segunda-feira, 9 de junho de 2008

Sol doentio

Apesar de brilhares, forte e quente,
de fazeres a vida nascer e crescer,
de dares sorrisos a toda a gente,
mesmo assim, não pára de doer.


Esqueço ao som melancólico da tua luz,
aquela que rejuvenesce todos menos eu,
que a vida existe, que um sorriso seduz,
que dás vida a tudo e nada disso é meu.


Sozinho e isolado, sinto cada pulsação,
sinto cada escorrer desde os olhos até cair,
o teu som, não perturba a minha solidão,
e a tua luz já não me dá vontade de sair.


Brilha e faz sorrir quem acredita que há vida,
dá-lhes vontade de vencer, de te verem feliz,
dá-lhes essa vontade, que um dia me foi querida,
e que hoje já não me quer, nem dá o que sempre quis.

domingo, 8 de junho de 2008

Esta Noite

Os dias, hoje, têm todos o mesmo tempo, é triste,
não há um que acabe sem que os olhos se inundem.
A esperança já abalou há muito, e a desdita existe.
A felicidade já não tem alma, os sorrisos não iludem.


Hoje, o pensamento tem apenas um desejo forte,
que é sempre cortado pela falta de coragem,
sou um erro, já o sei, entregue à minha má sorte,
e não há quem me leve para a outra margem.


Esta noite, pode ser apenas só mais uma igual.
Pode até nada mudar nem a lua, no céu, aparecer.
Mas aqui sozinho, posso ter a coragem que afinal,
me fará, voar a alma, sozinha e, enfim, parar de sofrer.


Queria apagar quase todos e tudo do meu peito,
queria voar pra longe, ser feliz, ter todo o calor,
Ter tudo certo e ajuda para mudar o imperfeito,
queria viver com um sonho, e sentir o seu amor.

Amigo

Escrevo-te, já não tenho como te dizer.
Queria tanto poder, de novo te olhar.
Tinha tanto para dizer,contar e fazer,
para mostrar que te continuo a amar.


Se aqui estivesses, de verdade a meu lado,
mesmo sabendo que estas sempre comigo,
tudo seria diferente, nada estaria errado.
Sim preciso de ti, só tu foste meu amigo.

O fim do Ego

Eu sei, calem-se, não precisam de o repetir mais.
Não insistam que o meu Ego não pode mais descer,
calem , vocês vozes sem amor, as frases sempre iguais,
e deixem que encontre, longe, por onde me perder.


Az razões que invocam, e que dizem ser verdade,
são mentiras e vigarices, falsidades e encenações.
Todos não passam de tristes figuras sem idade,
uns encenam e representam outros vivem de ilusões.


E assim desaparece o ego que um dia foi enorme,
o sorriso voou, o olhar entristeceu, o grito já é mudo.
Hoje até o viver magoado e sozinho me consome,
viver, hoje, é apenas respirar, nada para mim é tudo.


A vida é dura para quem é mole, dizem sábiamente,
e eu, estúpidamente, verguei, amoleci e deixei correr.
Hoje não irei, nunca mais, juro, aceitar quem só mente,
nem que isso continue a matar-me e fazer-me sofrer.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Misteriosa Maravilha Oculta

Vais e vens, és como a maré.
Fazes o meu coração apertado.
Quando por ti, e por nós, tenho fé,
cai tudo em redor e fica tudo arrasado.


Parece um viciado jogo de dados,
em que fazes batota sem eu entender,
fazes os sentimentos ficarem baralhados,
fazes com que até o sorrir me faça doer.


Mas mesmo com todo este enigma,
entre o vir ou o nunca chegar,
marcas-me profundo num estigma,
e nem assim me fará deixar de te amar.


Porque és a maravilha que o mundo não escolheu,
és o sorriso de uma vida que de feliz já nada tem.
És um Tesouro, um Sonho, e o erro sou eu,
que, tristemente, não consigo fazer feliz ninguém.

Espectro Feliz

Senti-me...
Leve e desprendido do mundo,
dono de um sentimento profundo,
feliz por tudo ter chegado ao fim,
sorri, as chagas já não eram em mim.


E subi...
Toda a leveza do meu ser,
antagónico ao nascer,
fazia levitar a minha alma
com relativa e doce calma.


Era apenas um espectro, feliz.
Uma doce visão para onde sorris.
Era o final de um longo penar,
era o fim que acabara de chegar.


Chorei...
Apenas uma lágrima por quem me amou,
para quem o meu "eu" nunca cansou.
Outra lágrima, de felicidade desmedida,
por ver quem não via desde que deixou a vida.


E Sorri...
Aqui é quente, confortável e acolhedor,
Cá, já não me recriminam por não ser doutor.
Aqui ninguém vai dar o dito por não dito,
nem me vai negar quando eu me sentir aflito.


Era apenas um espectro, feliz.
Uma doce visão para onde sorris.
Era o final de um longo penar,
era o fim que acabara de chegar.

sábado, 10 de maio de 2008

Vidro Fino

Estou carente e frágil, sinto-me um vidro fino.
Sim porque para cristal não tenho capacidade,
Por mais que acalentasse os sonhos de menino,
jamais chegaria a essa doce e alegre felicidade.


Uns mentem em tudo e a todas as idades,
outros vivem de fogueiras de vaidades,
existem mesmo os que ignoram as verdades,
Imoralidades...

Há os que cantam vitória nas derrotas da vida,
os que choram por sentir a verdadeira ferida,
os que fazem da verdade uma frase mentida,
Fingida...

Existem mesmo quem viva,vivo sem viver,
e até aqueles que riem por estarem a sofrer,
ou os outros que fogem para não ter de ver,
A doer...

Todos junto, num coro em tudo irreal,
dizem o bem e fazem-no sempre mal,
Por fora bonito, agrada o parecer social,
Não natural...

E eu, que nem sei quem realemente sou,
Que não sei de onde venho nem para onde vou,
Que nunca chegou a onde sei que estou...
Nunca me dou.

Inglória Coragem

E se tudo não passasse de loucura?
Como se fosse um pesadelo comprido.
Se um dia a verdade voltassea ser pura,
se alma e corpo nunca se tivessem ferido.


Se amnésicamente tudo se esvaísse,
como fumaça que desaparece no ar.
E se a alma do corpo de vez saísse,
e dos fantasmas se pudesse libertar.


E se a mão que me bate, voltasse a dar carinho.
E o meu corpo ficasse inerte, imóvel e gelado.
Se fixasse o vazio, e deixasse de ver devagarinho.
E deixasse de sentir todo este enorme pecado.


Se o erro que sou, cometido por quem não me quer,
deixasse de ser o peso imoral que me retira o vigor,
e em desvairo me entregasse a um Deus qualquer,
que em meu nome pintasse, a cor, um grande amor.


Se nessa vã e inglória coragem, fugaz e derradeira,
eu soubesse que sem doer tudo seria felicidade.
Então, já de forma eficaz, minuciosa e verdadeira
teria deixado de ser alma e corpo nesta cidade.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Sr. Estranho

É muito estranho, vê-lo sozinho em diálogo.
Tem conversas como se tivesse acompanhado,
ri, olha e sorri como se fosse feliz por algo,
gesticula em conversas como nunca tinha falado.


Vi-o uma e outra vez, nunca me canso de o ver.
Apesar de estranho e doentio o sentimento,
Adoro ver, por entre a barba,o seu sorriso crescer
e a felicidade não ter qualquer constrangimento.


Ignoram-no, chamam-lhe louco, insano, demente.
Eu observo-o, vejo o seu movimento escorreito,
vejo que apesar de louco, é feliz, nisso não mente,
e para ele o mundo acaba por ser singular e perfeito.


Hoje, queria ser como ele. Não ver mal no mundo.
Queria sorrir, apontar, falar sozinho num café lotado.
Queria ser capaz e ignorar qualquer sentimento imundo,
ser como ele, louco é certo... Mas feliz por um bocado.


E abstraí-me, imaginei, que a minha companhia
eram simples imagens a voar na minha cabeça .
Fui feliz, por segundos, mas a minha alma sorria,
e vi que o meu triste fado é possível que adormeça.



Dedicado a um Sr. Estranho, mas correcto e delicado, que conversa em diálogo sozinho num café de S. Martinho, mas que é feliz e que tem sempre conversas a sorrir. Parabéns Sr. Estranho você sim, é feliz.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

O meu fardo

Calem-se... Seus pobres velhos do restelo,
que esperam na mentira a morte da verdade,
que veêm a utopia e sabem que não vão tê-lo,
que cantam velhas histórias que já não têm idade.


Se preferem, deixem que a noite seja o vosso dia,
que as sombras escureçam o que sabem ser real,
Aqueçam e acalentem sonhos na fogueira da ironia,
que jamais irão conseguir esconder todo o mal.


Se é essa a vossa escolha, deixem que vos esqueça,
que sejam felizes sem que de mim saibam noticías,
realizem todos os intentos na fogueira que vos aqueça
nada me digam que de vós não quero mais carícias.


É revolta de tudo o que vós sois, infames e vulgares.
É desilusão, da visão de tudo o que nada são, que vos guardo.
E se um dia acordarem e criarem paraísos em todos os lugares,
digo-vos que nunca o esqueço porque este será o meu fardo.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

O meu DEUS

O meu Deus, diabo para muitos,
aquele que me protege e guarda,
criou um monstro de maus intuitos,
que a minha felicidade embarga.


Não o fez, por mal, deliberadamente.
Nunca o conheceu assim, dizia-o bom.
Hoje, sem o ver, entristece infinitamente,
e consigo, no choro, ouvir do seu grito, o som.


Quisera Ele ser apaziguador, e assim conseguiu.
Quisera Ele ser Elo de união e sempre o fez.
Porém , em vida, para mim nunca mentiu,
fez-me ver que com o monstro nunca teria vez.


Alertou-me, até por vezes, os olhos me abriu.
Protegeu-me sempre sem nunca exigir retributo.
Hoje sem Ele, o meu mundo é negro, ruiu...
Minha vida por outra, aceito e permuto.


Um dia, voltarei a te abraçar, sim eu quero...
Um dia, comigo, ajudar-me-às a mudá-lo...
Contigo, voltarei a ter um sorriso sincero...
E nada, nem ninguém voltará a matá-lo.


Na dor da tua ausência choro a indiferença e amargura em que os presentes me deixam. Amo-te Avô

terça-feira, 6 de maio de 2008

A tua Ausência

Sobrevivo com a tua ausência...
Respirava felicidade se te sentisse presente.
Não sou eu que o digo, é meu coração mendigo
que dói e grita calado por se sentir doente.


Sim tudo podia ser bonito,
mas esta mágoa traz-me aflito,
e por mais que pense,nunca reflito,
que é boa a força do meu grito.
Não ouves, não dizes, calas, e não lês...
não respondes a todos os meus porquês,
não aceitas tudo aquilo em que crês,
e vives aí sem ter tudo o que vês...


Não obedeces aos teus sentidos reais,
travas onde devias acelerar sempre mais,
vives os dias sempre, sempre iguais,
e tens atitudes, indiferentes e anormais.
O amor não é para ser assim,
foges quando queres estar perto de mim,
dizes não e sabes que queres dizer sim,
da-me um beijo, diz que a dor chegou ao fim.

Explica-me

Será que alguém me consegue entender?
Dúvido, o meu grito mudo, não chegua ao ouvido.
Mais, e maior, cego é aquele que não quer ver,
o pior erro é apenas olhar para o seu umbigo.


Percorro um caminho, longo, solitário e sinuoso,
que por mais que ande, mais longe fica o destino.
Se reluz e me seduz, logo se torna tenebroso,
e sinto-me pequeno, pobre, um triste menino.


O dinheiro pode comprar todos os relógios que existem,
mas nunca comprará o tempo, porque esse não é vendável.
E se vives numa mentira de verdade onde os erros persistem,
então nunca a tua felicidade, nem a minha, será sustentável.


Senta-te ao meu lado
vamos entoar um fado
Explica-me o sentido da vida
ajuda-me a torna-la mais querida.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Tu

Sou tudo aquilo que achares bem e quiseres chamar,
sê-lo-ei eternamente, em mim, porque assim sou feliz.
Quero que assim seja, mesmo que me esteja a enganar,
porque nada é mais glorioso que o brilho quando sorris.


Numa praia, num quarto, num olhar, num chocolate, numa rosa,
em toda a parte e a qualquer momento, um tesouro sem igual.
E por mais que escreva em poesia, fantasia ou em pobre prosa,
tudo parecerá bem, porque és tu e em ti nunca existirá mal.


Um tesouro, um sonho, um sorriso, um olhar, um encanto.
Todos os adjectivos e qualidades que existam no mundo,
serão poucas para descrever-te ainda que seja belo o canto,
e todas demoram a dizer o que o teu olhar diz num segundo.


E se tentar usar de tudo o que sei e aprendi a fazer sozinho,
e quiser descrever o que és com o máximo e único rigor,
consigo fazê-lo numa palavra que para sempre acarinho,
uma palavra que és e serás... Um verdadeiro e puro Amor.

Heroína

Forte e audaz, como só tu sabes sê-lo,
percorres os caminhos sinuosos da vida.
Sigo todos os teus passos, quero fazê-lo
porque, amiga, me és muito querida.

Sofres lá dentro, dou-te os meus ombros,
Sofres por fora, eu estou aqui, podes vir.
e se nada mais restar do que escombros,
acredita que farei tudo para te ver sorrir.

És uma Heroína, numa luta sem armas,
onde as palavras e gestos ferem por demais.
Mas irás alcançar tudo o que desejas e amas,
porque pessoas como tu, existem poucos iguais.
E quero ver-te subir, feliz, ao altar dos desejos,
onde todos os teus sonhos e alegrias se irão realizar.
E nesse dia vou ter, para ti, a lágrima dos ensejos,
aquela feliz por finalmente te ver, feliz, a amar.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Pronto para me dar

Queimas um sonho assim sem razão,
sem remorsos, sem ouvir o teu coração,
Fico com a alma num mar de atormentação,
Sinto-me uma triste e enorme emoção.
Riscas promessas, foi tudo em vão,
Apagas memórias em ti mas em mim não.

Tornas surda a música, que um dia dancei,
Cortas momentos que jamais esquecerei,
Pintas de negro as cores que um dia sonhei,
Tentas limpar da mente o que uma vez te dei,
Dizes que não, mas sim, um dia alcancei,
Fazes de tudo, mas eu sei que te amei.

Podes inventar e fazer do dia, noite e da noite, dia,
podes trocar, o sentido dos ponteiros, até a sua cor
Podes chorar por tudo, sabendo como sorria,
Mas lembra que um sonho não morre se for de amor.

E se um dia quiseres, deste pesadelo, acordar.
Se um dia um novo sorriso me quiseres dar.
Se porventura a minha vez, por sorte, chegar.
Se os astros se conjugarem para nos tentar ajudar.
Se os Deuses quiserem nossas vidas tristes animar.
Sabe que estarei aqui pronto para me dar e te amar.

terça-feira, 29 de abril de 2008

Adormeci

Adormeci... Num silêncio inquietante,
com um ruído mudo, surdo e irritante,
voei parado, para um destino distante,
com a mente sem sonho divagante.


Voei, senti lágrimas a molharem o rosto,
o vento no cabelo a esvoaçar a seu gosto,
fiz das mágoas um musical composto,
fiz de tudo para chegar ao teu posto.


Vi obstáculos, senti paredes, tudo saltei,
fui amordaçado, mas mesmo assim gritei,
tudo preto e branco diferente do que pintei,
e tudo o que deram eu sei que também dei.


Acordei, triste é certo, mas com vontade de viver.
Por mais que doa, dilacere, nunca dará para morrer,
ainda que os olhos se afoguem, juro, irei sobreviver
E se o sonho acaba, a vida começa, basta o meu querer.

sábado, 12 de abril de 2008

Única e Diferente

Algo divino, de tudo e todos, diferente.
Desenhada em sonho mas sempre real.
Com gestos doces que fazem voar a mente,
que num segundo esvanecem todo o mal.

Um tesouro oculto em fumaças opacas,
uma jóia rara, em bruto, para esculpir,
Um calor confortavel quando abraças,
um som que encanta ao te ouvir.

Um ser quase perfeito, entre outros, dissemelhante,
que em palavras, caladas,em silêncio dizem tudo.
O seu toque, único e saudoso, deveras excitante,
que num turbilhão de coisas me deixam mudo.

É verdade tudo o que digo e sinto
É puro, intensoe doce este sentimento
É colorido e real sonho que pinto,
que vive e cresce em cada nosso momento.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

A Lua disse

Aqui... Tão longe e contigo tão perto.
Um sentimento doce e tão amargo,
um turbilhão de água num deserto,
por mais perto, mais me sinto ao largo.


Confusão de sentimentos, e saberes,
dívidas, dúvidas e um choro com sorriso.
Um aprender que chega nos amanheceres,
e que me faz sorrir sempre como preciso.


Sou sempre como a maré suave ao luar,
como uma andorinha de livre esvoaçar,
parto mas com vontade de cedo chegar,
de onde saí mas eternamente quero ficar.


A lua, disse ao sol, que pediu segredo e ás nuvens disse.
Elas disseram, no seu chover, quando me vieram molhar.
Nunca se esfumaçará a chama nem que o mundo ruisse,
nunca, jamais, terminará este sentimento que é AMAR.

Honra de ser Zé Nínguém



Coitados, sim já me sinto um Zé Ninguém.

Daqueles que são rejeitados e preteridos ,

ignorados por ti, por todos e mais alguém.

Mas senti o carinho nas palmas dos preferidos.


Foi bom, aquele sentimento antagónico,

numa entrada que julgava ir ser de rejeição,

Levantaram-se os bons, fiquei atónito,

as palmas aquecerem-me o coração.


Ainda mais, porque duas bestas ali estavam,

roendo a inveja com uma profunda azia,

souberam e viram o que não esperavam,

palmas a mim, aquele que mais mal fazia.


Pena, que o pai de todos, quem em nós mandava,

não estivesse ali para sentir, espantar-se e ver.

Para ver como erra comigo, como se enganava,

quando pensava que o mal era eu e o meu ser.


Mas enfim, eu não sabia de leis para mandar.

Nem para comercial servia, coitado de mim.

Loucos, mentiroso, vigaristas a premeditar,

pensavam que um dia seriam o meu triste fim.


Sinto pena sim, mas pena de um sonho acabar,

do que se passa sinto revolta, de quem culpa tem,

de quem por querer, mais que o que é, mostrar

um dia irá acabar, na solidão, sem ninguém.


Nesse dia, e noutros iguais, soube que era querido,

senti o carinho, o louvor, que nunca tive de quem quis,

Senti a meiguice no meu triste coração muito ferido,

Senti que sou, Zé Ninguém, mas amam-me pelo que fiz.


Obrigado aos meus verdadeiros amigos e ex-colegas de trabalho. Um dia, quem sabe, poderemos ser novamente uma família sem ovelhas ranhosas que nos enfiaram num poço onde o nosso sonho não chega. Nesse dia, subirei ao mais alto ponto do mundo, o ponto onde já me tiveram por segundos, subirei ás Vossas palmas e de lá Vos direi... Obrigado Minha Família.