Hoje passei por ti no escuro de um sonho,não que fosse amargurado e medonho.
Escuro porque era noite na rua e chovia,
sonho porque há muito, era isto que queria.
Tenho passado muitas vezes por ti, sozinho,
deitado, triste e com o choro por vizinho.
Sim, é muita saudade, porque eu sei admitir,
saudade dos dias, noites em que te via sorrir.
Sabes, ninguém sorri como tu, livre e solta,
de alma livre a voar e em sonhos envolta.
Um sorriso divino, doce, como tu não sabes ser,
um sorriso que por muitas palvras não faz doer.
Mas hoje passei por ti, num sonho real, acordado,
não me viste, eu sei, também não estava combinado.
E sabes dei-te, mais uma vez o melhor de mim,
o meu ser que me sai dos olhos molhados e carmim.
Passava, se deixasses, mais uma, outra e outra vez mais,
ficarava ali parado eternamente, imóvel, tornando-nos irreais.
Só para te poder ter perto da vista, mesmo sem te poder sentir,
mas ficava e poderia chorar para sempre, feliz, por te ver sorrir.

















