É muito estranho, vê-lo sozinho em diálogo.Tem conversas como se tivesse acompanhado,
ri, olha e sorri como se fosse feliz por algo,
gesticula em conversas como nunca tinha falado.
Vi-o uma e outra vez, nunca me canso de o ver.
Apesar de estranho e doentio o sentimento,
Adoro ver, por entre a barba,o seu sorriso crescer
e a felicidade não ter qualquer constrangimento.
Ignoram-no, chamam-lhe louco, insano, demente.
Eu observo-o, vejo o seu movimento escorreito,
vejo que apesar de louco, é feliz, nisso não mente,
e para ele o mundo acaba por ser singular e perfeito.
Hoje, queria ser como ele. Não ver mal no mundo.
Queria sorrir, apontar, falar sozinho num café lotado.
Queria ser capaz e ignorar qualquer sentimento imundo,
ser como ele, louco é certo... Mas feliz por um bocado.
E abstraí-me, imaginei, que a minha companhia
eram simples imagens a voar na minha cabeça .
Fui feliz, por segundos, mas a minha alma sorria,
e vi que o meu triste fado é possível que adormeça.
Dedicado a um Sr. Estranho, mas correcto e delicado, que conversa em diálogo sozinho num café de S. Martinho, mas que é feliz e que tem sempre conversas a sorrir. Parabéns Sr. Estranho você sim, é feliz.


















