Se o corpo recusasse, porque não quer dizer,o que a alma reclama quando nos chama...
Se no cansaço de alma, de um escravo,
jamais se extinguisse essa inflamada chama...
E se um sol desse luz fria e a lua reflectisse uma imagem,
qual escolherias, para ter nas tuas noites de luar?
Talvez um flor, um animal, qualquer coisa abstrata,
que só sabes comos e faz e como se pode sonhar.
E se no sopro de uma flauta, tocando sozinha com vida
como gostavas que fosse essa doce e bela melodia?
Por certo uma balada, lenta e suave sem som, calada,
talvez um silêncio inerte, que apenas do coração saía.
E se o mundo, irrequieto, desse uma volta ao contrário
ficasse de pino, se a noite fosse dia e o sim fosse não.
Se o mundo acabasse agora, e já nada mais interessasse,
será que aí eu poderia ter por fim o meu perdão?

















