Se pudesse dava-te um sorriso,
Ou talvez um sonho doce e feliz.Se pudesse, hoje seria conciso,
a oferecer tudo por quanto sorris.
Eu sei que sou o ser mais errante,
sei até que sou a maior imperfeição,
mas sempre soube perdoar, errante,
uma mão de anos de dor de coração.
Mas errei, fiz o pior, eu sei que sim,
tive uma atitude, ser feliz eu queria,
e hoje, até a amizade chegou ao fim,
acredita, por isto, morrer preferia.
Mas tu és diferente, és soberana,
deves ter toda a razão do mundo,
o perfume do saber de ti emana,
e achas que ser sincero é imundo.
Para ti perdoar é irracional e insensato,
é um sentimento que nunca conheces,
e por mais que queira mostrar o exacto,
tu jamais ouves as minhas perdidas preces.
Porque perdoar uma vez, para ti é muito doer,
mas eu, mentiras e inércias, perdoei centenas,
Mas o erro sou eu e nunca tu ou os teus amigos,
nunca tu e as mentiras que na alma encenas.
A ti te digo, porque gosto de ti e tu sabes que sim.
Perdoar é nobre e um sentimento dos puros,
tal como a atitude e sinceridade que vence no fim
e que torna os fracos em seres enormes e duros.
Mas tu do alto do teu altar, imaginas-te o novo messias,
Tu achas ser mais que tudo e todos na tua vida sem vontade.
Acredita que se pesares erras muito mais que o que previas,
e um dia pagarás bem caro a tua falta de perdão e de verdade.
Mas hoje, se pudesse, dava-te um sorriso,
Porque sou teu amigo mesmo não te vendo.
Porque um amigo é o sempre que for preciso,
e a amizade é infinita, não acaba nem morrendo.


















