quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Um agradecimento especial - Alma de Verdade na Rádio

Desta vez não vos escrevo em "texto enfeitado", se bem que o acontecido assim o merecia.


A Nayantara, locutora de rádio, na passada segunda-feira dia 5 de Outubro, declamou o texto "Minha eterna doença" no seu Programa de Rádio, "Boa Tarde Alentejo com Cristina Chalaça".


O meu enorme agradecimento.


Gostava que comentasses como aconteceu, como foi, o porquê do texto escolhido e já agora que deixasses uma forma de te ouvirmos na rádio.


Beijinho muiiiito grande amiga

O Meu mundo...

Já te deitaste na relva verda e húmida,
a ouvir suavemente o cheiro da flores
e a sentir o perfume do canto das cigarras?


Ou mesmo repousar o teu corpo no frio,
da areia numa praia quente de verão
e tocar o molhado que te deixam as estrelas?


É tão complexo o doce, amargo da utopia,
a leveza do insuportável peso que a alma carrega
quando do silêncio fazes o teu grito.


É tudo tão breve que dura uma eternidade,
tudo tão calmo nesta inquietude irrequieta
que no fundo é a humanidade.


É tão bom e especial ser apenas eu...
É tão verdade, o meu mundo, para mim...
É tão puro e transparente este céu...
É tudo tão único que nunca terá fim...

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Eterna Doença

Poder-te ia ter dado, do sol um raio de luz,
embrulhado numa gota de chuva ao luar.
Pensava ter tudo o que é verdade e seduz,
julgava que só assim se deveria amar.


Poder-te-ia ter dado mais um pouco de sorriso,
e choro porque não me ajudaste a conseguir.
Pensava que palavra era tudo o que era preciso,
e que, o que dizias, farias como eu a sorrir...


Podes até pensar que não te amo, ou amei...
Confesso-me confuso, magoado e esquecido.
E hoje ouvindo sons que um dia esquecerei,
sinto saudades de todo um sentimento perdido.


Podes até pensar que não mereço uma palavra tua,
ou dar-te apenas um abraço e um sorriso de amigo,
mas trago no peito, bem lá dentro está verdade nua,
de um dia poder ser feliz, olhando o silêncio contigo.


Porque a noite trás a calma inquieta da solidão,
por baixo dessa tua máscara de fuga e felicidade.
Eu sei que choras á noite perdida nessa emoção,
de ter ficado algures, só, perdida nesta cidade.


Talvez eu não te tenha sabido amar, como tu querias,
mas também não me soubeste fazer feliz como sonhava.
Podem passar mil anos que nã esqueço quando sorrias,
nem a lágrima que chorámos quando tudo acabava.


Dói demais... essa é a verdade.
Dói tanto essa tua indiferença.
Dói e não passará com a idade,
será a minha eterna doença.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Margarida... Muito mais que uma flor...

Não sei, se será desse teu nome de flor,
do perfume que emana em tua doce alma,
ou mesmo do teu sorriso ser sincero amor,
amizade, cumplicidade estranha que dá calma.

Não sei, se será dessa tua rebeldia natural,
que sai em marés vivas de bravura obstinada,
ou mesmo desse teu olhar maroto sem mal,
que faz sorrir e torna tudo num pequeno nada.

Não sei, se será deste estranho querer-te bem,
que trago no peito desde o dia em que te conheci,
ou mesmo deste sentimento bom de ser alguém,
para todos os que te amam e sobretudo para ti.

Mas sei, que és Tu, Única e Sensacional, sem explicação
que trazes no teu Ventre, fruto teu e de quem amas,
que és como eu, verdade, sinceridade e pureza de coração,
que estarei sempre aqui, voando sempre que me chamas.

Para ti Maggie com um beijinho enorme, um abraço ao Bruno e um beijinho muito grande para a princesa Inês. Espero que gostes, apesar da falta de inspiração, escrevi o que sinto e que para mim é verdade.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Um Desejo...

Que este sol de Outono,
Ilumine a tua alma de verão,
Seque o inverno dos teus olhos,
E se faça em Primavera no teu coração.

domingo, 13 de setembro de 2009

Mulher de Verdade

Pois é sorriso doce, é triste mas este mundo
rouba-nos a alma, por sermos Sinceridade.
Uns ignoram e dormem num sono profundo,
tu acordaste e viste que existe uma verdade.


E do nada foste lutadora, uma heroína sem igual,
disseste basta, viraste uma curva no teu caminho.
Talvez exista quem não te entenda e até ache mal,
eu, estou contigo, sem verdade vale mais estar sozinho.


Viste os erros e todo o mal, soubeste-os distinguir,
ficaste muito mais adulta nesse dia, os meus parabéns.
Hoje, já mais calma voltaste a ler o testemunho a sorrir,
publicaste-o porque hoje, és mulher em cada sonho que tens.


Talvez por isso, sinta uma estranha cumplicidade contigo,
talvez por seres verdade como eu, e quereres ser feliz.
Hoje, como ontem, te digo que desejo muito ser teu amigo,
porque me dás felicidade de cada vez que sorris.


Dedicado a Joana Neves Gonçalves. Nunca deixes de ser como és e não mudes nunca porque melhor seria impossível. Beijinho, espero que gostes.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Judiaria...



Como pode alguém enganar-se
ao ponto de a si mesmo mentir,
ter saudade e não poder chorar-se,
e obedecer mentindo a sorrir.


Como pode alguém que não é cego,
destruir um sonho sem querer ver,
fazendo a vida como se fosse de lego,
construindo, impondo tudo a seu prazer.


E em silêncio sofre uma alma magoada,
de medo infernal de um monstro como diz,
E mente todos os dias e noites angustiada,
sofrendo e chorando os dias em que foi feliz.


Em palavras muitas vezes a silêncio ditas e juradas,
juramos que um dia existirá uma enorme felicidade.
Mas como podem estas maldades ser perdoadas,
quando se oprime alguém que ama em verdade.


Poderias crucificar esse sonho como forma de o prender,
ou até fazê-lo como pena do mal que fazes a uma flor,
Podes até matar e fazer calar mas nunca hás-de ter,
toda a verdade e a pureza de um sincero e puro amor.

Divindade só tua...

Tinha a esperança tatuada em mim,
libertando perfume em ondas de calor,
sentia que a luz que emanava enfim,
sentia que este sorriso nunca traria dor.


Trazia nas mãos, o chão da luta da demora,
nos olhos um mar, doce e revolto em agonia.
Tremia do frio que o medo dá quando chora,
sentia aquela multidão que torna a noite vazia.


Pensei ser o fim, o real abismo sem fundo,
um salto no escuro sem rede e de peito aberto,
ou um olhar fugaz de alguém perdido no mundo,
onde querer ser feliz pode ser tudo menos o certo.


Mas tu, minha angustiada eterna saudade,
deste-me, na doença, a luz e a verdade,
deste a ver que partir jamais será felicidade,
tu só tu, único como sempre, na tua divindade.


E vi que dói, que talvez tenha sido errado,
vi que a obra nasce do sacrifício e do suor,
que não quero ir mesmo estando abandonado,
vi que em mim existe muito e puro amor.


E ainda que a dor exista e seja real como não imginam,
fizeste-me ver o que sinto agora que para mim sorris.
Que não quero que o coração me pare e os sonhos partam.
E tu se encontrares alguém melhor que eu... então sê feliz!

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Delicadamente

Delicadamente penso em ti,
como se fosses frágil e singela,
como água cristalina e transparente.
Uma flor perfumada a doce e olhar,
algo tão puro e sincero tão somente,
um ser único capaz de olhos inundar.


Delicadamente lembro como és,
como queres mostrar que não és,
lembro o teu sorriso e o teu olhar,
o toque da tua pele e o teu perfume ,
o dormir seguro no nosso amar,
o fogo quente que tinha o nosso lume.


Delicadamente, como esta lágrima,
que escorre sem destino... a minha vida.
Penso como será o teu amanhecer,
o teu dia e a tua noite... e choro.
Penso se como a mim te estará a doer,
lembro-te a ir como que a dizer... Não demoro.


Delicadamente, queria ver-te uma última vez,
é o meu último pedido estou a partir...sabias.
Talvez nunca te possa dizer tudo o que sei,
ou mesmo fazer sentir o que imaginas que sinto.
Queria dar-te o que pensava dar-te e nunca dei,
queria abraçar-te, é a verdade, eu não minto.


Delicadamente eu, tudo daria, é o meu último pedido,
antes de o meu coração, sucumbir e parar de novo.
Um abraço, um olhar... em verdade e pureza.
Um saber perdoar antes de eu, por fim, partir.
Porque é essa a nossa eterna e maior nobreza,
ver que os que partem, o fazem sempre a sorrir.


Delicadamente prometo por tudo o que quiseres,
que lá, onde esteja, te vou proteger e de ti cuidar.
Mesmo que não o sintas nem agradeças com gestos,
porque palavras não mais irás ouvir de mim.
E os sonhos e vontades que deixo aqui expressos,
são a expressão que a minha vida está a chegar ao fim.

Um gesto, um abraço, um carinho.
Porque tu és verdade em mim.
Um conforto para eu levar no caminho,
que vou ter agora que está a chegar o fim.

Prolapso


Um dia vou adormecer e não acordar mais,
talvez então seja feliz e descanse em paz.
Quem sabe as inquietações dos meus pais,
de as ouvir, felizmente, eu já não seja capaz.


Um dia vou sorrir, lá bem alto.
Porque tive o meu momento,
e por querer ser feliz dei o salto
que hoje já nem sei se lamento.


Por amigos lutei e fiz-me lutador,
por uma companhia doce sonhei
fui amigo, amante, um amor,
mas foi assim que acabei.


Quem dizia ter medo de me perder,
hoje, pode até parar o meu coração,
que não é problema, nem quererá saber.
Morreu toda aquela emoção.


Há quem escreva, fale e proteste,
mas não tem coragem de ser verdade,
não me sabe dar um sorriso daqueles,
que faz chorar pela cumplicidade.


Há até quem me ame e diga que não,
sofra por vontade e medo, falta de coragem.
Como será infeliz sem o meu pobre coração,
quando eu embarcar nesta última viagem.


Pois é, o coração está fraco.
De lutas e guerras que doiem,
a alma de verdade está um caco,
de tantos sofrimentos que moiem.


Talvez um dia te lembres de mim,
com o sorriso que todos gostavam.
Talvez um dia saibas chorar assim,
tu e todos os que me amavam.

domingo, 16 de agosto de 2009

Hoje

Ingénuo e inocente,
crente em tudo, todos
e na esperança de ser feliz.
Uma velha criança em dúvida,
cansada de luta e guerra,
incerteza e mentira sofrida.


Hoje, com medo da verdade,
abomina a mentira e nela
foi ensinado a viver.
Tem medo da solidão e da multidão
morre de susto da calridade da luz
e passa noites com medo da escuridão.


O perfume da verdade que nunca conheceu,
deambula moribundo á procura de um sorriso.
As palavras ditas, ao vento, fazem-no chorar.
Os sonhos insípidos que antes a doce sabiam,
esvoaçam na memória de quem so quer ser feliz,
e a dor veste traços facias, dos sorriso que mentiam.


Assim, cumpro a pena de querer ser feliz,
de acreditar que a verdade é sincera e pura,
que uma palavra é dita com honra e significado,
que um sentimento forte é algo sem cura.
E por mais que queiras pintar felciidade na tua vida,
a solidão será eternamente a tua companhia futura.

sábado, 8 de agosto de 2009

Eu não sei viver neste mundo...

Eu não sei viver neste mundo...
Ou então sou eu que ando errado.
O que é bom e verdade é tão profundo,
que parece jamais ser alcançado.


Oh Deus... Como podem existir seres assim.
Sim, imploro uma resposta, que me traga a luz,
Porque até posso nunca ter visto o erro em mim,
ou que a imposição e mentira é algo de bom que se produz.


Como pode um ser ser cobarde de aceitar,
que o sol se ponha todos os dias no mesmo local,
e esperá-lo de olhos inundados de um chorar,
por imposição de um execrável ser imoral.


Como pode ser chamado de homem um ser,
que prende a vida a quem quer ser feliz e amar,
apenas porque não sabe que é o erro, nem sabe perder,
e por isso prefere prender a deixar um tesouro voar.


Como pode alguém impor a sua vontade,
contra a debilidade de uma doce mulher,
sabendo que nunca lhe terá a verdade,
porque o amor não cresce quando alguém quiser.


Porque escrevem algumas pessoas,
palavras que sabem nunca farão.
Não percebem que as coisas boas,
não saiem dos dedos, saiem do coração?


E os desleais seres que se imaginam reis,
que fazem do mexerico a sua vida real.
Pensam que impõem normas e leis,
e que nunca erram ou fazem mal.


Oh Deus... Ouve a minha prece.
Eu não sei viver neste mundo...
Vê como o meu coração adoece,
e leva-me já ter contigo neste segundo.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

A melhor tarde

Um dia, todas as tardes serão assim,
amor e muito amor que partilhamos,
num tudo nada, num simples sim,
fazemos o sonho que hoje agarramos.


A entrega total sem porquê ou porque não?
Palavras ditas num momento que é loucura,
verdades só nossas, estendidas na nossa mão
e sentimento que prometemos ser a nossa cura.


Repartiste o sol que te trás linda e dourada,
Dei-te parte da minha areia para te deitar,
O teu olhar pára o meu mundo num quase nada,
fechas os olhos como se estivesses asonhar.


Como se nada mais existisse repartimos a refeição,
num momento só nosso sempre presente em nós.
Já na partida, de olhos nos olhos e mão na mão,
disseste que a tua vontade hoje tinha enorme voz.


E foste, feliz, como feliz fiquei na melhor tarde,
confiante e com vontade de sorrir sempre assim.
Porque o amor é chama enorme que me nós arde,
é algo que nunca imaginei que pudesse arder em mim.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Sorrir...

Sim, estou a sorrir...


Porque som passou a ter imagem,
porque as palavras se tocaram,
porque percebeste a inha mensagem,
porque os teus olhos me embalaram.


Sim, estou a sorrir...


Porque o momento se repetiu,
porque vi o sorriso que dá vida,
porque a minha areia se dividiu,
porque contigo a vida é colorida.


Sim, estou a sorrir...


Porque estás linda e bronzeada,
porque estás certa do futuro,
porque dizes tanto mesmo calada,
que me dás força e salto qualquer muro.


Sim, estou a sorrir...


Porque espero e muito quero,
porque um dia sonhei e hoje é real,
porque o que existe é puro e sincero,
e nada nos poderá fazer nenhum mal.


Sim, estou a sorrir...


Por ti, por mim, por uma felicidade partilhada,
Por um futuro que queremos a sorrir.
Por te dar o que me dás e querer em troca nada,
Por uma vida e um sentimento que só nós sabemos dividir...

Um Texto

Não é texto que rime, não é meu e até pode nem ser doutrina que siga sempre. Mas quero seguir e só por isso, por ser lindo e por pensar que pode ajudar muito boa gente que se julga Sábio/a no seu Feudo Senhorial tão pobre de cultura social, pessoal e intelectual.



Leiam, reflictam e não comentem que o autor já nada terá a aprender ou ver reconhecido nas Vossas distintas e sempre agradáveis palavras.



"Depois de algum tempo aprendes a diferença,
a subtil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma.
E aprendes que amar não significa apoiar-se,
e que companhia nem sempre significa segurança.
E começas a aprender que beijos não são contratos,
e presentes não são promessas.
(...)E não importa o quão boa seja uma pessoa,
ela vai ferir-te de vez em quando e precisas perdoá-la por isso.
Aprendes que falar pode aliviar dores emocionais.
Descobres que se leva anos para se construir confiança
e apenas segundos para destrui-la,
e que podes fazer coisas num instante,
das quais te arrependerás pelo resto da vida.
Aprendes que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.
E o que importa não é o que tu tens na vida, mas quem tens na vida.
(...) Descobres que as pessoas com quem mais te importas na vida,
são tiradas de ti muito depressa;
por isso, sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas;
pode ser a última vez que as vemos.
(...)Aprendes que paciência requer muita prática.
(...) Aprendes que quando estás com raiva tens o direito de estar com raiva,
mas isso não dá o direito de seres cruel.
Aprendes que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém.
Algumas vezes, tens que aprender a perdoar-te a ti mesmo.
Aprendes que com a mesma severidade com que julgas,
tu serás em algum momento condenado.
Aprendes que não importa em quantos pedaços teu coração foi partido,
o mundo não pára para que o consertes.
E, finalmente, aprendes que o tempo não é algo que possa voltar para trás.
Portanto, planta o teu jardim e decora a tua alma,
ao invés de esperar que alguém te traga flores.
E percebes que realmente podes suportar... que realmente és forte,
e que podes ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais.
E que realmente a vida tem valor, e que tu tens valor diante da vida!
(...) E que só, nos faz perder o bem que poderíamos conquistar, o medo de tentar!"


Shakespeare


Eu não dizia que era lindo... Agora em silêncio tentem cumpri-lo e lembrem... "Só se sai de um buraco se pararmos de escavar..." ;)

terça-feira, 28 de julho de 2009

Verdade

Espera que aconteça o inesperado,
talvez assim vejam o lutador que és,
talvez aí acreditem na inacreditável,
mentira que vêem cair a teus pés.
Luta por um raio de sol que vês nascer,
luta por um sorriso que tarda em aparecer,
nunca deixes cair os teus braços ao chão,
e grita bem alto quando disseres NÃO.
Levanta-te desse leito, anda vai até ao espelho,
o que vês nesse teu corpo cansado e alma confusa,
poderás até ver algo sujo, usado, iludido e velho.
Mas verás, certamente, a verdade que ainda se usa.
Olha profundamente e diz comigo, "Sou verdade".
Consegues?... Força, se o sentes em ti lá no fundo.
Vês como é bom por ti, toda esta enorme felicidade,
tanto que hoje terás, para ti, um melhor novo mundo.
Podem não te olhar, podem até não te ver,
numa rua inundada de almas todas diferentes.
Podes estar só, contigo, ou rodeado de poder,
Mas só Tu podes ser Tu e a mentira é dos doentes.


VERDADE...
O que é a verdade? Perguntarás...


Verdade,para ti, é tudo aquilo em que crês,
mesmo não sendo correcto, bonito ou feliz,
tudo o que te nasce na alma sem porquês.
Verdade é tudo o que fazes quando sorris.
E se um dia, crente de uma mentira, errares,
nada há melhor que um pedido de perdão.
E assim não mentes, se no dia em que acordares,
reconheceres o erro e disseres... NÃO.
Irás por certo sofrer consequências fracas ou brutais,
pode ser irreversívél o teu erro que mata o teu sorrir,
mas acredita que serás entre todos os comuns mortais,
alguém que de consciência limpa pode descansado dormir.
E se te tentarem corromper ou até subornar,
com actos, gestos ou palavras que custam ouvir,
lembra que nada te soará melhor que um abraçar,
de quem um dia não quiseste enganar ou iludir.
E viverás, como um Deus, capaz de ser imortal,
um anjo na terra que faz sorrir e jamais chorar.
Serás para sempre verdade, consciência e moral,
porque "Só sairás de um buraco se parares de escavar".

Palavras pequenas

Ontem fizeste-me ver uma nova luz,
algo que bem sabes como me seduz.
Jogaste desejos por entre doutrinas
embrulhadas em tudo o que me ensinas.
Um dia, ensinaste-me a amar e a querer,
outro dia também mostraste o que é sofrer.
Mas ontem no silêncio que existe no luar,
falaste algo quem me deu uma noite a pensar.


Pode nem ter sido pensado ou reflexão,
eu, para mim, acho que foi dito com emoção.
Aquela emoção que só sentimos a sonhar,
onde tudo é bonito e um sorriso é amar.
Mas o importante é que o disseste para mim,
e aquela palavra tem muito mais para lá do fim.
"Amo-te", como se não fosse suficiente o teu dizer,
deixou-me pensar durante noite no teu real ser.


Vendo bem, "Amo-te" tem de tudo o que queremos,
tem amor, felicidade, carinho e tudo o que vivemos.
È uma palavra enorme e grandiosa apesar de pequenina,
tal como o meu querer e o teu jeito maravilhoso de menina.
Assim, reflecti e descobri que as palavras pequenas,
como pai, mãe, amor, querer são vontades terrenas,
são pequenas e enormes palavras que dizemos sem saber,
mas sobretudo são enormes pelo que significam e querem dizer.


Nas palavras pequenas como tu, vivem desejos grandiosos.
em poucas letras dizem enormidades e sonhos gloriosos.
Ontem mostraste um pequeno, grande, novo sentido da vida,
e isso faz de ti, a enorme doçura que sempre me foi querida.
Ontem fomos um, ontem fomos amor puro e verdadeiro,
Ontem fomos muito mais que existe pelo mundo inteiro,
fomos deuses, terrenos, vivos em desejo num corpo nú.
Ontem, em pequenas palavras, fomos Amor, Um... eu e Tu.

Está escrito na areia



Partiste qual andorinha,
como se o inverno tivesse chegado,
e o verão já não tivesse calor...
Chorei, sem à noitinha,
muito mais que o que tinha chorado,
de cada vez que levavas o meu amor.


Mas no fundo de todo o meu medo,
uma esperança em agonia resistia,
porque sentimos uma coisa avassaladora.
E tudo por um dia disseste em segredo,
que o nosso Amor era omaior que existia,
e um dia seríamos felizes pela vida fora.


Como sempre marcaste-me com um sorriso,
um segredo simples, singelo e único como és,
um gesto que é puro e de verdade minha e tua.
Contaste aquilo que sabes ser o que mais preciso,
"Escrevi o teu nome na areia, com os meus pés",
E a minha alma, de verdade, sorriu-te simples e nua.


Podemos levar milhares de facadas,
pode a noite nunca mais ser nossa,
pode o sol nunca mais aqui nascer.
Mas teremos almas sempre lavadas,
pelo sentimento que temos e adoça
a nossa felicidade e a vontade de viver.

domingo, 26 de julho de 2009

O teu último sorriso...

Três almas ao sol unidas e douradas,
muitos o sonham, mas nós acontecemos,
em fantasias e doces promessas sonhadas,
um dia tudo tivémos e tudo perdemos.


Talvez fosse da água ou então da felicidade,
ou mesmo por uma vida ter mais meia hora,
mas a verdade é que a nossa cumplicidade
era imensa e hoje qualquer um a chora.


Eu, tu e muito mais que amizade numa vida,
o amor a ser feliz, ter-vos era a melhor da sorte,
e por mais que a existência seja dolorosa e sofrida
só se apagará quando um dia conhecer a morte.


Foi talvez a última vez que sorri de verdade,
foi, até hoje, a última vez que vi o teu doce sorrir,
foi marcante pela doçura, verdade e simplicidade,
é algo que lembro e sonho desde que te vi partir.


Foi uma tarde e um sorriso que não posso esquecer,
foste tu em pureza, em bruto e verdade sincera,
tudo talvez por um golfinho, talvez para me ter,
mas aquele sorriso era o que eu sempre quisera.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Fizeste-me sonhar



Havia tanto para dizer e fazer,
se tu vestisses o meu futuro,
se fechasses os olhos para ver,
que amar nunca pode ser duro.


Se ao menos o sim fosse sempre sim,
se a verdade fosse a incorruptível lei,
se o início fosse muito mais que o fim,
e quisesses ser a alma de tudo o que sei.


Poderia nascer em nós um novo mundo,
poderia não haver dor nas nuvens cinzentas,
poderia o sol dar um sorriso profundo,
poderia ser a felicidade o amor que inventas.


Havia muito mais que algum texto pode conter,
havia a luz que te faz brilhar e sabes que me seduz,
havia duas almas, dois corpos em um só querer,
e o mundo seria tudo a que o Amor puro se reduz.


Se o teu sonho, fosse o meu sonho também,
se partilhasses o teu respirar numa manhã,
o meu querer fosse o teu e dele fosses mãe,
se tudo não passasse de uma vontade vã.


Poderia um sorriso ser muito mais que infinito,
poderia um rosa não ser apenas uma doce flor,
poderia ser tudo tão doce e feliz, tudo tão bonito,
que jamais algum ser sentiria qualquer dor.


Nas palavras que nunca foram tão doces,
escrevi todo o meu bem Querer e Amar,
e em tudo o que te dei esperei que fosses,
a realidade por tanto que me fizeste sonhar.