terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Num mundo só Teu

Num mundo que é só teu, ninguém conhece,
o que trazes na alma e preso ao teu olhar,
finges que não sentes nem ouves esta prece,
mas sei que é impossívél ela não te tocar.


Mesmo que não leias, não vejas e não sintas,
que não ouças o que profundo o teu ser te ecoa,
mesmo que te embrulhem a alma com mentiras,
eu sinto e tenho a certeza de que a saudade te doa.


Porque é impossível passar por cima do abismo,
só voando e isso apenas na alma o conseguimos,
no teu silêncio habitual usas de todo o teu sofismo
para esconder o doce que é quando sorrimos.


Sabes que muito nunca sentem o que sentimos,
não sabem que algo existe e é só nosso é ouro,
muitos não percebem o amor quando sorrimos,
e que na vida esse é o maior e único tesouro.


Mas como sempre vives num mundo que é só teu,
onde deixas entrar mas abandonas no labirinto,
onde misturas o que é bom, nosso, e o que doeu,
onde só tu sabes viver e calar tudo o que eu sinto.

Perdido no Teu Mundo

Estou perdido no teu mundo,
só, neste labirinto onde fiquei,
Bastava que desses um segundo,
para te mostrar o que já chorei.


Aqui onde tu me deixaste ficar,
preso a um sonho ou um ilusão,
ficarei à espera da maré voltar,
para poder navegar no teu coração.


E se o mar secar, na pouca água que resta,
se o vento que me gui não voltar a soprar,
espero o brilho da luz entrar por esta fresta,
espero o beijo único que me diga o que é amar.


Sento-me à espera de uma nova vaga,
uma maré em que me venhas a sorrir,
espero um hora qualquer que te traga,
e enfim poderei descansado dormir.


Aqui parado onde me deixaste a chorar,
neste frio recanto que outrora tinha calor,
eu ecôo gritos mudo chorando o te amar,
choro lágrimas doces de verdadeiro amor.

Hipermercado de futilidades


Neste labirinto comercial, onde vagueio,
sempre acompanhado da amarga solidão,
percorro cada corredor atulhado e cheio,
na esperança ter uma doce e terna visão.


Em cada calmo passo perdido que vou dando,
sinto a firmeza da insegurança de estar só.
Sinto a desilusão de uma ilusão dançando,
e uma mágoa que aos felizes mete dó.


E vou correndo, como perdido, isolado,
andando parado em cada corredor.
Olho a multidão, sozinho e sempre calado,
na esperança de encontrar o teu amor.


Estupidez, o amor não se compra nem vende,
mas saudade mata-se com um simples olhar.
Vou sonhando, porque o sentimento me prende,
até ao dia em que me vais voltar a amar.


E chega ao fim, sem ter cumprido a lista,
sem ter comprado o fármaco para a dor.
Muitas ofertas, mas aqui talvez não exista,
o que procuro, para a saudade. O teu Amor.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Como Se Não Houvesse Um Fim

O nevoeiro intenso faz com que não sintas,
o toque magoado de quem quer ser feliz,
como se o céu suportasse todas as mentiras,
por um olhar que já não sabe o que diz.


Nesta rua fiquei só, triste, parado a olhar,
todos os seres vivos imóveis à minha volta,
Desde a hora em que te vi lentamente afastar,
e que me dá um sentimento enorme de revolta.


O mar não mais teve aquele brilho doce lindo,
a neve jamais teve a cor virgem que devia ter,
as palavras nunca mais foram doces, ditas sorrindo,
e o relógio conta os segundos que passo a sofrer.


Por morrer uma andorinha não acaba a Primavera,
mas um jardim chora, sempre, a morte de uma flor,
E nada neste mundo será tão belo e doce como era,
porque morre lento o meu coração cheio de dor.


E não há mais fim,
Não há nada em mim,
Tudo o que sinto, dói, é ruim,
Sou o que resta de um Querubim.
E tudo dói como se não houvesse um fim...

sábado, 6 de dezembro de 2008

Deixa-me Chorar

Hoje estou triste, sim é apenas porque chove,
ou talvez não, quem sabe por ser fim de semana,
ou porque tudo o que me faz feliz e me move,
se fechou numa mentira chantagiada e profana.

Sim, dói demais ouvir que nos amam de verdade,
para depois, no imediato, partirem com medo.
Dói profundamente sentir que o amor e a saudade,
nunca vão, por ti, poder ser mais que um segredo.

Mas, sabes, dói imensamente mais saber obrigada,
violada no teu espaço que é a tua vida, o teu mundo.
Dó saber-te porque o ouvi de ti numa frase pranteada,
Tem de ser senão não teremos paz por um segundo.

Isso é dor que corta, como espada trespassando o coração.
O mais duro e fatal golpe que desferiram no meu peito,
e se a alma de verdade não te deu para a vida uma razão,
então, deixa-me chorar, porque eu não sei ser de outro jeito.

Abraço

Sinto a tua lágrima escorrer no meu ombro,
neste abraço de amor, de amigo, de companheiro,
sinto a tua dôr como se fosse minha, porque o é,
e fico calado a ouvir o chapinhar da água na rua.
Em silêncio, ao som de uma lágrima a cair,
ecoo gritos mudos de uma saudade,
serei teu médico, teu amigo, teu enfermeiro,
dessa doença que te magoa eque dizem ser amor.
Mas o amor não magoa, não exige, não desconfia,
o amor mão bate, não cála e não persegue,
o amor não vive de ilusões e mentiras.
O Amor, aquele verdadeiro e sincero, que sentimos,
que pára o mundo, os relógios e o trânsito,
que fazer o sol brilhar por trás das nuvens mais cinzentas,
que viver por mim, por ti e por nós,
que vê na felicidade do outro a sua felicidade.
Esse amor... Só tu sabes como ninguém,
esse jamais morrerá ou fará sofrer.
Seca as lágrima no meu regaço,
sente a força do nosso abraço,
sente a felcidade do nosso beijo,
vê o brilhar do nosso cumplice olhar
e vamos ver, ser felizes, Sonhar.

"Porque, ... Tem De Ser"

Porque, ... Tem de ser. Respondeste assim,
Vi-te de costas a esvaneceres-te no som,
senti um arrepio de desalento e desilusão,
vi que muitos brincam e troçam de mim,
mas chorei por partires a chorar num tom,
que a mim me soará sempre a violação.


Porque, ... Tem de ser. Foste pronta a dizer.
Porque um papão nos faria mal, é assim melhor,
e terminaste com "Nunca haverá nada como nós".
Como se este amor não tivesse força para viver,
como se preferisses viver para sempre com a dor,
de não amar por não poderemos e assim vivermos sós.


Porque, ... Tem de ser. Retorquiste com medo.
Porque não tiveste coragem de assumir a verdade.
E em silêncio choraste de profunda e dilacerante dor.
Mas volta ao futuro, vem aqui que te dizer um segredo,
nunca poderás ser feliz porque guardarás a saudade,
de quem um dia te fez feliz por simples e verdadeiro amor.


Sabes o que "Tem de ser", e não tem volta a dar?
É quando tudo acaba e termina, o fim da vida, a morte.
Só com esse infortúnio nos devemos e podemos resignar.
Porque em verdade com vida, nunca devemos calar e aceitar,
o que nos dão como certo porque "Tem de ser", por sorte,
porque dessa forma, eternamente, com mágoa iremos chorar.


Ergue-te do chão e olha o o horizonte na tua frente,
vê como é bonito o sentimento e a cumplicidade existente,
usa a força que tens contra tudo, contra todos, sê resistente.
Porque um dia, será feliz e verás nesse teu futuro presente,
Que a mentira apenas faz feliz se se acreditar quando se mente,
e a saudade dissolve-se porque o sentimento era doente.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Desalinhado

Há dias, em que a noite se revela assim,
escura invernosa e fria, mas o calor é teu.
É nessas noites que livre de tudo e de mim,
ficas envolta nesse teu fino e translucido véu.


Vens entre a fumaça do calor da terra,
silenciosa caminhando por estre as estrelas,
cantando calada a oração de quem berra,
dizendo que o passado foi das coisas mais belas.


E mentes ocultando e omitindo o que desejas,
como hábil ilusionista que engana quem te vê,
se és verdade e sabes bem o que almejas,
e como dizes queres ser feliz... então sê.


Tudo foi demasiado doce e verdadeiro,
tudo foi marcante, unico e sentido em mim.
E quando água já não corre neste doce ribeiro,
então o Inverno não mais terá o seu fim.


Sou muito menos do que o que sonho e quero,
mas trago tudo em verdade no meu peito.
Porque o sol, nasce todos o dias e eu espero,
que um dia nasça para mim e seja perfeito.

Gota de Orvalho

Sabes, sem saber encontrei um doce
Pedi-lhe amizade sem algum interesse,
sem saber o que era o que quer que fosse,
pedi e foi bom sem que ninguém o soubesse.


Em pouco tempo vi a doçura que trazia,
quando sorria, quando me falava...calada,
era tão doce e que apenas um olhar fazia
crescer um sonhar de amizade inacabada.


E cresci, sabes, porque me fizeste sorrir,
uma noite, esta mesma em que te escrevo,
apanhaste a minha alma a querer partir,
e mostraste como a vida tem relevo.


Para mim és gota de orvalho neste deserto,
vento de mudança no mar que me magoa,
és uma amiga no sonho que hoje desperto,
que magoada és feliz porque não vives à toa.


Por tudo isto sei que se te dói
a mim é algo que me mata.
Porque a dor que nos mói,
acaba com a amizade de prata.


Prata que ouro será, prometo, um dia
para no outro ser platina e diamante.
Uma amizade que para sempre sorria
que começou um dia e seguirá por aqui adiante.

Dedicada a Cristina... Obrigado por me fazeres sorrir hoje amiga.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Leite Escolar



Na minha escola, que relembro com saudade,
aquela onde fui pequeno e homem me tornei,
davam um pacote de leite, talvez sem validade,
que ensinou mais do que alguma vez aprenderei.


Ensinou-me que no mundo há crianças com fome.
Que um simples pacote de leite, talvez sem validade,
era muito mais que o que muita criança come,
mesmo sem que autoridades verifiquem a qualidade.


Ensinou-me que devemos dar sempre liberdade.
Ao chupar pela palhinha o leite que me alimentava,
impedindo o ar de entrar espaçadamente e em verdade,
o pacote não deixava o leite sair e a fome não terminava.


Ensinou-me que um pacote de leite, é um pacote de amor.
Ao qual devemos sempre dar espaço, liberdade e muito ar,
por onde nos alimentamos e somos felizes, geramos calor,
e sobretudo por onde aprendemos um doce e leve amar.


Ensinou-me a existência da companhia e amizade.
Ríamos e falávamos, brincávamos na nossa fantasia
Enquanto todos bebíamos o leite, mesmo sem validade,
e mesmo assim tudo era bonito, tudo nos sorria.


Hoje, muito longe desse tempo em tudo o que me resta,
mesmo sem beber o pacote de leite, aquele sem validade.
Vejo que os pacotes de hoje têm leite que já não presta,
e relembro o pacote de leite que hoje me dá muita saudade.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Como é o Natal

Sabes, acho que não sei como é o Natal.
Nunca tive um Natal sozinho...
Como se compram as prendas?
Como se faz um pinheiro?
Como se adorna um presépio?
Nunca fiz nada assim...

Eu, até nunca gostei de Natal...
Não gosto, nunca pelo que realmente é,
mas pelos sentimentos e balburdia,
pelo dinheiro que se gasta e não gasta,
pelas frases não sentidas de Boas Festas...
Acho que não sei como é o Natal...

Mas mesmo assim, escrevi ao pai Natal,
mandei com o conhecimento do Menino Jesus.
Pedi-lhe todos os meus sonhos e anseios...
Quem sabe ele me ouve e me concede os desejos.
Mas ainda assim não estou seguro de como é o Natal...

Sabes me explicar?

Flor do amor inexistente


E o Sol, vai novamente nascendo,
em breves e lentas lufadas de vento,
Escrevo porque espero que me vá lendo,
porque é enorme o frio neste momento.


Deixo que uma a uma as letras brotem,
formando palavras que me saiem da mão,
deixo que estas imagens me derrotem
e que o sal caia e se espalhe pelo chão.


É um erro, talvez o maior que cometo,
chamem-lhe saudade ou puro amor,
digam que é mentira, e eu prometo,
ver-te-ei sempre como uma frágil flor.


Passam os segundos, os minutos e as horas,
chega a luz, chega a realidade dolorosa do dia,
a palavra insiste sempre em longas demoras,
Juro que nada do que é... é como eu queria.


E escrevo sem pensar, apenas deixo fluir,
as mãos num bailado louco neste teclado,
talvez assim consiga ser feliz e voltar a sorrir,
mesmo com que o meu sonho não esteja acabado.


É um erro, talvez o maior que cometo,
chamem-lhe saudade ou puro amor,
digam que é mentira, e eu prometo,
ver-te-ei sempre como uma frágil flor.


Mas hoje é ainda mais triste que ontem,
o amanhecer é sempre muito mas muito pior,
piora de noite e durante o dia se mantém,
e nada me parece ser ou estar melhor.



Deixei de acreditar em amor faz pouco tempo,
uns não querem outros não perdoam e eu aqui,
para mim o que outrora cantei livre ao vento
já não faz sentido, não existe nem aqui nem ali.


É um erro, talvez o maior que cometo,
chamem-lhe saudade ou puro amor,
digam que é mentira, e eu prometo,
ver-te-ei sempre como uma frágil flor.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Sonhos a Preto e Branco

Deixa-me sonhar a preto e branco,
gosto desse timbre monocromático.
Assim tudo é menos real, dói menos
e torna-me menos psicossomático.


Quero ver, dormindo, os tons de preto
que em sonhos parecem de outra cor,
quero sentir todos os brancos, cinzentos,
que jamais dão relevo a qualquer dor.


Prefiro sonhos a preto a branco,
as cores mentem com a sua temperatura.
Quero sentir-me um quase Deus, um Santo,
quero deixar de ter esta alma dura.


Deixa-me sonhar a preto e branco,
sou daltónico, bem sabes que sim,
deixa que sem tonalidade veja menos,
porque assim nunca verei o fim


Só assim viverei feliz porque iludido
sonharei a cores mesmo inexistentes,
Mas sorrirei porque dormindo
não vejo a cor das mágoas doentes.


Prefiro, sem dúvida, sonhos a preto a branco,
as cores mentem com a sua temperatura.
Quero sentir-me um quase Deus, um Santo,
quero deixar de sentir e ter esta alma dura.

Escrevo

Escrevo, mas são raras as vezes que releio,
talvez por sentir as palavras que me saiem do dedos,
talvez por não ser comercial e simples paleio,
talvez por aqui ser mais fácil de exaltar os medos.


Mas escrevo, porque não tenho, sabendo que existe,
a quem o possa dizer, falando, mas a voz não me exprime.
Aqui e sem olhares que enaltecem a timidez que resiste,
é mais fácil pintar com letras tudo o que alma reprime.


E vou escrevendo, mesmo sabendo que a pouco mas bons
agrado, e que vão lendo as passagens do meu caminho.
Faço-o com prazer sem saber se é como dizem um dos dons,
que carrego e descarrego neste canto aqui sozinho.


Podem até dizer que sou mentira, que me reinvento,
que sou pintura de fresco em cada estrofe que me sai.
Mas tudo o que escrevo é com verdadeiro sentimento,
é tudo o que devia ser falado mas por aí nunca vai.


E assim escrevo, e algumas, poucas vezes, releio mais tarde,
e sinto-me infantil no que disse escrevendo naquele momento.
Não que fosse mentira ou apenas por uma chama que já não arde,
Mas porque parece mal feito ainda que como maior sentimento.

Eterno bem querer...


É bom saber que Te tenho...


Nunca duvidei, mas confesso caí nessa tentação.
Porque depressa correm os boatos, e as más novas,
mais velozes que a velocidade com que a luz se propaga,
quase sempre sem deixarem tempo para qualquer indagação
e mesmo não tendo verdades ou irrefutáveis provas,
insistem sempre em renascer em nova e mais forte vaga.


É bom saber que Te tenho...


Apesar de todas as guerrilhas e parvoíces da vida,
Tu sempre soubeste ter calma com os outros e comigo,
sempre foste único a lidar tão bem com uma amizade.
Acredita que é, mais um pedido de desculpa sentida
porque Te quero ter eternamento e sempre como amigo,
no sentimento que temos e que não deixou de ser verdade.


É bom saber que Te tenho...


A Ti doce amiga que me encantas com o Teu ser,
tão semelhante a mim no mais básico sentimento,
que me deste sempre o prazer de ter um abraço.
Sente nas palavras o meu profundo bem querer,
que quero que sintas a felicidade deste momento,
que Te dou aqui, agora e sem qualquer embaraço.


É bom saber que Te tenho...


Tu que foste a última a entrar nesta peça teatral,
que sendo a última serás sempre primeira para mim,
agradeço a sorrir tudo o que me dás em carinho,
porque me mudaste e sem saberes afastas-me o mal,
Tu que não sabes ser de outra forma sem ser assim
e que nunca,mas nunca me fizeste sentir sozinho.


É bom saber que Te tenho...


Companheiro de luta que nunca deixas que me batam,
que levantas a tua voz e o Teu olhar sempre nobre
para defender uma posição ainda que não acredites no que digo.
É bom sentir o Teu abraço sem corpo quando sinto que me matam,
é bom o Teu apoio que dás sem pensar que possa faltar ou que sóbre,
é bom saber que tenho em Ti um verdadeiro e único Amigo.


É bom saber que Te tenho...


Tu que me entendes como ninguém, como se fizesses parte de mim,
que choras por mim e me dás o prazer de sorrir por Ti nas Tuas vitórias,
que me dás a mão, o braço, o peito e ombro sempre que quero chorar.
Tu, mais um, que podia dizer que tudo tinha chegado ao seu fim,
mas que genialmente vês nas derrotas o lado bom como se fosse glórias,
e que como ninguém me sabes parar, acalmar e no fundo guiar.


É bom saber que Vos tenho...


Não mereço um único gesto da Vossa parte mas insistem em me dar,
são o que tenho e o que não tenho,o que sinto e o que nunca minto,
são o que jamais negarei e que quero ter para a vida e a todo o momento.
A Vós, nobres cavaleiros da minha pequena távola rectangular,
dou-Vos o pouco que sou, o nada que tenho e o muito que sinto,
dou-Vos este abraço de amigo, profundo, sentido e de verdadeiro agradecimento.


É bom saber que Vos tenho meus amigos...



Dedicado a vocês que sabeis quem sois...

Não acredites...


Quando o som do silêncio te irrita,
e a cor perfumada, leve e quente
é inerte, imóvel e sempre aflita,
é mentira tudo o que se sente.


É apenas um acordar fora de horas,
sem razão aparente e motivo de fundo,
são os sonhos, pesadelos que choras,
que te fazem afastar do mundo.


Porque o mundo, esse vive por si só,
não precisa de mais um inútil drama,
não acredites, iludido, no que mete dó,
não acredites que a alma se inflama.


Como um aeroplano, que se levanta e aterra,
sem uma hesitação possivél, mesmo com ajustes,
nunca acredites numa alma aflita que berra,
nunca te dês apenas para que não te assustes.


E se um dia deixares de acreditar no amor,
acorda, abre os olhos, porque ele nunca existiu,
se a felicidade tiver aquele amargo sabor a dor,
segue em frente porque alguém à tua alma mentiu.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Sorriso de Menina

È num silêncio incómodo que escrevo para ti,
Incómodo não pela ausência de som ou burburinho,
Nem porque o faço para ti, parte de mim que não sorri.
Incómodo porque dói saber-te mal e por isso te acarinho.

Queria tanto mais poder ler-te em voz alta um doce poema,
Poder olhar os teus olhos a rejubilar por me ouvires, feliz.
Queria tanto inventar um qualquer plano ou estratagema,
Para que aqui estivesses, porque preciso saber que sorris.

Dói saber que sou pequeno para te dar o que anseias
Imaginar tudo o que sonhas e não o poder oferecer-te.
Dói não poder apagar as linhas razão do que pranteias,
Dói não poder limpar-te a alma e a sorrir poder ver-te.

Mas guardo em mim, para ti, todos os sorriso que vou te dar,
O calor de um abraço sincero e sentido à espera do teu ser,
Uma mão estendida para na face, em festas, te acarinhar,
E o doce som da palavra “AMAMOS-TE” para te oferecer.

Por tudo isto e por acreditar em ti, quero-te de volta,
Quero o teu sorriso ao som da tua viola que adoro,
Quero rir, sorrir, cantar e tocar, não te quero em revolta,
Sou-te o que me deixares ser porque por ti também choro.

Rebusca todos os cantos da tua alma, e encontrarás coragem.
Vê nos sonhos a força que parecer faltar mas nunca termina,
Porque a vida é injusta e tão sinuosa na sua perigosa viagem,
Mas um dia serás feliz só tens de aplicar o teu sorriso de menina.




Nuno


Estou contigo Sandra… beijinho enorme.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

O futuro é agora...

Respira bem fundo... Sente-te em ti apenas.
Sente como é bom viver, como és diferente,
como a lua brilha iluminando as novenas,
e como o sol até no inverno continua quente.


Sente a areia que não tens nos pés nesta praia,
como a água que sentes fria, os pés não molha.
à esquerda, os passos que te levaram como aia,
passado, deseparecem no mar. Sem medo...olha.


Imóvel e incrédulo, mas calmo, olha à tua direita,
vê quem vem do futuro apenas para te vir buscar.
És tu, apenas tu, que vens trazer-te o futuro... aceita.
Segue o teu caminho, vive para ti e aprende a te amar.


Agora, em conjunto, segue o teu caminho no horizonte,
escolhe um mundo novo, muda-te como sempre quiseste,
e por maior que seja a pedra, rocha, montanha ou monte,
tu saberás tornar tudo doce mesmo o pior e mais agreste.


Vive por ti, para ti e de bem contigo,
o futuro é teu se souberes como dar calor.
Aprende que tu és o teu melhor amigo,
que a vida só é boa quando espalhas amor.

Pretensão eterna

Quero ver no brilho dos teus olhos,
o futuro doce que trazes no sorrisso,
sentir a felicidade que dás aos molhos,
e saber que é só isso que eu preciso.


Quero pintar com cores que não existem,
os sonhos que a realidade nos vai trazendo,
cheirar o perfume dos olhos que não mentem,
saborear os momentos que vais oferecendo.


Quero sentir entre os dedos o toque sedoso,
da tua face, jubilosa estrela de eterno brilhar.
Quero dar à alma, áspera um toque carinhoso,
que te faça esquecer o passado que te faz chorar.


Quero sonhar acordado, dormindo ao relento,
sentir que sentes o que sentem os sentimentos,
mas só aqueles doces que esvoaçam ao vento,
e que o amor faz sentir nos seus doces momentos.

sábado, 15 de novembro de 2008

Leve Hipnose

Ali estava, no primeiro exercío de avaliação.
O corpo em insegurança balançava livremente,
na sua cabeça além da voz guia ouvia o coração
a bater compassado, calmo, mas frenéticamente.


E depois, outro teste, outro exercício mais.
Assim se apercebe genialmente da capacidade,
de libertar e abrir a mente em condições normais,
e voar, parado como se o corpo não tivese idade.


Por fim a posição final. De pé, ouvia simplesmente.
O corpo relaxado levava-me em loucas sensações,
Estava mas não estava, era eu sem ser eu em mente,
estava por fim pronto a largar todas as emoções.


Ao tocar na cara, imagens voaram como a que a sair,
de uma cabeça cheia de mágoa, solidão e tristeza e dor,
as lágrimas caiam sem que algum som pudesse emitir,
esvaziando da memória a dor que se traz por amor.


Estranho, mas tão libertador. Sensações brutais.
Já na rua a leveza era maior, o sorriso tinha voltado,
o corpo de novo relaxado e as ruas já não eram iguais.
Que bom existirem sábios capazes de terminar o inacabo.