sexta-feira, 9 de maio de 2008

Sr. Estranho

É muito estranho, vê-lo sozinho em diálogo.
Tem conversas como se tivesse acompanhado,
ri, olha e sorri como se fosse feliz por algo,
gesticula em conversas como nunca tinha falado.


Vi-o uma e outra vez, nunca me canso de o ver.
Apesar de estranho e doentio o sentimento,
Adoro ver, por entre a barba,o seu sorriso crescer
e a felicidade não ter qualquer constrangimento.


Ignoram-no, chamam-lhe louco, insano, demente.
Eu observo-o, vejo o seu movimento escorreito,
vejo que apesar de louco, é feliz, nisso não mente,
e para ele o mundo acaba por ser singular e perfeito.


Hoje, queria ser como ele. Não ver mal no mundo.
Queria sorrir, apontar, falar sozinho num café lotado.
Queria ser capaz e ignorar qualquer sentimento imundo,
ser como ele, louco é certo... Mas feliz por um bocado.


E abstraí-me, imaginei, que a minha companhia
eram simples imagens a voar na minha cabeça .
Fui feliz, por segundos, mas a minha alma sorria,
e vi que o meu triste fado é possível que adormeça.



Dedicado a um Sr. Estranho, mas correcto e delicado, que conversa em diálogo sozinho num café de S. Martinho, mas que é feliz e que tem sempre conversas a sorrir. Parabéns Sr. Estranho você sim, é feliz.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

O meu fardo

Calem-se... Seus pobres velhos do restelo,
que esperam na mentira a morte da verdade,
que veêm a utopia e sabem que não vão tê-lo,
que cantam velhas histórias que já não têm idade.


Se preferem, deixem que a noite seja o vosso dia,
que as sombras escureçam o que sabem ser real,
Aqueçam e acalentem sonhos na fogueira da ironia,
que jamais irão conseguir esconder todo o mal.


Se é essa a vossa escolha, deixem que vos esqueça,
que sejam felizes sem que de mim saibam noticías,
realizem todos os intentos na fogueira que vos aqueça
nada me digam que de vós não quero mais carícias.


É revolta de tudo o que vós sois, infames e vulgares.
É desilusão, da visão de tudo o que nada são, que vos guardo.
E se um dia acordarem e criarem paraísos em todos os lugares,
digo-vos que nunca o esqueço porque este será o meu fardo.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

O meu DEUS

O meu Deus, diabo para muitos,
aquele que me protege e guarda,
criou um monstro de maus intuitos,
que a minha felicidade embarga.


Não o fez, por mal, deliberadamente.
Nunca o conheceu assim, dizia-o bom.
Hoje, sem o ver, entristece infinitamente,
e consigo, no choro, ouvir do seu grito, o som.


Quisera Ele ser apaziguador, e assim conseguiu.
Quisera Ele ser Elo de união e sempre o fez.
Porém , em vida, para mim nunca mentiu,
fez-me ver que com o monstro nunca teria vez.


Alertou-me, até por vezes, os olhos me abriu.
Protegeu-me sempre sem nunca exigir retributo.
Hoje sem Ele, o meu mundo é negro, ruiu...
Minha vida por outra, aceito e permuto.


Um dia, voltarei a te abraçar, sim eu quero...
Um dia, comigo, ajudar-me-às a mudá-lo...
Contigo, voltarei a ter um sorriso sincero...
E nada, nem ninguém voltará a matá-lo.


Na dor da tua ausência choro a indiferença e amargura em que os presentes me deixam. Amo-te Avô

terça-feira, 6 de maio de 2008

A tua Ausência

Sobrevivo com a tua ausência...
Respirava felicidade se te sentisse presente.
Não sou eu que o digo, é meu coração mendigo
que dói e grita calado por se sentir doente.


Sim tudo podia ser bonito,
mas esta mágoa traz-me aflito,
e por mais que pense,nunca reflito,
que é boa a força do meu grito.
Não ouves, não dizes, calas, e não lês...
não respondes a todos os meus porquês,
não aceitas tudo aquilo em que crês,
e vives aí sem ter tudo o que vês...


Não obedeces aos teus sentidos reais,
travas onde devias acelerar sempre mais,
vives os dias sempre, sempre iguais,
e tens atitudes, indiferentes e anormais.
O amor não é para ser assim,
foges quando queres estar perto de mim,
dizes não e sabes que queres dizer sim,
da-me um beijo, diz que a dor chegou ao fim.

Explica-me

Será que alguém me consegue entender?
Dúvido, o meu grito mudo, não chegua ao ouvido.
Mais, e maior, cego é aquele que não quer ver,
o pior erro é apenas olhar para o seu umbigo.


Percorro um caminho, longo, solitário e sinuoso,
que por mais que ande, mais longe fica o destino.
Se reluz e me seduz, logo se torna tenebroso,
e sinto-me pequeno, pobre, um triste menino.


O dinheiro pode comprar todos os relógios que existem,
mas nunca comprará o tempo, porque esse não é vendável.
E se vives numa mentira de verdade onde os erros persistem,
então nunca a tua felicidade, nem a minha, será sustentável.


Senta-te ao meu lado
vamos entoar um fado
Explica-me o sentido da vida
ajuda-me a torna-la mais querida.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Tu

Sou tudo aquilo que achares bem e quiseres chamar,
sê-lo-ei eternamente, em mim, porque assim sou feliz.
Quero que assim seja, mesmo que me esteja a enganar,
porque nada é mais glorioso que o brilho quando sorris.


Numa praia, num quarto, num olhar, num chocolate, numa rosa,
em toda a parte e a qualquer momento, um tesouro sem igual.
E por mais que escreva em poesia, fantasia ou em pobre prosa,
tudo parecerá bem, porque és tu e em ti nunca existirá mal.


Um tesouro, um sonho, um sorriso, um olhar, um encanto.
Todos os adjectivos e qualidades que existam no mundo,
serão poucas para descrever-te ainda que seja belo o canto,
e todas demoram a dizer o que o teu olhar diz num segundo.


E se tentar usar de tudo o que sei e aprendi a fazer sozinho,
e quiser descrever o que és com o máximo e único rigor,
consigo fazê-lo numa palavra que para sempre acarinho,
uma palavra que és e serás... Um verdadeiro e puro Amor.

Heroína

Forte e audaz, como só tu sabes sê-lo,
percorres os caminhos sinuosos da vida.
Sigo todos os teus passos, quero fazê-lo
porque, amiga, me és muito querida.

Sofres lá dentro, dou-te os meus ombros,
Sofres por fora, eu estou aqui, podes vir.
e se nada mais restar do que escombros,
acredita que farei tudo para te ver sorrir.

És uma Heroína, numa luta sem armas,
onde as palavras e gestos ferem por demais.
Mas irás alcançar tudo o que desejas e amas,
porque pessoas como tu, existem poucos iguais.
E quero ver-te subir, feliz, ao altar dos desejos,
onde todos os teus sonhos e alegrias se irão realizar.
E nesse dia vou ter, para ti, a lágrima dos ensejos,
aquela feliz por finalmente te ver, feliz, a amar.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Pronto para me dar

Queimas um sonho assim sem razão,
sem remorsos, sem ouvir o teu coração,
Fico com a alma num mar de atormentação,
Sinto-me uma triste e enorme emoção.
Riscas promessas, foi tudo em vão,
Apagas memórias em ti mas em mim não.

Tornas surda a música, que um dia dancei,
Cortas momentos que jamais esquecerei,
Pintas de negro as cores que um dia sonhei,
Tentas limpar da mente o que uma vez te dei,
Dizes que não, mas sim, um dia alcancei,
Fazes de tudo, mas eu sei que te amei.

Podes inventar e fazer do dia, noite e da noite, dia,
podes trocar, o sentido dos ponteiros, até a sua cor
Podes chorar por tudo, sabendo como sorria,
Mas lembra que um sonho não morre se for de amor.

E se um dia quiseres, deste pesadelo, acordar.
Se um dia um novo sorriso me quiseres dar.
Se porventura a minha vez, por sorte, chegar.
Se os astros se conjugarem para nos tentar ajudar.
Se os Deuses quiserem nossas vidas tristes animar.
Sabe que estarei aqui pronto para me dar e te amar.

terça-feira, 29 de abril de 2008

Adormeci

Adormeci... Num silêncio inquietante,
com um ruído mudo, surdo e irritante,
voei parado, para um destino distante,
com a mente sem sonho divagante.


Voei, senti lágrimas a molharem o rosto,
o vento no cabelo a esvoaçar a seu gosto,
fiz das mágoas um musical composto,
fiz de tudo para chegar ao teu posto.


Vi obstáculos, senti paredes, tudo saltei,
fui amordaçado, mas mesmo assim gritei,
tudo preto e branco diferente do que pintei,
e tudo o que deram eu sei que também dei.


Acordei, triste é certo, mas com vontade de viver.
Por mais que doa, dilacere, nunca dará para morrer,
ainda que os olhos se afoguem, juro, irei sobreviver
E se o sonho acaba, a vida começa, basta o meu querer.

sábado, 12 de abril de 2008

Única e Diferente

Algo divino, de tudo e todos, diferente.
Desenhada em sonho mas sempre real.
Com gestos doces que fazem voar a mente,
que num segundo esvanecem todo o mal.

Um tesouro oculto em fumaças opacas,
uma jóia rara, em bruto, para esculpir,
Um calor confortavel quando abraças,
um som que encanta ao te ouvir.

Um ser quase perfeito, entre outros, dissemelhante,
que em palavras, caladas,em silêncio dizem tudo.
O seu toque, único e saudoso, deveras excitante,
que num turbilhão de coisas me deixam mudo.

É verdade tudo o que digo e sinto
É puro, intensoe doce este sentimento
É colorido e real sonho que pinto,
que vive e cresce em cada nosso momento.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

A Lua disse

Aqui... Tão longe e contigo tão perto.
Um sentimento doce e tão amargo,
um turbilhão de água num deserto,
por mais perto, mais me sinto ao largo.


Confusão de sentimentos, e saberes,
dívidas, dúvidas e um choro com sorriso.
Um aprender que chega nos amanheceres,
e que me faz sorrir sempre como preciso.


Sou sempre como a maré suave ao luar,
como uma andorinha de livre esvoaçar,
parto mas com vontade de cedo chegar,
de onde saí mas eternamente quero ficar.


A lua, disse ao sol, que pediu segredo e ás nuvens disse.
Elas disseram, no seu chover, quando me vieram molhar.
Nunca se esfumaçará a chama nem que o mundo ruisse,
nunca, jamais, terminará este sentimento que é AMAR.

Honra de ser Zé Nínguém



Coitados, sim já me sinto um Zé Ninguém.

Daqueles que são rejeitados e preteridos ,

ignorados por ti, por todos e mais alguém.

Mas senti o carinho nas palmas dos preferidos.


Foi bom, aquele sentimento antagónico,

numa entrada que julgava ir ser de rejeição,

Levantaram-se os bons, fiquei atónito,

as palmas aquecerem-me o coração.


Ainda mais, porque duas bestas ali estavam,

roendo a inveja com uma profunda azia,

souberam e viram o que não esperavam,

palmas a mim, aquele que mais mal fazia.


Pena, que o pai de todos, quem em nós mandava,

não estivesse ali para sentir, espantar-se e ver.

Para ver como erra comigo, como se enganava,

quando pensava que o mal era eu e o meu ser.


Mas enfim, eu não sabia de leis para mandar.

Nem para comercial servia, coitado de mim.

Loucos, mentiroso, vigaristas a premeditar,

pensavam que um dia seriam o meu triste fim.


Sinto pena sim, mas pena de um sonho acabar,

do que se passa sinto revolta, de quem culpa tem,

de quem por querer, mais que o que é, mostrar

um dia irá acabar, na solidão, sem ninguém.


Nesse dia, e noutros iguais, soube que era querido,

senti o carinho, o louvor, que nunca tive de quem quis,

Senti a meiguice no meu triste coração muito ferido,

Senti que sou, Zé Ninguém, mas amam-me pelo que fiz.


Obrigado aos meus verdadeiros amigos e ex-colegas de trabalho. Um dia, quem sabe, poderemos ser novamente uma família sem ovelhas ranhosas que nos enfiaram num poço onde o nosso sonho não chega. Nesse dia, subirei ao mais alto ponto do mundo, o ponto onde já me tiveram por segundos, subirei ás Vossas palmas e de lá Vos direi... Obrigado Minha Família.

Eterno Segundo


Um bola de ping pong,
ora vai... ora vem.
Enquanto vai e volta o sonho cresce,
outras amanhece,
há vezes em que desaparece.
Uma bola de ping pong...
Ora ping... ora pong.
Qual pêndulo...
Num trajecto inquieto e rotineiro,
nunca muda um segundo,
nunca foi o primeiro.
Eterno segundo,
segundo no mundo,
segundo a pensar um segundo,
segundo em tudo o que é profundo...
No jogo do empurra, um peão...
Eu não quero... eu também não...
Eu quero, eu tmbém.
Eu já não sei...acabou a canção...

sábado, 29 de março de 2008

Lugar Chamado Eternidade

È único, e poucos atingem, esse lugar.
Um lugar de sonho, onde cresce o melhor.
Uma praia, um ponto alto de doce nevar.
Um sonho onde so cresce o amor.


E por mais pedras que tenha o caminho,
que nos leva até esse longínquo destino.
Juntamo-las, fazemos uma castelo marinho,
criamos um sonho de eterno menino.


È fantástico, doce e maravilhoso.
Esse lugar onde o meu sonho passeio.
Tem um sabor delicado, doce, delicioso,
tem um saber a sabor de devaneio.


Lugar onde me sinto único, feliz e incolume,
onde os sorrisos são estrelas, olhares a brilhar.
Um lugar desde do mar até ao mais alto cume,
que cresce num raio de sol e num brilho de luar


Esse lugar que me mostras em cada olhar,
Em cada beijo, no teu toque, na verdade.
È o lugar onde te irei sempre amar,
Aqui no lugar chamado ETERNIDADE.

quinta-feira, 27 de março de 2008

Pensar... perturba o Fazer.

Eu quero acreditar, quero muito, acredita.
Quero tanto que já não acredito que consiga.
Quero, com um querer intenso que até já irrita,
e não consigo que o teu querer me persiga.


Tudo porque o pensar me perturba o fazer.


Eu quero, eu consigo, vou fazê-lo agora.
Ambiciono tudo e quero ir mais além,
esforço num gesto toda a vida numa hora,
quero e vou conseguir amar alguém.


Mas o pensar perturba-me o fazer.


E desisto, como sempre fiz, derrotado.
Caio, infeliz, por não ter feito o que sonhei.
Apago-me na fadiga de um corpo, isolado,
e choro mal tratado, sem saber onde errei.


O pensar perturba-me o fazer.

Lugar Chamado Mente

Refúgio-me neste louco lugar chamado mente,
esse lugar utópico e real, ora feliz, ora angustiante.
Um lugar que me deixa triste outras vezes contente,
esse lugar sem mapa guia neste caminho errante.


È aqui que construo toda a minha verdade,
essa verdade inacreditável, irreal, uma mentira
que cresce na sua quente fogueira de vaidade,
e morre com a água cruel da sua louca ira.


Aqui, com os meus amigos imaginários
que faço a festa que me falta por fora.
e ainda que sem reais destinatários,
dou o amor que temos quando se chora.


Aqui sou criança ingénua, sem maldade.
Sou génio, sábio, guru um modelo.
Sou tudo o que nunca me acharam na verdade,
mas que aqui posso e consigo sê-lo.


E quando por fim me canso e adormeço,
tudo fica ainda mais real na ilusão.
A emoção é tão forte que todo eu estremeço,
e tudo florescede novo no meu coração.


Mas por fim, acordo. Choro a mágoa de n ser real.
Procuro em mim uma força para viver.
Volto à verdade cruel de ser um errante mortal.
Esforço um sorriso que já ninguém consegue ver.

sexta-feira, 21 de março de 2008

O cheiro do sorriso

A que cheira o sorriso?
Dirão que o sorriso não tem cheiro,
é por certo a ideia que vem primeiro.
Mas, na verdade, o sorriso é perfumado,
tem um cheiro leve e muito delicado.
Tem cheiro e só os sonhadores conseguem cheirar,
tem cheiro de felicidade, de sonho e de amar,
tem cheiro de liberdade, de criança e de voar.
O sorriso por mais gargalhada que fosse,
terá sempre, eternamente um cheiro a doce.

Dia Mundial da Poesia


Hoje, é dia mundial da poesia,
dia daqueles que escrevem por emoção.
É dia de baralhar as falavras em fantasia,
mas senti-lo sempre, fundo no coração.


Dia de mentira, inógnita e verdade,
dia de alegria, sorriso e saudade,
sol de verão que chove na realidade
e que nos faz atingir a imortalidade.


Poesia, não é o que escrevo.
Poesia é prosa numa sã loucura
Poesia é fantasia da palavra
Poesia é dor, feliz que não se cura.

Alma de verdade


Há aqueles que me chamam de poeta,
os que me acham um exemplo, um ideal,
existem até quem quisesse ser como eu.
Existem poucos que me achem sem moral.


Uns leêm e reveêm o que escrevo na vida,
outros, que agradeço, ficam preocupados.
Uns até chegam a dar-me algum valor,
mas andam todos demasiado ocupados.


Sinto-me artista de circo, um malabarista,
alguém que finge o seu fingir-se feliz, ilusionista,
decorador de textos, sem conseguir decorar o sorriso
Alma de verdade que pela verdade sempre resista.

Translação

Foi agora, não hoje, mas aconteceu
E prolongou numa extensão do sorriso,
toda a felicidade de um momento de céu
que me trouxe a felicidade que preciso.


È verdade e poesia esta pura magia,
uma melodia no silêncio de um olhar,
o sonhar acordado em analogia,
é um doce viver, sentir e amar.


O terra conseguiu dar a volta ao sol,
e o astro deu imensas de alegria.
E por mais dura que a vida seja
há sempre um gesto para que sorria.