a ninguém.


Um dia, tudo se dissolverá, a uns mais outros menos.
A ti doerá muiot e eternamente, eu sei que será assim.
Mas em todos restará a imagem da mulher lutadora que temos,
e nos momentos em baixo prometo terás tudo o que quiseres de mim.


Sê bem vinda Sandra

segunda-feira, 9 de março de 2009

O purgatório

Pela primeira vez, desci ao purgatório.
Nesse sítio onde as almas são destiladas,
onde as lágrimas por força do oratório,
se transformam em pequenos nadas.


É tudo muito pior do que imaginei,
muito mais frio, muito mais duro.
Mas ver-te foi único, por isso chorei,
e tudo terminará bem no futuro.


Quero, da minha força, tudo te dar,
do meu sorriso, a felicidade te dar,
do meu olhar um futuro a contemplar,
para te proteger nada como o meu abraçar.


Em tons de amarelo, verde e castanho, era feio,
com toda essa privação e a disciplina imposta.
Mas levei comigo a doçura de te ver e o sorriso veio,
quando te olhei e a felicidade teve resposta.


Eu sou pouco, ou nada, neste enorme mundo,
mas por pouco que valha, estou sempre contigo.
Nunco de ti duvidei, nem por um segundo,
e sou teu sangue, sou teu apoio, sou teu amigo.


Força Sandra o pesadelo vai ter fim não tarda. Beijinho enorme do teu primo que te ama.

domingo, 1 de março de 2009

Se a minha existência salvasse a humanidade

Se o sonho... acaba errado,
se o toco.... termina sempre quebrado
se o cheiro... fica logo murchado
E um beijo... acaba sempre acordado.

Se ao menos a minha existência
Salvasse a Humanidade.
E com uma enorme veemência,
me salvasse de verdade.

Se canto... sai sempre desafinado,
Se assobio... mais valia estar calado,
Se faço um gesto... está de novo errado,
Se tinha uma vida... estou de novo atrasado.

Se ao menos a minha existência
salvasse a Humanidade.
E com uma enorme veemência,
me salvasse de verdade.

Mas na verdade, quem é a humanidade?
Para mim a humanidade é quem me ama,
E para esses eu sou importante de verdade,
E a minha existência salva sempre quem me chama.
dedicado a ti Elsa, tu "salvaste-me" um dia :). Obrigado por Existires.