E quando vens da intemperie que se faz sentirhá muitas noites, tantas quantas os seus dias.
Como se o sol já não fosse forte para sorrir,
e os olhos fossem os mesmos de quando partias.
Pensando como é bom ter um porto de abrigo,
ter um espaço quente e acolhedor á tua espera.
Mas ao abriress a porta, nada te parece amigo,
e nada mais acalenta e tua doce e meiga quimera.
Venham nos ventos lunares, ou nas poeiras solares,
tragam das chuvas fortes e da neve da mais fria.
Eu fico parado, imóvel prometo, para a alma lavares,
e voltar a ser feliz como quando ainda sorria.
Fechas a porta ao frio e ele passa para o interior,
de luz apagada, cais no silêncio imenso da escuridão,
e enquanto cai uma lágrima quente de toda a dor,
imaginas um abraço sincero vindo do coração.
Ficas assim, inerte, como se não houvesse sorriso,
de olhos bem fechados, a custo, a imaginar a vida.
e vês imagens na memória, com a força que é preciso,
e sentes como a tua passagem é demasiado sofrida.
Venham nos ventos lunares, ou nas poeiras solares,
tragam das chuvas fortes e da neve da mais fria.
Eu fico parado, imóvel prometo, para a alma lavares,
e voltar a ser feliz como quando ainda sorria.
E tentas arranjar coragem e força onde já nada existe,
a vida foi e é, ao contrário daquilo que eu sempre quis,
e hoje já nada tem a força suficiente, já nada resiste,
porque o meu erro foi sempre o querer ser feliz.
Venham nos ventos lunares, ou nas poeiras solares,
tragam das chuvas fortes e da neve da mais fria.
Eu fico parado, imóvel prometo, para a alma lavares,
e voltar a ser feliz como quando ainda sorria.

















