quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

AMAR-TE






Deixa-me respirar-te, como se fosses o meu ar.
Deixa-te entrar no meu peito, vem-me inundar
Sê em mim sol de inverno, carta de marear,
a minha estrela que guia o meu navegar.


Deixa-me aquecer em teu fervoroso calor.
Deixa em mim aparecer avermelhado rubor,
por dizeres o que te sou, para ti um primor,
Sê em mim,que eu sou em ti, Amor.


Deixa-me sentir o teu delicado e doce cheiro.
Deixa-me gritar bem alto para o mundo inteiro,
que amor é um sentimento nobre e sobranceiro.
Deixa que diga que tu és o único e o meu primeiro.


Deixa-me sentir na tua boca o sabor a morango.
Deixa-me amar-te nessa música, o nosso tango.
Amar-te faz um quadrado ser mais trabalhado, ser losango.
Podes errar que, para mim, não és erro e eu não me zango.


Entrego-me a ti, sou teu, para sempre com vontade.
Sou em ti amor intenso, puro, completo e em verdade.
Amor que é chama que nunca se apagará com a idade.
És o meu sonho que sonhei e quero sonhar para a eternidade.


AMA-TE É ALGO INEXPLICÁVEL, DELICIOSO E FUNDAMENTAL PARA MIM

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Odeio-me




Odeio-me.

Odeio a minha forma de estar

de ser, de pensar.

Odeio a minha forma de parecer,

o meu pessimismo, a minha forma de ver.

Odeio o que fiz, faço e farei,

tudo o que toco dá asneira, parece uma lei.

Odeio o amor que me têm todos os que me amam,

porque não mereço um milésimo do que me dão.

Odeio a minha pressa e a minha imperfeição,

parece que tudo tem de ser rápido mesmo que me digam que não.

Odeio a irrelevância do meu ser, a má notoriedade que me dão,

que aceito e digo sim quando quero dizer não.

Odeio a minha timidez que não pareço ter,

que não é fingida mas se esconde no meu ser.

Odeio o mal que vos faço e o sofrer que vos dou

como se devessem sofrer pelo fracasso que sou.

Odeio o ar que me rodeia e me deixa viver,

a água que me dá vida em vez de me deixar morrer.

Odeio o fogo que em vez de me queimar,

me aquece e em mim deixa o mal reinar.

Odeio ser imperfeito, mas odeio mais não me conseguir emendar,

odeio-me tanto que apesar de muito, acho pouco o meu penar.

Ser Feliz Agora




Ser feliz era poder estar contigo,
ser dono do teu abraço de conforto
Dar e receber um bom abrigo
que acalmasse a dor que não suporto.


Ser feliz era poder voltar a ser teu,
como era antes de teres partido.
Ser feliz era ter tudo o que se perdeu
e ganhar mais do que foi perdido.



Ser feliz era apoiar-te e me apoiar.
Era numa palavra tua poder sorrir.
Era poder sentir-me seguro no teu olhar
Era não ter de te ver partir.


Ser feliz agora é quase impossível,
Talvez um dia possa dizer que o sou.
Sorrir hoje é uma ideia inconcebível
por tudo o que o meu coração já chorou.


Ser feliz agora é uma utopia
é uma triste, amarga, ideia vã.
Trago uma dor maior que merecia
que tem na solidão a sua melhor irmã.

Buraco Negro




Nuvens e nevoeiros fortes e opacos,

que dificultam a minha visão no horizonte,

que tornam o meu ser em cacos

que fazem com que viver me amedronte.



Sopro, com força, como se fosse eu o vento.

Mas por mais que sopre tudo fica pior.

Sinto que tudo em que toco ou tento

o prejuízo fica sempre maior e maior.



É como que num buraco negro, num abismo,

que o fundo afastasse em vez de se aproximar.

Parece tudo uma mentira em sofismo

que não deixa o meu querer amar.



Poderá algum dia ter fim, e o meu corpo chegar ao chão?

Mesmo que morra da queda é melhor que viver a cair.

Será que, nessa altura dorida, ainda me darás a mão

e os meus lábios possam voltar a sorrir?

Sorte




É triste e amargo o sabor que sinto.

Diria que é o sabor insípido da morte.

É mentira, mesmo sabendo que minto

tudo o que me acontece, a minha sorte.



É um estado de estar e não estar.

É um querer ir sem saber onde.

É uma vontade de a abraçar,

sem saber onde ela se esconde.



Mesmo aqui pensando um bocado,

sozinho com a mente longe na lua,

não encontro o que fiz de errado

não encontro uma verdade tua.



É mágoa não ter o que pensava ter,

é como ser vivo e viver morto.

Se pelo menos pudesse um dia ver

que se endireitou o que parece torto.

Mano




Já comecei e recomecei mil vezes este poema,

já, outras tantas, apaguei e voltei a escrever

Tudo porque apesar de ter objectivo e tema,

não encontro forma bonita de o escrever.


Queria algo que te marcasse, como tu a mim.

Algo que fosse bonito como o que redigiste.

Queria algo profundo e tocante no seu fim,

algo que engrandecesse a quem te dirigiste.


Mas não consegui, e decidi escrever a minha indecisão,

o meu estado de ignorância que palavras tão belas deixaram.

Sinto-me pequeno no que escrevo por me amares de coração,

mesmo quando caiem em mim todas as fantasias que me mascaram.


Apesar de não ser bonito como o teu,

é sentido, sincero, verdadeiro e puro.

É uma declaração de amor de Mano,

que quero que guardes para o futuro.




Obrigado pelo que és em tudo... Amo-te


terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Estive contigo


Estive contigo!
Gostei de te rever.
Mais velho, é verdade,
Mas com o mesmo sentido de humor de sempre.

Sabendo-te e conhecendo-te
Vi-te mascarado.
Com máscara invisível é certo, mas não impenetrável.

Conheço-te e sei o que sofres!
Sofro contigo.
Mas fico feliz.
Porquê?
Porque mais uma vez contigo vi o que gosto.
Vi o que amo.
A tua alegria, o teu sentido de vida e de viver.
Sem preocupação, nem medos, nem receios.
Só tu mesmo.
Natural, simples, sincero, garoto, menino...
Grande, sim! Mas menino de coração.

Coração grande!
Onde caibo eu, ele, ela e ela e ele... eles e elas...
Tantos... e tão poucos ao mesmo tempo.

Gostei de te ver!
Transpareceste inconscientemente uma esperança
Que só tu não viste.
Mas eu vi! E sorri!
Muito! Contigo.

Senti-me feliz e descansado sem carga nem fardo
A pesar-me dolorosamente nos ombros.

Ainda posso sorrir. Ainda posso sonhar.
Ainda posso viver.
Contigo a meu lado!
Feliz...

Gostei de estar contigo hoje!!
E quero-o amanhã...

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Acabou...



Não há mais para cantar ou escrever.

Os sonhos terminaram em tristes fados,

A tristeza que cresceu, é dona do meu viver,

e os meus olhos estão para sempre cansados.


Não há mais para dizer ou ser feito.

Tudo terminou sem lágrimas no olhar.

O estado de alma é disforme e imperfeito,

como se tudo não tivesse de acabar.


Não há mais nada que exija este acto,

Perdoe-me quem lê, por deixar de escrever.

Porém, a madrasta vida, não me quer de facto,

e por isso chegou a hora de deixar o meu ser.


Não há mais alma de verdade

Afinal tudo não foi mais que uma ilusão.

Acabou tudo em grande espanto e brutalidade.

Não escreverei mais porque parou o coração.

Tudo tem um Fim




Tudo tem um fim, em mim.

Pelo fracasso que sou, sei que não estou

capaz de viver assim.

Por isso vou, sem saber para onde vou.





Ele são sonhos irreais,

conversas banais.

Melodias inacabadas,

são choros e guitarradas.

São chuvas e ventos,

ventos e tormentos,

São névoas e neblinas,

tristes rapazes e meninas.

É um velório sem defunto,

um chorar só em conjunto.



Ele são pedras frias e gastas,

são caminhos em que arrastas,

A minha alma suja pela lama,

triste de estar só nesta cama.

São vozes na minha cabeça,

que pedem para que esqueça,

e mesmo que o mundo termine,

eu espero que algum dia me ensine,

e que aprenda a ser outro alguém,

que não me olhem com desdém.



Sozinho o grito será mais mudo,

o pesar muito mais sisudo.

Uma lágrima saberá o que vale,

e a minha voz para sempre se cale.

São horas doentias em vão,

Um sim que sempre foi não.

São saudades que o coração alberga,

à espera que o amor forte erga,

uma estátua triste e abandonada,

um doce, suave e triste nada.



Moranguinho




Fruto do amor, puro e sincero

que se escreve em saudade,

que é mais que o que quero,

e que se revela em verdade.



Fruto vermelho e suculento,

de paixão ardente e carinhosa,

sumo nascido em cada momento

que adoça de forma deliciosa.



Fruto vivo que é ser sem o ser,

sonho que floresce ao luar,

amor que acorda ao nascer,

e que cresce a cada beijar.



Fruto com história e caminho,

com futuro feito de verdade,

Fruto que és moranguinho

que adoças com toda a felicidade.

Esgotado




Estou cansado...

Desisto, não aguento mais.

Não tenho força, foi uma vida inglória.

É triste o fim desta história,

mas ilustra o fracasso que sou.

Como tudo e nada mudou.

A tradição já não é o que era,

a vida não espera só desespera.

À noite os sonhos não voam,

de dia os sorrisos não saiem.

As lágrimas chegam para lavar a cara,

a alma, já meia morta, não ajuda.

O relógio da vida nunca pára,

para amarmos mais tempo.

E tudo se torna lento,

tudo se esgota num momento,

tudo fica parado no fim

para todos os que se vão lembrar de mim.



FIM




São fumos que sufocam,

águas que ardem em chamas geladas,

Prazeres que foram tudo e agora são menos que nadas,

pântanos em areias movediças, cínicas e paradas,

São guerras que os Deuses pedem e invocam.



Gelos que queimam em fogos descrentes,

estradas que não levam a lado algum,

amores que a todos amam e amam nenhum,

milhares que gritam mudos em som comum,

São promessas erróneas e indecentes.



E depois...no fim?

No fim não há ar nem água, não há amor,

não há fogo, nem chama e acalma-se a dor,

fica-se hirto, imune a tudo, sem calor.

E depois...depois sofres mais sem mim.







Comprimido da vida




Hoje doeu-me acabeça, uma dor forte e aguda

que me perturba o raciocínio, o pensamento.

Uma dor que me aflige a alma, palavra muda

que me corta, queima e mata neste momento.



Mas, tenho comigo e tomei um comprimido

daqueles para quem está doente e deprimido.

Esse fármaco milagroso que me tira esta dor

sem nunca retirar tudo o que me faz feliz, o amor.



Pensei como era bom haver um medicamento

para a vida, que a tornasse colorida e radiante,

que como luz que se iluminasse em cada filamento

num musical alegre com uma felicidade constante.



Um simples comprimido que levasse todo o mal,

que fizesse os sonhos prevalecerem e vingarem

que tornasse tudo maior, grandioso e imortal,

que tomasse para os meus problemas se apagarem.



Mas o comprimido para a vida não existe,

o mal resiste,

e persiste.

Fantasmas que me assombram a alma,

me tiram a calma,

me têm na palma.

Só a morte, resolve o que dói, o que me mata,

o que me ata,

até que um dia a minha alma voe...

domingo, 6 de janeiro de 2008

Bilhete


Ontem escrevi-te um bilhete.
Um recado, um texto, uma prosa...
Escrevi-te!

Escrevi pois não to consegui dizer.
Agora na tua ausência quiz fazê-lo.
Mas não estavas.

Então escrevi.

Depois guardei o lápis de carvão,
Rasguei a página do meu caderno
E lancei-a ao rio.

Pedi-lhe que te levasse o meu bilhete,
apressando-se,
Por ser urgente a mensagem que levava.

Fiquei a ver. E ele lá foi.
O meu bilhete. Para ti.
Flutuando sobre as águas
Desviando-se dos rochedos e galhos caídos.

Espero que chegue a tempo.
Que não seja tarde demais...

Que não seja tarde demais
Para te dizer que...

sábado, 5 de janeiro de 2008

Se te pudesse ver




Se pelo menos te pudesse ver,

já não peço um beijo,

nem um desejo,

ou um abraço.

Com pouco já me satisfaço

e consigo continuar a viver.



Se pelo menos te pudesse ver,

nem que fosse agora,

num segundo de demora,

poder ver esse teu olhar,

que em sonhos me fará voar

enquanto conseguir viver.



Se pelo menos te pudesse ver,

contrariar as leis mortais,

voar contigo sem asas banais,

ser feliz contigo no mundo,

e poder viver tudo num segundo

enquanto a saudade me deixar viver.



Se pelo menos te pudesse ver,

como faço quando contigo sonho,

como o sol faz com a lua, suponho,

Seria, para mim, uma real utopia

algo que desejo tanto que choraria,

e depois poderia feliz morrer.

Não sabia o que era amar




Antes de ti,

A vida não era a cores,

mentia se dissesse que era a preto.

Até sentia que tinha amores...

Mas um dia senti novo dialecto.

Sentia que não sabia o que era amar.



Antes de ti,

o mar era revolto,

as florestas eram bravias,

o coração andava solto.

para mim os canários eram cotovias,

E eu não sabia o que era amar.



Em ti,

os sonhos são mais doces e gentis,

as verdades mais sinceras e intensas

A felicidade vem sempre que sorris,

O amor é sempre maior do que pensas.

E eu descobri o que era amar.



Em ti,

o mundo pára para nós,

o prazer tem sempre muita fome,

O canto divino tem sempre a tua voz,

o amor, sincero, tem o teu nome.

E eu descobri o que era amar.



Depois de ti,

espero não ter de viver,

o mar invadirá a terra,

o sol não voltará a nascer,

a alma viverá sempre em guerra.

E eu saberei que um dia amei.



Depois de ti,

espero que seja só um pesadelo,

que nunca suceda ou aconteça,

que nunca tenha de vivê-lo,

prefiro que a minha alma pereça,

Mas saberei que um dia amei.



Amar de verdade, que deixe saudade,

logo quando te vais.

é bonito, puro, sincero, intenso e quando o penso

fico a ansiar sempre mais.


Antes de ti não sabia o que era amar.

Estou vivo


É difícil dizer-te adeus vendo-te partir.

É difícil dizer-te olá porque sei que irás embora.

Mas uma coisa também sei...

E essa é que quando contigo estou, estou vivo.


Vivo para ti. Vivo para nós.

Como se nada mais existisse, assim me apresento.

Fazendo-te sorrir. Fazendo-te feliz.


Como chuva de verão que refresca,

Eu me dou a ti em refrigério,

Despido de qualquer sentimento de estar

Em outro qualquer lugar, que não ao teu lado.

Abraçando-te, protegendo-te nos meus braços

Contra tudo e contra todos.


Estás feliz! E eu feliz!

Fazes-me bem. Fazes-me Homem.

Homem capaz, realizado, amado... Feliz!


É difícil dizer-te adeus vendo-te partir

É difícil dizer-te olá porque sei que irás embora.

Mas uma coisa também sei...

E essa é que quando contigo estou, estou vivo.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Sei-te




De olhos fechados percorro sem esforço

o teu corpo que vejo de cor na mente.

Era capaz de te pintar sem modelo, sem esboço

porque em mim estás sempre presente.



Sei e conheço o teu cheiro suave e adocicado,

reconhecer-te-ia mesmo de olhos vendados.

E se misturasses cheiros para baralhar um bocado

reconheceria os teus cheiros, só teus, tão delicados.



Sinto na minha o suave e sedoso toque que tens

da pela mais macia que um corpo pode ter.

E o melhor de ti está no teu ser, não como vens,

porque até é belo em cada chuvoso amanhecer.



Sei-te com cada um dos sentidos que me deram

Sei-te de trás para a frente de baixo para cima

Sei-te, és mais que os Deuses alguma vez quiseram

Sei-te, és maior que qualquer obra-prima.

Fúteis




Quebra-se a alma

numa valsa sem sentido,

num som não ouvido,

num grito oprimido,

num sorriso deprimido.



Rasga-se o pensar,

num doer sem comparação,

num olhar sem compaixão,

num partir sem emoção,

num querer em privação.



Afoga-se o olhar,

num ir sem voltar,

num beijo sem amar,

num andar sem caminhar,

num morrer sem sonhar,



Vive triste o sorrir,

em quem não ama o que passou,

em quem não muda sem pensar que mudou,

em quem não vive sem sentir o que tocou,

em quem perde tempo a pensar se voou.

Sonho do tamanho do universo




Um dia tive um sonho do tamanho do universo,

era tricolor com cor de felicidade, sorrisos e amor,

era cheiroso, cheirava a mar e a sol de inverno,

era quente e não havia o que lhe apagasse o calor,

era um parente, por ele tinha um amor quase paterno.



Um dia tive um sonho do tamanho do universo,

sonhei-o numa doca onde não existia algum cais,

desenhei-o a lápis de carvão por ser mais bonito,

fotografei-o a preto branco, a sépia, e em cores normais,

empurrei-o numa jangada muito para lá do infinito.



Um dia tive um sonho do tamanho do universo,

mas o sonho nunca passou de ser sonhado,

parece que se esgueirou na fresta da imaginação,

nunca foi real será para sempre inacabado,

nunca foi palpável será para sempre uma ilusão.