sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Not Yet

(Not Yet)
(foto captada por Skálgi)

Assim é, assusta-me o ser já...
tem mesmo de ser?
Não estou preparado, e não quero estar cá
quando tiver de ver...
Quando neste preciso segundo,
tiver de encarar o novo mundo.

Tenho medo, faltas-me tu, a tua mão,
aquela que me amparava
Aquela que nunca dizia não
quando dela eu implorava.
Hoje, sinto o frio de ter medo da vida,
esta vida nova que poderá não ser repetida.

Ainda não, espera mais um pouco
só uma vida, quem sabe uma existência
Podes até chamar-me louco,
mas tenho medo desta experiência.
Volta outro dia, com esta proposta...
Talvez mude de resposta.

Tenho medo do mundo novo, da vida nova.
Aflige-me o silêncio do afastamento,
como se vivesse numa profunda cova
e fosse cair no esquecimento.
Ajuda-me quero tudo igual, tudo quente...
Não estou preparado para te sentir ausente.
dedicado a Skálgi (aka Liliana Barata)

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Momento

Está quente, o brasido

ajuda a fogueira a arder,

com um fogo colorido

que arde sem se ver.




Aquece este quarto

como se fosse preciso.

E se por acaso me aparto

esconde-se o teu sorriso.




No chão onde nos amamos,

ficam roupas espalhadas.

No ninho onde suamos

Vivem emoções amadas.




Deitado ainda de costas,

toco teus olhos com os meus

sinto-te, sentes-me como gostas

Sou muito maior que ZEUS




Digo-te o quanto te amo,

fazendo sempre calado.

Estremeces se te chamo,

estremeço ao me sentir amado




No fim, lado a lado a olhar-te

choro feliz, por um amor assim.

Sinto-me feliz por amar-te,

feliz por fazeres parte de mim.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Um dia bom para morrer

Hoje,
está um dia bonito para morrer,
como se existissem dias bonitos para tal acontecimento.
Mas realmente hoje, os astros conjugam-se para o acontecimento.
O vento parou como se tudo acalmasse com a partida.
O sol brilha e acontece neste planeta, chamado Aqui...
As pessoas passam e já não me vêm aqui, assim sim,
já a nada importo, e por isso o dia é bom para morrer.
A música já não é ouvida por ninguém, o rebuliço é feito
em pausas demoradas como se quisessem que a morte viesse
numa paragem para que não fosse vista.
A lua, ontem nem apareceu, para não ver o fim.


Hoje,
está um dia bonito para morrer.
Fica quente neste frio, fica cheio este vazio
que ninguém sentirá, só eu, aqui só como sempre.
A terra parece rodar ao contrário, para marcar este dia.
A minha campa, está aberta e a festa está preparada,
com guitarras que não têm som, e velas que não dão luz.
A procissão que será apenas minha, não terá ninguém,
não quero o penar de outrém só porque decidi ir.
À chegada, o coveiro, invisível, fará as exéquias
deitar-me-ei na terra fria para pôr fim à minha dor.


Hoje,
foi um dia bonito para morrer,
Como se morrer fosse deixar de respirar, fechar os olhos,
para o coração, deixar de sentir, ouvir e saborear.
Deixar de andar, de tocar até mesmo de me irritar.
Morrer é muito mais que tudo isso...
Morrer é um deixar de sentir, porque ao sentir dói.
Morrer é fugir porque a amargura não deixa espaço
para ser feliz, alegre e emotivo.
Quero voltar a ser feliz, quero voltar a sorrir, quero...
ser o que era, e poder sorrir quando me deitar...
por isso decidi morrer hoje, porque está um dia bonito.

Morrer

Morrer nem sempre é o parar do coração,
pode ser muito mais, e para mim é, assumo.
É o parar de todo um sentir com emoção,
é o deixar de cheirar tudo o que perfumo.


Morrer é deixar de querer ver,
é deixar de poder e querer sentir.
É muito mais que deixar o ser,
é poder ver sem querer sorrir.


Morrer, para mim, é respirar sem vontade.
É um sair para sempre, para não mais entrar.
Digo-o porque o sinto com toda a verdade.
Morrer acontece quando deixamos de amar.


Porque aqueles que jazem e que continuo a amar,
vivem em mim e continuam nas cabeças de alguém.
Existem vivos, mortos, em quem deixei de acreditar,
para todos esses... "A morte fica-vos Tão bem..."

O fim da palavra

Cheguei ao fim das palavras, e choro.
A doçura que tinham terminou, sem sabor.
Não consigo dizer o que sinto, demoro.
Sinto frio mesmo expostos a este imenso calor.


Achei por bem, terminar de mostrar
tudo o que sinto nestes escritos.
Sinto que tenho e devo, parar, terminar
ainda que digam e os achem bonitos.


Pode ser desvairo, loucura,
pode até ser a maior estupidez,
mas o que escrevi para sempre dura
porque foi escrito com a maior lucidez.


Para trás fica uma palavra doce e uma amarga,
fica uma lágrima, um suspiro de uma alma assim.
Fica tudo o que a minha garganta embarga
Por dizer que tudo chegou ao fim.

Amor Adiado

Custa dizê-lo, tanto que ao pensar
as lágrimas, pela cara, me caiem.
Depois de tudo o que foi amar,
deixar que os sentimentos desmaiem.


É negro este estado de alma em amargura,
chega a ser doentio por saber como era bom.
Sentir que a música acabou insegura
e que o seu tremer se sentiu no seu som.


O queixo treme sem ter frio nem medo,
os olhos se afogam, a pele fica arrepiada.
Voam os momentos, que acabaram tão cedo,
na cabeça que se sente, triste, tresloucada.


Vejo imagens irreais do que sou e anseio,
sinto tremores, suores frios e agonia.
Sinto que deixei fugir tudo o que veio
que um dia me trouxe o doce da alegria.


Ai se pudesse apagar a luza da minha vida,
fechar os olhos e poder voltar descansado.
Se pudesse mudar a amargura sentida
por este triste amor que sinto adiado.

Desencontros



Os lencóis não me deixam rodar mais.
Esta insónia permanente é doentia.
O sol e a lua em movimentos normais
sofrem de tudo o que a minha alma sentia.


Quando um acorda o outro se deita,
Quando um aparece o outro se esconde.
Se um quer, o outro finge, não aproveita,
e o desencontro aumenta sem saber onde.

Desencontros, um sorri, o outro chora,
um é feliz, o outro fica em agonia.
Tudo é fugaz mesmo quando demora
muito mais tempo do que queria.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Chega

Chega!
Mentiras que docemente embalam a alma.
Meias verdades e desculpas que iludem.
Desculpas que me deixam na calma,
no silêncio a que sempre se aludem.

Chega!
Todas as faltas de tempo para mim.
A tua vida atarefada que te afasta.
A falta de apoio que se reflecte no fim
e todo o desencontro que nos agasta.

Chega!
A desautorização sempre irreflectida,
o absentismo constante no teu ser,
A lentidão com que reages à vida
e a tudo o que demonstro querer.

Chega!
As indecisões, o ocultar de toda a verdade,
o olhar para os outros sem pensar no que fazem,
quererem ser a única pura e sincera realidade,
julgar-nos mais mortos que todos os que jazem.

Chega!
De ser palhaço politicamente correcto,
de dizer sim quando quero dizer não,
de ser enganado e iludido por completo,
de me magoarem profundo no coração.

Chega! Eu... existo.

sábado, 26 de janeiro de 2008

Gosto de ti como és



Gosto de ti como és
com todos os teus defeitos
imperfeições e o teu revés
em momentos perfeitos

Gosto de ver como tu
ser o teu ser em mim.
Ser uma alma a nu
e poder viver assim.

Gosto de sentir o teu toque,
ouvir a tua doce e suave voz
gosto que o teu amor invoque
aquilo que queremos para nós.

Gosto de ti... Posso dizer que te amo?

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Foi de repente




Naquela tarde, o sol redondo era morno
a felicidade fingida era feita em torno.
Tudo pintado a cores quentes de pastel,
uma vida atada por um fino e frágil cordel.
Escultura indefinida por mão insegura e tremida
calejada pela agressividade de uma dura vida.
Mesmo assim mostrava a sua triste felicidade
num rosto antagónico motivado pela sua realidade.

Saiu fingidamente confiante com o seu alto ar triunfal,
usou o melhor fato, o único que até nem lhe ficava mal.
Foi pela rua voando pelos recantos escondidos da memória,
usando de tudo para tentar mudar a sua triste história.
Pediu conselhos com um olhar amargurado de pedinte,
procurou bem fundo escolhendo o seu melhor ouvinte.
Sentou-se, respirou fundo e tentou falar, num grito mudo,
daqueles que matam, ardem, queimam, corroem tudo.

Sem querer, foi falando calado num banco de jardim,
falando mudo para o seu ouvinte, uma flor de jasmim.
Quanto mais falava mais o seu peito ficava vazio
e secava a água, selvagem, que um dia correu neste rio.
O seu coração parou e tudo ficou escuro como breu,
alguém no jardim gritou que a sua alma morreu.
Hoje os amigos vivem com uma dúvida na mente,
"Como será que aconteceu?" ... Foi de repente...

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Dança do amor

Dançando contigo na calçada,
uma música que não ouvimos
tudo pára, parece um tudo nada,
quando um ao outro nos sentimos.

Em cada passo de dança que damos,
parece que foge dos pés este chão.
Nesta sala que é rua onde dançamos,
esta dança lança-nos na emoção.

É uma música sem som para dançar,
um rodopio de alma sempre parado.
É um voar com a alma e alcançar,
um sentimento nunca antes alcançado.

Esta dança que simboliza o que sinto,
é muito mais que trocar de pés com o par.
Diria que não é nada, mas saberia que o minto
se vos dissesse que o que sinto não é amar.

Quero ouvir esta música mesmo na tempestade.
Quero sentir esta loucura, queimar-me neste calor.
Esta será sempre a minha feliz e sincera realidade
Este será sempre o meu verdadeiro amor.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Tesouro - A flor da Felicidade




Encontrei um Tesouro

achei a flor da felicidade.

Vale muito mais que ouro

e que qualquer divindade.



Quando a vi, tão delicada,

com brilho resplandecente,

Escalei a montanha inclinada

onde estava o meu presente.



Junto a ela, lá em cima, cansado,

Deitei-me a recuperar ofegante

Sorri porque por fim tinha alcançado

o ser que dá felicidade constante.



Cheirei-a, senti no ar o seu perfume.

Toquei cada pétala, suave e aveludada.

Beijei o seu ser, lá em cima no cume,

onde a felicidade parece um pequeno nada.



Cuidadosamente, peguei no seu delicado ser.

Trouxe-a comigo, é o meu Tesouro mais precioso.

Trato-a todos os dias com carinho e querer,

guardo-a no meu coração, o ser mais fabuloso.



quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Sou teu


Corria desalmadamente na praia deserta,

desaparecia, ao longe, na neblina matinal.

É magia de feiticeira a forma como encanta,

e faz o impossível, parecendo que é normal.



Sorri com olhar maroto de quem sabe o que quer,

com a timidez de um luar entre nuvens escondido.

Faz voar em sonhos acordados no seu tocar de mulher,

faz o mar parecer sempre mais bonito que o pretendido.



Entrega-se por inteiro de corpo e alma,

enlouquece num beijo por ser intenso.

Dá-se em amor e oferece toda a calma

porque, amor, tem para dar imenso.



E se num momento de amor, seu, nosso, a dois,

o mundo pára é porque é real e puro amor.

E quando enlouquecemos, o que acontece depois

derrete glaciares com toda a verdade do seu calor.



Sou seu, todo seu, só seu e para sempre seu.

Digo isto porque em amor para si sorri.

E se um dia partir e só te deixar sem o meu eu,

Chora nesse dia, parti, porque para sempre morri.






Perdido

Perdido, sinto-me num vazio.
Como se tudo e nada fosse igual,
Como se não houvesse água no rio,
e toda a gente achasse normal.


Mesmo na hora mais soalheira,
tenho a alma negra em tempestade.
E por mais que seja verdadeira
a mentira oculta sempre a realidade.


E á noite, quando todos vão dormir,
é mais difícil controlar o choro.
E por mais que me esforce em sorrir,
as lágrimas gritam em coro.


Sinto-me uma embalagem cuidada,
com um produto que não presta,
Com publicidade enganosa e errada,
que ilude com o sorriso que me resta.


Por fora, sorrio, vivo e estou bem,
Por dentro estou morto e cansado.
Vivo sempre na dúvida de ser alguém,
que o mundo queira ver realizado.


E à noite, quando todos vão dormir,
é mais difícil controlar o choro.
E por mais que me esforce em sorrir,
as lágrimas gritam em coro.


Se ao menos a lágrimas criassem um rio
que me animasse com quem trouxesse.
Se alguma mão divina me desse o brio
de ser feliz pelo que no rio viesse.


Se a minha vida desse uma volta,
e tudo ficasse a ser um verão.
Se o sorriso andasse de novo à solta
e a alegria voltasse ao meu coração.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Vou

Vou andando,
caminhando nesta rua sinuosa.
Olhando os becos onde entro e só saio se voltar atrás.
Vou evitando os abismos, os buracos negros da minha vida.
Tento apanhar todas as pedras que encontro na minha estrada,
construindo com elas o meu forte de protecção.
Esse forte que por vezes é tão frágil que cai no primeiro sopro.
Mas mesmo assim, tento reconstrui-lo, uma e outra vez, e ainda outra mais,
só não sei até quando, porquê, para quê...Mas faço-o.

Vou voando,
que é o que faço de melhor, o meu vôo vai além do horizonte.
É um voar sem destino, muitas vezes, sem compreensão.
É voar com asas de papel, de ferro e aço, de madeira, de penas e por vezes de ar...
Quando plano usando as minhas asas de ar, normalmente caio e saio magoado, mas
por burrice ou quem sabe ignorância, volto mais tarde a voar com as mesmas asas que me
deixam sempre cair, que não amparam a minha queda.
Ainda vou aprender um dia que para voar temos de aprender
a controlar o vôo, a escolher as asas e sobretudo ter controlo de como aterrar.


Vou nadando,

nas águas da minha imaginação, que aquecem a minha vida.
Naufragando de tempos a tempo e voltando a naufragar de novo.
Encontrando sereias que ajudam e que seja um naufrago salvo dos mares bravios.
Encontro portos de abrigo, tenho faróis que me guiam e cabos de protecção.
Encontro o sabor a mar, no sal, na espuma das ondas
que corto com a minha frágil barca, tábua rasa onde me sustento á tona da água.
Sinto a vida que este mar me dá, sonho em ser marinheiro eternamente
e viver pelo mar, para o mar e com o mar morrer.

Vou sonhando,
que a noite por vezes é amiga. Escurece os podres da alma,
dá vida às vontades desejadas, protege a ingenuidade.
Aqueço-me nos sonhos que tenho, esquecendo que existem pesadelos.
Faço planos em segredo enquanto durmo, sou Rei, Imperador,
Pedinte, Mendigo. Mas sou alguém, sou ser como se ser fosse querer,
como querer fosse poder... E então aqui posso, e sou.
Aqui de certeza sou feliz, de uma felicidade eterna até ao acordar
e voltar á realidade abrupta que me arrasa, por vezes...

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Doce




És doce,

por ti subirei ao topo do mundo

e lá bem alto gritarei que és o meu amor.

Sem ti nada faz sentido e contigo o mundo pára num segundo

como se lá fora tudo ficasse em pausa controlada pelo nosso amor.



És doce,

ès um sonho, um tesouro que encontrei e não posso perder.

És poesia nunca escrita, por ti vivo, sou feliz e realizado.

Contigo tudo é bonito e cada momento é único, é viver.

Por ti sinto coisas que nunca ninguém sentiu, sinto-me amado.



És doce,

Só por ti sinto saudade no primeiro segundo após te deixar.

Fazer amor contigo é inexplicável, é intenso, puro e verdadeiro.

Só a ti amo, como nunca ninguém amou e deixou amar.

Só em ti sou feliz, sou rei, sou deus, sou teu por inteiro.



És doce,

és ternura, e meiguice, és canto de trovador ao luar,

serenata à chuva na rua, sonho de amor, minha vida.

Contigo aprendi tanto quanto cabe num doce amar,

em ti sou louco, por ti amo, a ti te desejo minha querida.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Eternidade




Eternidade,

Essa palavra elevada ao limite do existente.

Que nos deixa por vezes triste, outras contente.

Que conjugada no horizonte pode não doer, felizmente.

Essa palavra que pode matar, nunca me deixando doente.



Eternidade,

Palavra de duração longa e indefinida.

Que ora nos traz alegria ora abre uma nova ferida.

Que muda tudo o que sentimos numa vida.

Que pode ser madrasta ou a mãe mais querida.



Eternidade,

Pode ser escura ou de uma cor bem alegre e viva.

Poder incorruptível de uma triste solidão activa.

Dor de uma alma amargurada, magoada e passiva.

Grito do ser que escrevi nesta missiva.

Se a vida



Ai se eu pudesse reformular a geometria da vida,

reformular todos os seus vértices pontiagudos,

tranformá-los em cantos redondos no espaço,

de forma a que não magoassem...

E se eu pudesse formatar o disco da memória,

fazer um reload de tudo o que me deixa feliz,

deixando para trás virús e más aplicações

de forma a não pertubarem...

Como era bom a vida ser um filme em rodagem,

onde ajustávamos actores a nosso belo prazer,

onde o enredo não tinha antes, durante nem depois

de forma a não nos iluderem...

Se a vida fosse mar, terra, fogo e ar. Se fosse vida na vida de todos nós.

Se a vida fosse sorrisos, passeios, namoros e alegrias.

Se a vida fosse jardim de abraços e beijos.

Se a vida fosses tu... Então tudo seria belo.

Delírio




Mais uma noite sem sono, como se fosse isso apenas.

Como se acreditasse nisso mentindo-me a mim.

Mais um efeito maníaco-depressivo das penas

que determinam o meu premeditado fim.



Como se o sono não viesse sem razão aparente,

como se a alma não sonhasse apenas porque não querer.

Como se esta mentira, em mim, me deixasse crente

que a vida é um sonho que se inventa como se quiser.



Não, não consigo acreditar no que sei que não é verdade.

Se a alma insiste, o coração rejeita esta mentira inocente.

O que me tira o sono é intenso, é o que quero como realidade,

é um sonho, um sorriso que faz delirar alegremente.

Em busca de...

Não quero estar aqui.
Já me decidi.

E tu devias vir comigo...
Já viste bem o que nos rodeia?
São todos loucos.
Dizem-se seres pensantes e inteligentes,
Mas sem pensamento pensado.
Olhas à tua volta e o que vês?
Ligas o rádio e a televisão e o que ouves?
Caminhas na rua e o que te apercebes?
É amargo, insípido, cuspido...
Banalizada e insignificante classifica esta orbe
Onde sobrevivemos sufocados
Pelo fumo da falsidade e da hipocrisia,
Vaporizado em cada olhar que te é lançado,
Quando te cruzas com tais seres inteligentes,
Na encruzilhada da tua existência.
Vou embora! Tá decidido.
Para bem melhor. Garantido.
E tu vens comigo...
Vamos por aí à descoberta, desbravando que nem épicos heróis,
E certamente iremos encontrar o sítio.
O lugar! Aquele!!
Não o de opção; Aquele!
Esse mesmo.
Onde seremos reis e soberanos.
Reino de amor onde aprenderemos a arte de viver.
Um lugar onde a eternidade
Não se saboreia em pequenas amostras
E os gestos vêm todos em caixas de chocolate.
Onde no beijo encontras o doce
E no abraço o conforto.

Já me resolvi.
Vens comigo?